terça-feira, 18 de janeiro de 2011

6 Assustadoras Lendas Japonesas

De certo você deve conhecer várias lendas urbanas como a da Maria sangrenta, loira do banheiro, a mulher morta que pede carona etc, mas garanto que nenhuma delas são tão aterrorizantes como as lendas japonesas. Sabemos que quando se trata de terror até nisso os japoneses são os melhores, até porque aquelas simples mulheres de lá do outro lado do mundo, com a pele clara e seus cabelos negros escorridos já dão medo, agora imagine uma delas com a boca rasgada! Essa é uma das assustadoras lendas do folclore japonês que vocês vão conhecer agora.

1. A Mulher da Boca Rasgada


Kuchisake-onna era uma mulher linda. Esposa de um samurai ciumento, violento e líder da vila onde viviam. Por sua beleza ela era cobiçada por vários homens da vila que apesar de serem submissos ao seu líder não resistiam aos encantos de Kuchisake-onna.

Um dia, seu marido juntou todos os guerreiros da vila e deu-lhes a noticia que partiriam para a guerra e que mesmo sendo vitoriosos iriam ficar muito tempo longe de casa. Vários meses se passaram desde a partida de seu marido e Kuchisake-onna estava cada vez mais triste e depressiva, pois nem tinha certeza que o marido estava vivo. Até que ela conheceu um jovem samurai que não se juntou ao seu marido por ser jovem e não ter treino suficiente para a guerra, Kuchisake-onna o seduziu e passaram a ter um caso as escondidas. 


Passado alguns anos seu marido regressou, mas Kuchisake-onna havia mudado, estava apaixonada pelo jovem samurai e seu marido começou a desconfiar de sua fidelidade e certo dia ele encontrou-os conversando amigavelmente. Com ciúmes ele matou o jovem samurai e cortou a boca de Kuchisake-onna de orelha a orelha, gritando: “Quem vai te achar bonita agora?!”

Por causar desonra ao marido e líder ela foi expulsa da vila e condenada a viver dentro da floresta. Uma velha senhora que por pena a levava comida encontrou Kuchisake-onna morta pendurada pelo pescoço em seu casebre. Dias depois do enterro de Kuchisake-onna seu ex-marido foi encontrado morto com a boca cortada de orelha a orelha bem como sua garganta.

Desde então o espírito vingativo de Kuchisake-onna anda pelas ruas do Japão aterrorizando as pessoas e principalmente adolescentes. Conta-se que o seu fantasma aparece em trajes vermelhos como o sangue e usa uma máscara cirurgica para andar despercebida pelas ruas do Japão. Ela então aborda uma pessoa e pergunta "Eu sou bonita?", a pessoa diz que sim, então ela retira a máscara e pergunta "mesmo assim?". Se a pessoa disser que Não, ela rasga-lhe a boca e mata, e se a pessoa disser, por educação, que sim, Kuchisake-onna diz: "Então você irá se parecer comigo" e corta de canto a canto a boca da pessoa, no entanto, a deixa viver. Em 2007, lançaram no Japão o filme Kuchisake Onna, baseado nesta sinistra lenda.

2. A Virgem do Poço


Havia no Japão Feudal do século XVII uma bela jovem de nome Okiko. Essa jovem era serva de um Grande Senhor de Terras e Exércitos, seu nome era Oyama Tessan. Okiko que era de uma família humilde, sofria assédios diários de seu Mestre, mas sempre conseguia se manter longe de seus braços.

Cansado de tantas recusas, Tessan arquitetou um plano sórdido para que Okiko se entregasse à ele. Certo dia, Tessan entregou aos cuidados de Okiko uma sacola com 9 moedas de ouro holandesas -mas dizendo que havia 10 moedas- para que as guardasse por um tempo. Passado alguns dias, Tessan pediu que a jovem devolvesse as "10" moedas.


