sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Verdadeira História dos Contos de Fadas

Quando falamos em Contos de Fadas, o que vem em nossa mente? Tudo começa com "Era uma vez" e termina com "E eles foram felizes para sempre..." ok? Pelo menos é o que nossas mães nos contavam (ou não). Mas e se eu vos disser que estas histórias não eram assim tão bonitinhas e que tudo que você sabe sobre elas não passa de uma grande mentira? Isso mesmo, as histórias vieram das tradições orais de culturas diversas, do folclore mesmo, sem nome definido. E, como muitos sabem, não essas histórias não tinham nada de fadas. São contos recheados de vingança, assassinatos, torturas, sexo, mutilações, e por aí vai. Eles carregam a moral, ritos, anseios e orientações gerais da cultura que os gera. São histórias como as da mitologia grega, celta, hindu e até mesmo a brasileira. Essas histórias da mitologia européia eram contadas de pai para filho e traziam consigo preocupações da vida cotidiana (e nada nobre) como morte, fome, abandono e abusos sexuais onde os personagens principais, em geral, eram crianças ou jovens, servindo de alerta (drástico) para que os pequenos camponeses tomassem cuidado. Esses contos começaram a ser formalmente registrados em prosa na Idade Média. 

O autor pioneiro na área foi o francês Charles Perrault, que deu uma amaciada nas histórias para agradar as mães da corte francesa. No século seguinte, os famosos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm e o dinamarquês Hans Christian Andersen deram seguimento nessa linha literária inclusive absorvendo características de folclores de outras culturas, criando as "morais de história" e também amenizando os enredos, assim como também faria a Disney tempos depois no cinema. 

Conheça agora a versão original e sem censura dos mais populares contos de fada!

Chapeuzinho Vermelho


Numa versão francesa da história, após interrogar Chapeuzinho na floresta e pegar um atalho para a casa da vovó, o lobo mata e esquarteja a velhinha sem dó. A coisa piora quando o vilão, já fingindo ser a vovó, oferece a carne e o sangue da vítima, como se fosse vinho, para matar a fome da netinha - que come e bebe com gosto!

Após encher o bucho e praticar canibalismo sem saber, Chapeuzinho ainda tira a roupa e joga no fogo, a pedido do lobão! O clima, porém, não é nada infantil, com a garota perguntando o que fazer com a roupa a cada peça tirada. O lobo só tinha uma resposta: "Jogue no fogo, minha criança. Você não vai mais precisar disso...". 

Ao se deitar ao lado do lobo, já totalmente nua, Chapeuzinho começa a reparar no físico do vilão, como se desconfiasse de algo. Admirada, a menina começa a exclamar: "como você é peluda, vovó", "que ombros largos você tem" e "que bocão você tem", entre outros elogios à anatomia do bichão, se é que você me entende. O lobo, então, acaba abusando sexualmente da inocente chapeuzinho.

Agora vamos aos finais:

FINAL FELIZ

Ao fim da versão francesa, Chapeuzinho, sentindo-se ameaçada, pede para ir ao banheiro (que naquele tempo, ficava do lado de fora da casa). Esperta, Chapeuzinho aproveita o vacilo do vilão e escapa.

FINAL SANGRENTO

Charles Perrault tornou o final da história mais sangrento - com o lobo jantando a mocinha - e introduziu a famosa moral da história, dizendo que "crianças não devem falar com estranhos para não virar comida de lobo".

FINAL AMENIZADO

No século 19, Jacob e Wilhelm Grimm inventaram a figura do caçador. No fim da história, ele aparece e salva a pele de Chapeuzinho e da vovó, abrindo a barriga do lobo com um facão.

Bela Adormecida


Ao mexer num tear, uma farpa entra sob a unha da princesa, provocando sono imediato - maldição prevista desde sua infância. Desconsolado, o pai abandona a casa, largando a filha adormecida sozinha.

Numa caçada, o príncipe, que já era casado, avista a princesa e se encanta por ela e, antes de partir, faz sexo com a moça apagada! Ela ainda engravida de gêmeos. Um dia eles nasceram e, ao tentar mamar, um deles chupa o dedo da mãe e retira a farpa, despertando-a.

Ao voltar para mais uma de suas "visitas", o príncipe se depara com a bela não mais adormecida e com dois filhos. Ele passa, então, a esticar as caçadas para manter a vida dupla. 

