quinta-feira, 10 de março de 2011

Josef Mengele e as Experiências Médicas Nazistas

Durante a Segunda Guerra Mundial vários médicos alemães realizaram “experiências” desumanas, cruéis, e muitas vezes mortais em milhares de prisioneiros dos campos de concentração.

O principal deles foi Josef Mengele (foto), que  torturou e matou milhares de pessoas em nome da ciência nazista.


Josef Mengele nasceu em Günzburg, na Alemanha, em 1911. Estudou medicina e filosofia na Universidade de Munique, onde "mergulhou'' em temas que visam o aprimoramento genético humano. Na Segunda Guerra, em 1942, foi condecorado por bravura militar. No ano seguinte, foi para o campo de concentração de Auschwitz como coronel-médico da SS (a tropa de elite nazista). Mandou então executar 400 mil prisioneiros, entre judeus, ciganos, gays e deficientes físicos. Os poupados da morte imediata eram enviados para o "zoológico", os barracões onde ficavam as cobaias humanas de seus experimentos. Entre eles, havia principalmente irmãos gêmeos, anões e portadores de deficiências físicas. 

Josef Mengele exercia seu “trabalho” em um campo de concentração vizinho ao famoso Auschwitz. Lá, o "Anjo da morte", como ficou conhecido, dissecava pessoas vivas, amputava pernas e braços de crianças, sem anestesia nenhuma, para tentar, sem sucesso, regenerá-los. Com injeções, tentava injetar tinta azul em olhos de crianças para alterar a cor, mas só provocava infecções ou cegueira, jogava prisioneiros em água fervente ou extremamente gelada para ver o quanto suportavam. Era fascinado por gêmeos. Injetava o sangue de um em outro, de tipo sanguíneo diferente, para ver a reação e também literalmente costurava gêmeos para tentar criar artificialmente gêmeos siameses! Os que sobreviviam às experiências, eram logo assassinados para dissecação e mais observações. Muitos, posteriormente, tinham seus restos mortais dissolvidos em ácidos, restando apenas os ossos.

No fim da Segunda Guerra, Josef Mengele fugiu do campo de concentração em janeiro de 1945, dias antes de sua liberação. Ele nem sequer foi citado nos Julgamentos de Nuremberg e como muitos outros criminosos nazistas converteu a América do Sul em seu esconderijo, acolhendo-se na Argentina, onde permaneceu algum tempo. Em 1985, a descoberta de cartas de Mengele para um contato na Europa revelou seu refúgio no Brasil. Mas já era tarde, pois Megele morreu afogado em Bertioga (SP) em 1979. Seus ossos se encontram em poder do Instituto Médico Legal de São Paulo, em local não revelado para evitar peregrinações de neonazistas. A família nunca requisitou o corpo.

Josef Mengele foi apenas o mais famoso e conhecido dentre os vários "Médicos-Monstros" que atuaram na Segunda Guerra Mundial fazendo experimentos como os que vocês verão a seguir:

Experimentos sobre Congelamento

 

Um dos experimentos mais utilizados nos campos de concentração pelo alto comando Nazista foi o de congelamento/hipotermia. Como as forças germânicas estavam doentes e mal preparadas para o inverno Russo, os chefes acharam por bem preparar seus soldados para o frio. Em 1941, a Luftwaffe conduziu experimentos para aprender como tratar a hipotermia. As experiências eram divididas em duas partes. Primeira: verificar o tempo que demoraria para a temperatura do corpo abaixar até se dar a morte. Segunda: descobrir a melhor forma de tentar reanimar a pessoa. O estudo forçou pessoas a ficarem em um tanque de água semi congelada por até três horas. Outros estudos colocaram prisioneiros nus em campo aberto durante várias horas com temperaturas abaixo de zero. Uma sonda que mede a diminuição da temperatura corporal era inserido no ânus e era mantida no lugar por um anel metálico expansível, que foi ajustada para abrir dentro do reto para segurar a sonda firmemente no lugar. A vítima era colocada em um uniforme da força aérea, e depois colocada na poça de água fria e começava a congelar. O objetivo foi determinar quanto tempo o corpo humano pode sobreviver a tais temperaturas e avaliar diferentes formas de reaquecimento dos sobreviventes. Essas experiências foram realizadas por Mengele e seu equivalente da Força Aérea, o médico Sigmund Rascher da Luftwaffe.