A donzela, ao constatar que só havia 9 moedas, ficou desesperada e contou as moedas várias vezes para ver se não havia algum engano. Tessan se mostrou furioso com o "sumiço" de uma de suas moedas, mas disse que se ela o aceitasse como marido, o erro seria esquecido. Okiko pensou a respeito e decidiu que seria melhor morrer do que casar com seu Mestre. Tessan furioso com tal repúdio, agarrou a jovem e a jogou no poço de seu propriedade. Okiko morreu na hora.

Depois do ocorrido, todas as noites, o espectro de Okiko aparecia no poço com ar de tristeza, pegava a sacola de moedas e as contava... quando chegava até a nona moeda, o espectro suspirava e desaparecia. Tessan assistia aquela melancólica cena todas as noites, e torturado pelo remorso, pediu ajuda à um amigo para dar um fim àquela maldição.

Na noite seguinte, escondido entre os arbustos perto do poço, o amigo de Tessan esperou a jovem aparecer para dar fim ao sofrimento de sua alma. Quando o fantasma contou as moedas até o 9, o rapaz escondido gritou: ...10!!! O fantasma deu um suspiro de alívio e nunca mais apareceu.


3. A Garota do Banheiro


Quem aqui já ouviu falar da loira do banheiro? Provavelmente esta é uma versão americanizada da verdadeira lenda que surgiu no Japão. 

Hanako é nome de uma garotinha que foi brincar de pique-esconde com os amigos, e se escondeu na porta dos fundos do banheiro do terceiro andar. Depois, ela foi encontrada morta neste mesmo local (nenhuma versão da lenda conta como ela morreu, mas se sabe que ela era uma garota quieta que sempre era "maltratada" por seus colegas).


Após algum tempo, começou a rolar boatos de que a alma da menina estivesse ainda lá. E se tem duas coisas que NÃO se deve fazer para não chamar a atenção da Hanako é: 1) ir pro banheiro do terceiro andar; 2) bater na porta três vezes e falar “Hanako você está aí? Se repetido isso três vezes, e você escutar uma voz falando “sim!” (Hai), amigo, provavelmente você verá Hanako. Ela irá te sugar para dentro do banheiro. Apesar disso ter acontecido em um só colégio, essa lenda se espalhou por todos os colégios do país e do mundo, e se tornou uma das lendas urbanas mais famosas.


4. A Mulher do Cruzamento


A mulher do cruzamento é (ou foi) uma moça que foi atropelada por um carro. Toda vez em que o motorista for uma pessoa que não ligue por ultrapassar os semáforos ou andar desnecessariamente em alta velocidade, ela aparece subtamente em sua frente pedindo “socorro” (tasukete!). Isso sempre acaba resultando em um terrível acidente de carro. Lenda ou não, no Japão, morre mais pessoas no trânsito do que em qualquer outro homicídio.


5. Teke Teke


Teke Teke é uma lenda muito conhecida e temida do Japão. A lenda fala de uma menina que foi cortada ao meio ao cair nos trilhos de um trem. Como ela ficou durante muito tempo nos trilhos agonizando em seu sofrimento, Teke-Teke, se tornou um "espirito vingativo" que perambula pelo Japão. Este espírito é conhecido por carregar uma foice e de vir se arrastando pelo chão, batendo seus cotovelos no solo, fazendo os ruídos “teke,teke,teke”, daí deu-se o seu nome.

Conta-se no Japão que certa vez um menino estava saindo da escola a noite, quando ouviu um estranho barulho atrás dele. Quando se virou viu uma linda menina na janela, ela apoiou os braços no parapeito enquanto olhava para ele. O menino perguntou para a menina o que ela fazia naquele local, já que ali era uma escola para meninos, neste momento a menina pulou da janela e caiu no chão, o menino ficou apavorado ao ver que ela não tinha a parte inferior do corpo. Foi então que a menina começou a fazer o som teke-teke enquanto se arrastava em direção a ele, que de tão apavorado não conseguia se mexer. A menina então, com sua foice partiu o garoto ao meio, imitando sua própria desfiguração. A lenda já inspirou dois filmes, “Teke Teke” e “Teke Teke 2", em 2009.