Cinderela


Na versão de Giambattista Basile, chamada A Gata Borralheira, Cinderela arma uma cilada para sua madrasta. Um dia, quando a megera pega roupas num baú, a moça lhe fecha a tampa na cabeça.

Os irmãos Grimm botam mais sangue no miolo da história. Quando o príncipe visita as casas para identificar o pé de sua amada, as irmãs malvadas de Cinderela se mutilam, cortando dedos e calcanhares para fazer seu pé caber no sapato e enganar o príncipe. Mas ela são desmascaradas pelos pássaros amigos da Cinderela, que mostram ao príncipe o sangue escorrendo pelo sapato, e depois, como vingança, arrancam os olhos das duas irmãs, que terminam suas vidas cegas e mancas. 

Branca de Neve


Na primeira versão dos Grimm, de 1810, é a própria mãe, e não a madrasta da Branca de Neve que pira no espelho querendo ser a mais bela do reino. Invejosa por perder o posto, planeja dar um sumiço na filhinha de apenas 7 anos. 

A rainha manda um caçador matar Branca de Neve na floresta, trazendo o fígado e um pulmão como prova do serviço. Ele engana a rainha com carne de javali, que a mãe come achando ser da filha. Branca se refugia na casa dos 7 anões, que a usam como escrava.

Após ter o plano frustrado, a rainha é condenada, no meio da festa de casamento de Branca com o príncipe. Como pena, a ex-poderosa tem que dançar até a morte calçando sapatos de ferro em brasa!

A Pequena Sereia


No original, a Bruxa do Mar corta a língua de Ariel, que perde a voz, para ganhar pernas em troca. Ent, a sereia tem a cauda rasgada em duas para conseguir ter pernas e conquistar o coração do seu amado príncipe humano. Apesar de ter conseguido as pernas, ela iria sentir como se estivesse andando sobre facas afiadíssimas, o que lhe causava terríveis dores a cada passo.

Na insistência para que Ariel voltasse a ser sereia, suas irmãs invejosas chegam a arrancar os cabelos - literalmente! O objetivo era oferecer as madeixas para que a bruxa do mar rompesse o encanto. A bruxa, traindo Ariel, assim fez. 

Ariel volta a ser sereia e o príncipe a abandona, trocando-a por outra. As suas irmãs aparecem com uma faca de prata que a Bruxa do Mar lhes deu em troca dos seus longos cabelos. Se a Pequena Sereia esfaquear o príncipe com a faca e deixar o sangue dele cair sob os seus pés, ela iria voltar a ser uma sereia e o seu sofrimento iria acabar, mas Ariel não teve coragem para esfaqueá-lo e decidi se matar, atirando-se no mar e dissolvendo-se em espuma.

João e Maria


Com a família assombrada pela fome, a mãe instiga o marido a levar os filhos para a floresta. A ideia é largá-los por lá, ficando com menos bocas para alimentar em casa. O pai hesita, mas acaba cedendo. 

Só que João e Maria ouvem a tramoia dos pais e espalham migalhas pela estrada, conseguindo voltar para casa. Mas eles se perdem, pois os pássaros comem as migalhas de pão que marcavam o caminho, bem como os olhos das duas crianças abandonadas.

Os Três Porquinhos


Na história verdadeira os dois primeiros rabicós não conseguem fugir depois de ter a casa destruída e são engolidos pelo lobo. Só que o lobo não consegue enganar o terceiro porquinho e nem derrubar a casa dele. Irado, acaba se enfiando na chaminé, o porquinho percebe e põe um caldeirão fervente na lareira, onde o lobo acaba caindo e vira a janta do porco.

O Flautista de Hamelin


Nessa historia, um tocador de flautas mágico é contratado por uma cidade para livra-la de uma infestação de ratos. Ele cumpre seu papel, mas quando volta para receber seu tão suado dinheirinho, a cidade se recusa a pagar. Daí, como vingança, ele usa os poderes de sua flauta para raptar todas as crianças da cidade e só as devolve após receber seu pagamento. 

Mas, o conto original não é bem assim, nele, o encantador resolve dar o troco, pagando com a mesma moeda, e não devolve as crianças mesmo depois de receber sua recompensa. Na verdade ele faz com que elas todas se afoguem num rio. E, em algumas versões ainda mais antigas, há referencias a pedofilia em massa dentro de uma caverna escura. 