Experimentos sobre Malária

 

A maioria das experiências tinha por objetivo desenvolver e testar medicamentos, bem como métodos de tratamento para ferimentos e enfermidades dos soldados alemães, como por exemplo a Malária. Em torno de fevereiro de 1942 e abril de 1945, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau, a fim de investigar imunização para o tratamento da Malária. Detentos saudáveis foram infectados propositalmente pelo mosquito ou por injeções de extratos de glândulas mucosas das fêmeas de mosquitos infectados. Depois de contraírem a doença, estas pessoas foram tratadas com várias drogas para testar sua relativa eficiência. Mais de 1.000 pessoas foram utilizadas nesses experimentos, e desses, mais da metade morreu como resultado.

Experimentos sobre gás mostarda

 

Diversas vezes entre setembro de 1939 e abril de 1945, experimentos foram conduzidos em Sachsenhausen, Natzweiler, e outros campos para investigar o tratamento mais eficaz das feridas causadas por gás mostarda. Pessoas foram deliberadamente expostas à gás mostarda e outros gases, o que causava graves queimaduras químicas na pele. As vítimas feridas foram então testadas para encontrar o tratamento mais eficaz para as queimaduras de gás mostarda.

Experimentos sobre esterilização 

 

Outras experiências repugnantes tinham por meta facilitar os objetivos raciais nazistas, com uma série de experiências de esterilização, realizadas principalmente em Auschwitz e Ravensbrueck. Lá, os  "cientistas" testaram diversos métodos, com o objetivo de desenvolver um procedimento eficaz e barato de esterilização em massa de judeus, ciganos, e outros grupos considerados pelos nazistas como racial ou geneticamente indesejáveis. A radiação era o tratamento favorito para a esterilização. A exposição de pessoas à radiação destruia sua capacidade para produzir óvulos ou espermatozóides. A radiação foi administrada enganando os presos, estes eram levados para uma sala e pedia-se o preenchimento de formulários, que levava dois a três minutos. Alguns eram submetidos a seções de raio X, mais na realidade estavam sendo expostos a radiação. O tratamento de radiação era administrado sem o conhecimento dos presos, tornando-os completamente estéreis. Muitos sofreram graves queimaduras.

 

Experimentos sobre a água do mar

 

Em torno de julho de 1944 e de setembro de 1944, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau para estudar vários métodos de tornar a água do mar potável. Em certo momento, um grupo de cerca de 90 ciganos foram privados de comida e água, sendo dado de beber somente água do mar pelo Dr. Hans Eppinger, o que os deixou gravemente feridos. Eles ficaram tão desidratados que lambiam os pisos recém-lavados, numa tentativa de obter água potável.


Experimentos com venenos

 

Em torno de dezembro de 1943 e outubro de 1944, experimentos foram conduzidos em Buchenwald para investigar o efeito de diferentes venenos. Os venenos foram administrados secretamente na alimentação de indivíduos. As vítimas morreram em consequência do envenenamento ou foram sacrificadas imediatamente, a fim de permitir autópsias. Em setembro de 1944, eram disparadas balas venenosas contra os presos, que após a tortura, faleciam.