6. Okiku, A Boneca Viva


Kikuko tinha três aninhos de idade, quando adoeceu gravemente. Era agosto de 1932. Seu irmão visitava a cidade de Sapporo, Hokkaido (Ilha ao norte do Japão) quando viu uma boneca e comprou-a para Kikuko. A pequenina adorou a boneca e não mais separou-se dela, nem por um momento. Porém, a doença agravou-se e em janeiro de 1933, Kikuko faleceu. É costume no Japão, no dia da cremação do corpo, colocar os objetos que a pessoa mais gostava dentro do caixão para ser cremado junto com o corpo. Só que, a familia no auge da dor da separação, esqueceu-se de colocar a boneca junto da menina. Após a cremação, a boneca que recebeu o nome de OKIKU, foi colocada no oratório, ao lado das cinzas da criança, onde a família fazia as orações. Com o passar do tempo começaram a perceber que o cabelo da boneca parecia crescer.
 
Na década de 40 veio a guerra e a família teve de fugir para o interior, deixando a boneca com os sacerdotes do templo juntamente com as cinzas de Kikuko. Com o fim da guerra, a família voltou para a cidade, procuraram pelos seus pertences no templo, onde perceberam com espanto que os cabelos da boneca não pararam de crescer! A pedido do irmão da menina, a boneca continuou no templo. A imprensa, mostrou o fenômeno, o que chamou a atenção de pesquisadores, para que fosse dada uma explicação científica para o caso, o que não aconteceu até hoje. A imagem acima é da boneca verdadeira.

O templo que fica em Hokkaido é visitado por turistas e curiosos que querem ver a fantástica transformação da boneca. Há controvérsias, mas dizem que as transformações são visíveis: O cabelo antes nos ombros, agora chega à cintura.  Os lábios antes cerrados, estão entreabertos e úmidos,e seus olhos parecem olhar para as pessoas com expressões de quem tem vida.

Os japoneses levam muito a sério a vida após a morte e para eles que reverenciam deuses e objetos, tudo é dotado de espírito e precisa ser queimado quando não é mais usado, em sinal de agradecimento e para que descansem em paz após serviços prestados.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Elizabeth Báthory: A Condessa Sanguinária

Elizabeth Bathory (Erzsebet Báthory, do original), foi uma condessa húngara da renomada família Bathory e também uma das mulheres mais perversas e sanguinárias que a humanidade já conheceu. Ela entrou para a história por uma suposta série de crimes hediondos e cruéis que teria cometido, vinculados com sua obsessão pela beleza. Os relatos sobre ela ultrapassam a fronteira da lenda e a rotulam através dos tempos como a terrível Condessa de Sangue.

Nascida no dia 7 de Agosto 1560, filha de pais de famílias aristocráticas da Hungria, Elizabeth cresceu numa época em que as forças turcas conquistaram a maior parte do território húngaro, assistindo aos violentos conflitos territoriais (entre turcos e austríacos) e religiosos (católicos e protestantes). Vários autores consideram esse o grande motivo de todo o seu sadismo, já que conviveu com todo o tipo de atrocidades quando criança, vendo inclusive suas irmãs sendo violentadas e mortas por soldados em um ataque ao seu castelo. Foi criada na propriedade de sua família em Ecsed, na Transilvânia. Quando criança, sofreu convulsões seguidas de mudanças repentinas de humor e ataques de raiva. Teve uma ótima educação, inclusive sendo excepcional pela sua inteligência. Falava fluentemente húngaro, latim, grego e alemão. Embora capaz de cometer todo tipo de atrocidade, ela tinha pleno controle de suas faculdades mentais.

