terça-feira, 31 de maio de 2011

O Linguiceiro da Rua do Arvoredo


Tudo começou em 1864, em Porto Alegre (RS). José Ramos era considerado como um homem gentil, viajado e que andava bem vestido, visto em teatros e casas de ópera da cidade.  Ele era, na verdade, um inspetor de polícia de Santa Catarina que foi obrigado a fugir do estado após matar o próprio pai. Ramos teria comprado (ou alugado) uma casa na antiga Rua do Arvoredo (atual Rua Fernando Machado), de um sujeito chamado Carlos Klaussner, antigo dono de um açougue que funcionava no mesmo endereço.

Tempos depois ele conheceu Catarina Palsen, com quem passou a viver, e a praticar os tais crimes. Ao que tudo indica, ela, Catarina, de origem húngara, e de grande beleza, "atraía" as vítimas, que eram sempre homens de fora, prometendo a eles uma noite de luxúria.

No matadouro disfarçado de alcova, as vítimas eram distraídas com conversa inebriante e recebiam boa comida e boa bebida - além de um golpe certeiro de machado desferido por Ramos, que esquartejava e fatiava os corpos, para guardá-los dentro de um baú.

Para o trabalho, o açougueiro contava com a ajuda de Carlos Claussner que pouco tempo depois seria também morto pelo comparsa.

A carne dos corpos ia sendo moída aos poucos e transformadas nas famosas linguiças, que eram vendidas em seu açougue na rua da Ponte (hoje rua Riachuelo) e que eram muito apreciadas pelos habitantes da região.

Os crimes da rua do Arvoredo foram descobertos em 1894, chocando os cerca de 20 mil habitantes da cidade. Ramos foi condenado à forca. Catarina foi internada em um hospício, onde morreu louca. Claussner, àquela altura, já havia virado linguiça.

Apesar do escândalo, os crimes foram ignorados pela imprensa da época. A história repercutiu apenas nos jornais da França e do Uruguai. Acredita-se que o caso tenha sido abafado porque a população da cidade não queria ficar com a fama de canibais.

Catarina contou a policia todos os fatos e os detalhes de como as vitimas eram mortas e transformadas em linguiça.

Segundo registros históricos da policia de Porto Alegre, os crimes foram desvendados por um cachorro farejador de um menino que teria sido vitima do Açougueiro. Essa Historia mais tarde virou um livro, o historiador Décio Freitas tratou do tema escrevendo “O Maior Crime da Terra: O Açougue Humano da Rua do Arvoredo”.

Qualquer semelhança do Linguiceiro da Rua do Arvoredo com o filme Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet é mera coincidência...

Sem comentários:

Enviar um comentário

O comentário de vocês é muito importante para o blog, mas por favor evitem escrever muitas palavras abreviadas e cheias de erro, de forma a tornar o texto praticamente ilegível, caso contrário, os comentários serão eliminados. E o façam de preferência de forma não anônima. Obrigado pela compreensão e opinião de vocês. Voltem (e comentem) sempre!