Uma vítima das experiências médicas nazistas. Foto tirada no campo de concentração de Buchenwald, Alemanha, data indeterminada.
— United States Holocaust Memorial Museum
Herta Oberhauser, que foi médica no campo de concentração de Ravenbrueck, é sentenciada no Julgamento dos Médicos em Nuremberg. Oberhauser foi considerada culpada por realizar experiências médicas nos prisioneiros dos campos e foi sentenciada a 20 anos de prisão. Nuremberg, Alemanha, 20 de agosto de 1947.
— National Archives and Records Administration, College Park, Md.
A sobrevivente do campo de concentração Jadwiga Dzido mostra a perna com cicatrizes para a Corte de Nuremberg enquanto um médico explica a natureza dos procedimentos infligidos nela no campo de concentração de Ravensbrück em 22 de novembro de 1942. As experiências médicas, incluindo injeções de bactérias altamente potentes, foram realizadas pelos réus Herta Oberheuser e Fritz Ernst Fischer. 20 de dezembro de 1946.
— National Archives and Records Administration, College Park, Md.
Foto da perna desfigurada de uma sobrevivente de Ravensbrueck usada para a investigação dos crimes de guerra. Helena Hegier (Rafalska) foi sujeita a experiências médicas em 1942. Esta fotografia foi requisitada como evidência para a acusação no Julgamento dos Médicos em Nuremberg. As cicatrizes da desfiguração são resultado das incisões feitas por equipes médicas e que eram propositalmente infectadas com bactérias, sujeira e cacos de vidro.
— DIZ Muenchen GMBH, Sueddeutscher Verlag Bilderdienst

Eduard, Elisabeth, e Alexander Hornemann. Os meninos, vítimas de experiências médicas com tuberculose no campo de concentração de Neuengamme, foram assassinados pouco tempo antes da liberação. Elisabeth morreu de tifo em Auschwitz. Holanda, pré-guerra.
— Guenther Schwarberg
Jacqueline Morgenstern, 7 anos de idade, mais tarde uma vítima de experiências médicas com tuberculose no campo de concentração de Neuengamme. Ela foi assassinada pouco antes da libertação do campo. Paris, França, 1940.
— Guenther Schwarberg
Cigano vítima das experiências médicas nazistas para transformar água marinha em água potável. Campo de concentração de Dachau, Alemanha, 1944.
— National Archives and Records Administration, College Park, Md

terça-feira, 1 de março de 2011

O Final Misterioso de "A Caverna do Dragão"

Quem tem uns 18 anos ou mais, deve se lembrar nostalgicamente do desenho animado A Caverna do Dragão, que foi um dos melhores da década de 80! Até eu que tenho 14 anos considero este como um de meus desenhos favoritos - eu assistia quando passava na TV Globinho =)


A série tem 27 episódios, distribuídos em 3 temporadas. O primeiro episódio da série mostra um grupo de seis jovens em um parque de diversões embarcando em uma montanha russa chamada "Dungeons & Dragons". Contudo, durante o passeio, um portal se abre e transporta as crianças para outro mundo, chamado simplesmente de "Reino", no qual o grupo já aparece trajando outras roupas e recebendo logo em seguida armas mágicas — as Armas do Poder — de alguém que se apresenta como o Mestre dos Magos. A partir daí, os jovens passam por diversas aventuras buscando voltar para casa, durante as quais o Vingador, um mago maléfico, tenta a todo custo tomar as Armas do Poder dos jovens com a intenção de derrotar tanto o Mestre dos Magos quanto Tiamat, um dragão de sete cabeças, para assim dominar o Reino.

OK, até aí beleza, mas e como a série termina? Eles conseguem voltar para casa??? É aí que está. A série simplesmente não tem um final!

''um rumor de que o último episódio da série teria sido vetado por sua assombrosa revelação: Os personagens nunca mais poderiam retornar ao seu mundo porque eles já estavam mortos desde o primeiro episódio, devido a um acidente no carrinho de motanha-russa no qual embarcaram. O "Reino" é na verdade o inferno, sendo o Mestre dos Magos e o Vingador, as duas faces de um mesmo ser demoníaco, jogando e brincando com os novos moradores. O boato ainda afirma que o dócil unicórnio Uni seria um enviado do demônio, para impedir os meninos de regressar ao seu mundo (ou melhor, de descobrirem que não havia como voltar), atrapalhando-os e brincando com seus sentimentos. Tiamat é, na verdade, um anjo que vai até o inferno com a missão de tentar fazer com que os jovens descubram a verdade e que, depois de tantas tentativas, acaba por revelá-la.

De tão famoso, o boato pôs em evidência os criadores da série, entre eles o roteirista Mark Evanier, que desmentiu tudo:

"Isto é totalmente falso! Apesar de vários possíveis finais terem sido discutidos, nenhum último episódio foi produzido de fato."