Bela e vaidosa, Elizabeth ficou noiva do conde Ferenc Nádasdy aos onze anos de idade, passando a viver, no castelo Cachtice, em Sárvár. Em 1574, ela engravidou de um camponês quando tinha apenas 14 anos. Quando sua condição se tornou visível, escondeu-se até a chegada do bebê. O casamento ocorreu em maio de 1575. O conde Nadasdy era militar e, frequentemente, ficava fora de casa por longos períodos. Nesse meio tempo, Elizabeth assumia os deveres de cuidar dos assuntos do castelo da família Nadasdy. Foi a partir daí que suas tendências sádicas começaram a revelar-se, com a tortura de um grande número de seus escravos, principalmente mulheres jovens - Especula-se que sua predileção por garotas tenha raízes em sua própria adolescência, época em que convivia com uma tia bissexual.

Quando adulta, Elizabeth tornou-se uma das mais belas aristocratas. Quem em sua presença se encontrava, não podia imaginar que por trás daquela atraente mulher, havia  uma psicopata com um mórbido prazer em ver o sofrimento alheio. Num período em que o comportamento cruel e arbitrário dos que mantinham o poder para com os criados era algo comum, o nível de crueldade de Elizabeth era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava todas as desculpas para infligir castigos, deleitando-se na tortura e na morte de suas vítimas. Espetava agulhas em vários pontos sensíveis do corpo das suas vítimas, como, por exemplo, sob as unhas. No inverno, executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar pela neve, despejando água gelada nelas até morrerem congeladas. O marido de Báthory juntava-se a ela nesse tipo de comportamento sádico e até lhe ensinou algumas modalidades de punição: o despimento de uma mulher e o cobrimento do corpo com mel, deixando-o à mercê de insetos.

Em 1604 seu marido morreu e ela se mudou para Viena. Desse ponto em diante, conta a história que seus atos tornaram-se cada vez mais pavorosos e depravados. Em um acesso de raiva teria chegado a abrir a mandíbula de uma serva até que os cantos de sua boca se rasgassem. A fama de vampira surgiu, num primeiro momento, do seu hábito de morder e dilacerar a carne de suas criadas. Mas Elizabeth foi ainda mais longe. Há relatos de que numa certa ocasião, uma de suas criadas puxou seu cabelo acidentalmente aos escová-los. Tomada por uma ira incontrolável, Bathory a espancou até a morte. Dessa forma, quando o sangue espirrou em seu rosto, se encantou em vê-lo clarear sua pele depois de seco. Daí vem a lenda de que a condessa se banhava em sangue em busca da beleza eterna.

Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Elizabeth no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia (suposta amante), de quem pouco se sabe a respeito. Quando Darvulia adoeceu, Elizabeth se voltou para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Elizabeth, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas, das quais bebia o sangue. Em virtude de estar tendo dificuldade para arregimentar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas atividades se espalhavam pelas redondezas, Elizabeth seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio. 

Os criados que escaparam da tortura da condessa, foram cúmplices dela. Entre os cúmplices posteriormente julgados com a condessa, estavam a babá de seus 4 filhos (Anna, Ursula, Katherina e Paul), o servo aleijado Ficzko, outra serva chamada Dorka e uma camponeza que muitos acreditavam ser bruxa.

No início do verão de 1610, tiveram início as primeiras investigações sobre os crimes de Elizabeth Báthory. Todavia, o verdadeiro objetivo das investigações não era conseguir uma condenação, mas sim confiscar-lhe os bens por motivos de dívidas de seu finado marido.

Elizabeth teria sido flagrada em seu estranho banho pelo seu primo, o conde Thurzo e, descoberta, foi presa no dia 26 de dezembro de 1610. O julgamento teve início alguns dias depois, conduzido pelo conde Thurzo. Uma semana após a primeira sessão, foi realizada uma segunda. Nesta, foi apresentada como prova uma agenda encontrada nos aposentos de Erzsébet, a qual continha os nomes de 647 vítimas, todos registrados com a sua própria letra.

Seus cúmplices foram condenados à morte. Elizabeth foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi encarcerada em um aposento do castelo de Čachtice, sem portas ou janelas. A única comunicação com o exterior era uma pequena abertura para a passagem de ar e alimentos. A condessa permaneceu lá os seus três últimos anos de vida, tendo falecido em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras dos Báthory, em Ecsed.