Rumpelstiltskin


Primeiro contarei a história, que muitos ainda não conhecem: Para impressionar o rei, com o objetivo de fazer o príncipe casar com a sua filha, um moleiro bastante pobre mente e diz que ela é capaz de transformar palha em ouro. O Rei chama a moça, fecha-a numa torre com palha e exige-lhe que ela transforme toda a palha em ouro até de manhã, durante três noites, ou será executada. Algumas versões dizem que, se ela falhasse, seria empalada e depois cortada em pedaços como um porco, enquanto outras não são tão sádicas e dizem que a moça ficaria fechada na torre para sempre. Ela já tinha perdido toda a esperança, quando aparece um duende no quarto e transforma toda a palha em ouro em troca do seu colar; na noite seguinte, pede-lhe o seu anel. Na terceira noite, quando ela não tinha mais nada para lhe dar, o duende cumpre a sua função em troca do primeiro filho que a moça teria com o príncipe. O Rei fica tão impressionado que decide dar seu filho para casar com ela, mas quando nasce o primeiro filho do casal, ela não consegue o entregar. Rumpelstiltskin diz a ela que ele vai deixá-la em paz, se ela adivinhar o seu nome. Ela havia escutado ele cantar o seu nome perto de uma fogueira e por isso ela adivinha-o correctamente. Rumpelstiltskin, furioso, corre longe, para nunca mais ser visto.

A história é a mesma, exceto pelo final. Rumpelstiltskin fica tão irritado por a princesa ter acertado seu nome que ele enterra o seu pé direito na areia, pega a sua perna esquerda e a puxa com toda sua força para cima, rasgando-se meio. 

Vamos combinar, essas versões são bem mais interessantes, não é! 

Adaptado de uma matéria da revista Mundo Estranho e do site http://www.muitointeressante.com.br/

17 comentários:

Sander disse...

sisnistro, o feminino de ogro é fiona...

O Roqueiro Otaku disse...

Credo muito tenso isso !! faltou da pocahontas :D q tbm é bem bizarra

Marina Amaral disse...

eu li essa edição da mundo estranho '-' destruindo a minha infância UHEUIHAEIU versões bem mais interessantes desse jeito...

Anónimo disse...

soube que a do patinho feio ele não era um patinho e sim um menino que de tão feio é morto pela própria mãe.
Isso que instinto materno em!!

luluzinha disse...

LOL.
Aprendi isso na escola hj.

Anónimo disse...

kkkkkkkkkkkk Muito hilário!!!

Anónimo disse...

Ouvi dizer que a Branca de Neve deitou-se com todos os anões.. kkk adorei as outras versões.

Anónimo disse...

Já li que a história dos três porquinhos tem origem comercial. Era uma forma de sensibilizar a civilização de que a construção de alvenaria que na época, novidade, era mais segura.

Anónimo disse...

a mais bizarra é a da bela adormecida.

Mayara Santos disse...

Nooossaaa Superr Maneeiiro..
Maaiis Acabouu coomm miinhaa Infanciia
Rss'

Luana disse...

Nossa acabou mesmo com a minha infância,as historias fazem mais sentido mas ainda assim é muito desapontador saber que as historias que fizeram parte de sua infância,que você achava serem inocentes acabam sendo historias extremamente obscuras.Fora isso o post foi muito bem construído meus parabéns !

Jessica Beltrame disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabíola Ribeiro disse...

Ja tinha lido todas elas desde crianca.MInha avo tinha os contos originais de Joao e Maria e Ariel.Lembro que no Joao e Maria,o Joao era gordo,tinha que engordar e era mantido preso ate estar no "ponto" para ser devorado.A bruxa era meio cega e todos os dias a bruxa checava se ele engordava atraves dos seus dedos.Pra enganar a bruxa ele mostrava um pe de galinha que tinha sido servido como comida e assim ganhavam tempo enganando a bruxa.Essas duas historia me impressionaram durante toda m,inha infancia!!!

Isso é novo ! disse...

adorei essa versão da historia de chapeuzinho chegei até a postar no meu blog www.estoesnovo.blogspot.com um versão que criei apartir de versoes inusitadas como essa #parabens!

luiza teixeira disse...

vcs não escreveram as historias inteiras as partes mais horriveis não estão ai...

Gabriel França disse...

E quais seriam essas partes, Luiza?

Anónimo disse...

Conta a História inteira
mais adorei saber a verdadeira história