No julgamento de Isabel, não foram apresentadas provas sobre as torturas e mortes, baseando-se toda a acusação no relato de testemunhas. Após sua morte, os registros de seus julgamentos foram lacrados, porque a revelação de suas atividades constituiriam um escândalo para a comunidade húngara reinante. O rei húngaro Matias II proibiu que se mencionasse seu nome nos círculos sociais.

Cinema

Em 2008, foi filmado "Bathory", sendo este uma produção da República Tcheca. O filme romantiza a história da condessa, assim como lança algumas possíveis explicações para as lendas que surgiram sobre ela. Em 2009, outro filme sobre Elizabeth é lançado, trata-se de uma produção alemã intitulada "The Countess" (A Condessa). Sobre este último, segue o trailer abaixo:



terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ilustrações da Mitologia Grega

Devido a minha paixão pelos mitos gregos, aquelas histórias magníficas criadas há milhares de anos e que hoje em dia servem de enredo para filmes, livros e games, saí caçando imagens pela internet que ilustrassem os maiores deuses, heróis e monstros da mitologia grega. Confira:

ZEUS



ZEUS E CRONOS

POSEIDON

ARES



HADES


ATHENA

ÁRTEMIS

HERMES

HÉRCULES




MEDUSA


APOLO

APOLO E DAFNE

AFRODITE e EROS

MINOTAURO

ANDRÔMEDA

ÍCARUS

BELEROFONTE

PÉGASUS (NASCIDO DO SANGUE DA MEDUSA)

Mortal Kombat Rebirth

Há alguns meses atrás, mais especificamente em junho, caiu na internet, um misterioso curta metragem baseado na série de games Mortal Kombat. O curta foi dirigido por Kevin Tancharoen, com a intenção de ser um prólogo para um possível longa que até hoje nunca foi produzido e o caso foi abafado. Mas o certo é que este curta metragem fantástico, está eternizado no you tube e vale sete minutos e meio do seu dia com toda certeza, principalmente se você for um fã de Mortal Kombat como eu.


 Veja o que Tancharoen, falou sobre o vídeo:   
“Eu já estava pensando nisso há tempos. Todo mundo sempre comentava a ideia de recomeçar Mortal Kombat no cinema. Chegou uma hora que eu tinha que fazer… Levou dois meses pra preparar e depois montar, e dois dias para rodar com duas câmeras Red – doadas por um grupo de amigos que acredita na causa. Rodamos no Lacey Street Studios num sábado e domingo e todo mundo se divertiu. Montei sozinho, e os efeitos visuais também foram colaborações de pessoas”, começa Tancharoen. A brincadeira saiu por 7,5 mil dólares.
 
“Sei que há muitos puristas com suas opiniões sobre a mitologia de Mortal Kombat. Mas tenho uma resposta para eles: este é só um prólogo do que o meu longa-metragem será”, adianta-se. Em seguida, Tancharoen diz que o estúdio não sabia do filmete: “Isso foi algo que fiz totalmente por conta própria. Eu adoraria se a Warner Bros. aceitasse fazer essa minha versão. Num longa, o misticismo de Mortal Kombat estaria lá, mas feito com bom gosto, sem ser cafona ou exagerado”.
MUITO FODA!!!

sábado, 16 de outubro de 2010

Perseu e a Medusa


Acrísio, rei de Argos, era pai de Dânae, uma linda moça, mas estava desapontado por não ter um filho. Quando consultou o oráculo sobre a ausência de um herdeiro homem, ele recebeu a informação que nunca geraria um filho, mas no futuro teria um neto, e ele seria a causa de sua morte.

Acrísio tomou medidas extremas para fugir deste destino e isolou Dânae no topo de uma torre de bronze para que ela nunca tivesse contato com nenhum homem e, assim, nunca tivesse um filho. Mas um dia, Zeus, do alto do Monte Olimpo, a avistou e se encantou com a sua beleza. Ele se transmutou em uma chuva de ouro e assim conseguiu penetrar por entre as grossas barras da janela da torre. Dânae, então, deu à luz a Perseu, mas Acrísio ainda tinha esperanças de evitar o destino.

Mandou construir uma arca de madeira, colocou Dânae e seu filho dentro e lançou-os ao mar.
Durante dias e dias os coitados flutuam à deriva, mas Zeus enviou ventos favoráveis, que sopraram mãe e filho pelo mar e os levaram suavemente à costa. A arca parou na ilha de Sérifo. Um honesto pescador chamado Dictis percebe a curiosa embarcação. Ele liberta Dânae e o filho e os leva até o rei da ilha, Polidectes, que resolve proteger os exilados.

Os anos passaram e Perseu transformou-se num rapaz forte e corajoso, que atrapalhava os planos do rei Polidectes de se casar a força com Dânae. O rei da ilha, para ficar livre do filho de sua amada, ordena-lhe que traga ao palácio a cabeça da górgona Medusa.



A medusa era um monstro terrível, sua cabeleira era formada por várias serpentes embaraçadas, seus dentes compridos e pele escamosa davam-lhe um aspecto assustador. Mas além disso, há uma coisa bem pior: o olhar de Medusa transforma em pedra todos que têm a audácia ou a imprudência de olhá-la.

Mas Medusa nem sempre foi assim tão horrenda, pelo contrário, ela era uma linda sacerdotisa da deusa virgem da sabedoria Atena. Ela era tão linda que até mesmo o deus do mar Poseidon a cobiçava. Um dia ela cedeu às investidas do deus e deitou-se com ele no templo de Atena. A deusa ficou tão furiosa com aquele insulto que castigou Medusa, transformando-a numa aberração, para que nunca mais atraísse homem algum.

Atena, a pior inimga de Medusa, resolve ajudar Perseu em sua aventura e lhe dá uma espada e um escudo tão bem polido, que tal qual num espelho, podia se ver o reflexo ao olhar para ele. Hades emprestou seu capacete que torna invisível quem o usa, e Hermes deu a ele suas sandálias aladas e mostrou a Perseu o caminho até as Gréias, que eram as únicas que sabiam como chegar até Medusa - afinal, eram irmãs dela.

As Gréias eram três velhas irmãs que pediram aos deuses a vida eterna mas esqueceram de pedir juventude eterna, portanto envelheciam sem morrer. Decrépitas, tinham somente um olho e um dente que elas compartilhavam entre si. Invisível, Perseu conseguiu se apoderar do olho e dente delas, recusando-se a devolvê-los até que elas mostrassem o caminho que lhe permitiria chegar até Medusa. As Gréias fazem qualquer coisa para obterem o olho e o dente de volta, e contam tudo a Perseu. O herói, então, parte para o ocidente, onde vive a temível górgona.

Perseu encontra uma paisagem macabra e desolada. Nenhum pássaro canta, nenhum ser vivo se move naquele deserto semeado de estátuas de todos os infeliz já petrificados por Medusa. Caminhando com prudência, Perseu aproxima-se da górgona. Procurando não olhar diretamente para ela, o rapaz fixa os olhos no escudo de Atena e guia-se pelo reflexo da criatura. Em poucos instantes, chega bem perto da górgona, em cuja a cabeça as serpentes agitam-se e silvam. Com um único golpe de espada, Perseu decapita a Medusa, agarra-lhe a cabeça sem olhá-la e foge com ela metida numa sacola de pano. Do pescoço cortado de Medusa, nascem Crisaor, o guerreiro da espada de ouro, e Pégaso, o cavalo alado. Eles eram fruto do relacionamento de Medusa com Poseidon. Em algumas versões, Perseu foge voando com suas sandálias aladas mesmo, mas em outra, ele vai embora montado em Pégaso.




No caminho de volta, ao sobrevoar a Etiópia, Perseu avistou lá embaixo, uma bela donzela presa numa rocha à beira mar. Era Andrômeda. Sua mãe era uma mulher egocêntrica que ousou se vangloriar de que sua filha era mais bonita do que as filhas do deus Nereu, as Nereidas, que eram ninfas de extraordinária beleza. Ofendidas pela arrogância da rainha, elas pediram a Poseidon que punisse a rainha e seu reino. O deus do mar enviou o monstro marinho Cetus para devastar todo o reino,  e isto só poderia ser evitado se fosse oferecida em sacrifício a filha da presunçosa rainha, Andrômeda, entregando-a para ser devorada pelo terrível monstro.

A princesa, então, teve de ser acorrentada a beira mar para esperar o seu terrível destino. Perseu apresenta-se ao rei Cefeu, pai de Andrômeda, e propõe salvar sua filha, sob a condição de depois casar-se com ela e levá-la para Sérifo. Cefeu, sem escolha, concorda. Então, Perseu, montado em Pégaso, voa até chegar perto da cabeça do monstro gigante, então ele tira a cabeça da Medusa da sacola e mostra ao monstro, que pedrifica-se totalmente. Andrômeda, liberta, se joga nos braços de seu belo salvador.

Como Andrômeda insiste, o rei manda preparar a festa de casamento. Todos se divertiam, até que a festa foi interrompida por dezenas de homens armados. Eram Fineu e seus capangas, ele era um pretendente de Andrômeda, e agora quer assassinar Perseu. Com muita coragem, Perseu começa a lutar e liquida muitos adversários. Mas, quando se vê perdido diante de tantos inimigos, percebe que a derrota é certa, então ele fecha os olhos e tira de dentro da sacola a cabeça da Medusa. Num instante, o exército inteiro transforma-se em pedra. Perseu e Andrômeda, montados em Pégaso, voltam voando para Sérifo.

Ao chegar em casa, Perseu vê uma desordem. Polidectes e seus seguidores vão atrás de Dânae para violentá-la. Perseu convoca seus amigos para lutarem com ele, mas o rei e seus fiéis eram em muito maior número. Quando a batalha parecia perdida, o herói lembra do que ocorrera com Fineu e seus capangas quando fixaram os olhos no olhar petrificante da Medusa e diz: "Aqueles que forem meus amigos, que fechem os olhos". Os que acreditaram então fecham seus olhos e Perseu ergue a cabeça da górgona e todos que estavam contra ele (e inclusive alguns amigos descrentes) são petrificados.

O herói deixa com Dictis o trono de Sefiro e volta com Dânae e Andrômeda para Argos. Lá, Perseu resolve participar dos jogos atléticos que estão sendo realizados. No lançamento de disco, ele arremessa com muita força esse pesado objeto de metal. então, seja pela mudança do vento, seja pela vontade dos deuses, o disco desvia-se de seu rumo e atinge um espectador: Acrísio, o avô de Perseu. Cumpriu-se então a previsão do oráculo da qual um dia o velho tentara tanto se livrar.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

John Wayne Gacy, o "Palhaço Assassino"

Nascido em Chicago no dia 17 de março de 1942, John Wayne Gacy teve uma infância meio traumática: era espancado sem grandes motivos e chamado de "bichinha" pelo pai alcoólatra, que também batia em sua mãe. John era o único filho homem, tendo duas irmãs.

Aos 11 anos, John Wayne Gacy foi atingido na cabeça por um balanço, o que lhe causou um traumatismo craniano. Nos cinco anos seguintes, periodicamente sofria escurecimentos da visão. Foi descoberto um coágulo em seu cérebro, que foi removido cirurgicamente, e houve a redução do problema. Mas ele continuou fraco de saúde, o que fez com que se afastasse de atividades mais masculinas, como esportes violetos.

Apesar de todos os problemas, Wayne formou-se na faculdade de Administração, casou-se e administrava muito bem um pequeno restaurante com sua esposa. Até que acabou sendo acusado de ter abusado sexualmente de um jovem empregado. John Wayne Gacy contratou um adolescente assassino para espancar uma testemunha da promotoria, e mais acusações pesaram sobre ele, assim só piorou a sua situação e pegou dez anos de prisão, mas foi solto em dois anos por bom comportamento. Entretanto, sua esposa o largou neste período. Gacy voltou então para Chicago.

Depois disso John Wayne tornou-se uma cidadão exemplar, trabalhando com a política local e se fantasiando de palhaço em festa infantis, ficando muito querido pelas crianças da cidade, o tipo de pessoa que dificilmente cometeria algum crime...


Foi então que começou a matar, perto de fazer 30 anos, em 1972. Muitas vezes atacava conhecidos, mas em outras ocasiões abordava pessoas na rua, às vezes de uma forma convidativa, outras mais intimidativo. suas vítimas eram todos homens – adolescentes ou jovens adultos. Os rapazes recebiam propostas de emprego, iam até a casa de Gacy, eram embebedados, amarrados numa cadeira e sexualmente violentados. Sodomizava-os, torturava-os e depois os matava, geralmente sufocados ou estrangulados. Jogava os corpos no porão de sua casa, sob um alçapão oculto.

John Wayne foi pego em 1978. Sua empresa prestou um serviço de reforma a uma loja, e nesta loja Gacy convidou um jovem a trabalhar em sua firma. O jovem, quando foi encontrar Gacy à noite, disse a amigos o que estava indo fazer. Quando se notou o seu sumiço, a polícia foi à casa de Gacy e sentiu o odor pútrido da morte. Entretanto, não foram encontrados corpos, mas: sedativos, algemas, livros sobre homossexualismo, instrumentos para “jogos” sexuais, uma pistola, um pênis de borracha, maconha, além de objetos que aparentavam não pertencer a Gacy.


A polícia começou a periciar as evidências e instituiu vigilância sobre ele. Descobriu-se então sobre o seu passado (a condenação em outro estado) e que vários empregados seus, que geralmente eram menores, haviam desaparecido. Acabaram, então, voltando à sua casa, que ainda tinha aquele cheiro horrível. "É só um entupimento nos canos de esgoto", explicou Gacy, tentando enganar os policias novamente, mas desta vez eles decidiram investigar. No porão, sob o alçapão oculto, foram encontrados os restos de vinte e nove garotos entre nove e vinte e sete anos, com sinais de tortura, violências sexuais e estrangulamento.

Em 1988, Gacy foi condenado a 21 prisões perpétuas e 12 penas de morte. Já preso, John Wayne Gacy tentou culpar “Jack Hanson”, uma suposta segunda personalidade sua. Em um depoimento, desenhou um mapa com a disposição dos corpos – em seguida, aparentou desmaiar. Quando “voltou a si”, disse que foi “Jack” o autor do desenho. 

Enquanto aguardava no Corredor da Morte do Menard Correctional Center de Illinois, Gacy - apelidado pela imprensa de "Palhaço Assassino" - passava o tempo fazendo desenhos infantis, especialmente palhaços.

Uma das pinturas de John Wayne Gacy

Apesar das contradições e negativas, alguns fatos foram descobertos sobre seu modus operandi: sabe-se que gostava de ler passagens bíblicas enquanto enforcava as vítimas; outras vezes, vestia-se de palhaço enquanto as torturava. Enfiava as cuecas dos rapazes em suas bocas para sufocá-los. John Wayne Gacy encaixa-se perfeitamente na fantasia do “Palhaço Assassino”.

Tinha uma rotina obsessiva na cadeia: anotava cada ligação, carta ou visita recebida, e até mesmo o que comeu. Conta-se que, nos 14 anos que esteve preso, passou a abusar de álcool e tentou suicídio.
Pouco antes de morrer, em 1994, de injeção letal, já sedado, pronunciou suas últimas palavras: “Kiss my ass!” (Beije minha bunda!).