Outro escritor, Michael Reaves, roteirista de sete episódios, complementa:

"Caverna do Dragão foi um desenho altamente sombrio para a sua época - tanto quanto é Gárgulas nos anos 90. Nós o levamos o mais distante que era possível para um programa infantil". (...) "Os garotos não ficaram presos no inferno, nem o Mestre dos Magos é o demônio ou coisa parecida. Essa história toda é absurda."

Michael Reaves chegou a escrever um final para Caverna do Dragão, mas ele nunca saiu do papel e chegou a ser disponibilizado na internet em forma de HQ (Clique aqui p/ lê-la). A seguir um resumo do tal final oficial:

''O episódio inicia com os seis garotos enfrentando uma hidra. O Mestre dos Magos aparece durante a briga mas se recusa a ajudá-los, o que causa estranhamento geral. Mais tarde, o Vingador surge e apresenta uma maneira para a turma voltar ao seu mundo: encontrar uma chave escondida e arremessá-la em um abismo. A proposta faz o grupo se dividir em dois (Eric, Presto e Sheila de um lado e Hank, Bobby, Diana e Uni do outro). Após quase morrerem em um vulcão, eles se juntam novamente e encontram a tal chave dentro de um sarcófago com a imagem do Vingador. Ao serem atacados por uma ameba gigante, Eric usa a chave em uma fechadura e salva seus amigos da morte certa. Isso faz o Vingador se transformar em sua forma real (um cavaleiro) e se revela filho do Mestre dos Magos. Com o vilão libertado, os garotos ganham a opção de voltar para seus lares. O episódio termina sem o espectador saber se eles retornaram ou não para a Terra, deixando aí o espaço para uma continuação na temporada seguinte''


Poxa, bem que podiam fazer um episódio com o final "inventado", que é bem mais interessante que este original. O desenho ia ficar mais foda ainda! 

Fonte

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Dead Island, novo jogo de zumbi com trailer genial!



À primeira vista, Dead Island não parece nem um pouco inovador, afinal não é de hoje que estamos acostumados a jogos com zumbis sedentos por cérebros e loucos para arrancar um pedacinho de você. Mas se você pensou assim, certamente vai mudar de idéia depois de ver este cinematográfico trailer do jogo, que foi inteligentemente feito de trás para frente. O resultado ficou fantástico e genial!

[Atualizado] O trailer, que mais parece um curta metragem, venceu um prêmio no festival de propaganda em Cannes. A Techland venceu o Cannes Lion International Festival of Creativity na categoria filme para internet, superando trabalhos de marcas como Google e Skittles. Super merecido!!



O jogo tem uma proposta um pouco diferente de seus similares, os personagens são cidadãos comuns, que têm suas férias interrompidas numa ilha pelo ataque dos zumbis. No controle de um deles, o jogador deve investigar um mundo aberto, seja a pé ou em seus veículos, em busca de um jeito de escapar enquanto descobre os motivos que levaram à infecção da ilha. Há também um modo cooperativo, que permite a união de até quatro pessoas em busca de um único objetivo: sobreviver. Dependendo das decisões tomadas a história pode ser modificada, gerando desdobramentos no enredo.

O sistema de combate, promete a produtora, é realista, sendo possível utilizar o que estiver no ambiente como arma. Machados, canos e eletricidade são algumas das armas disponíveis. Os zumbis de Dead Island terão diversas camadas de tecidos, carnes e músculos, e reagirão de forma realista aos golpes desferidos pelos jogadores, o que resultará em uma carnificina total, com membros sendo arrancados e zumbis andando por aí com órgãos internos aparecendo. Da mesma forma, os corpos dos mortos não serão frágeis e, para acabar com eles, será preciso golpeá-los em partes específicas, maximizando o dano e mandando-os de vez ao além.



O game da produtora Deep Silver tem data de lançamento prevista para agosto de 2011 para PS3, Xbox 360 e PC.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quando os Mortos Matam - Capítulo 4

 Capítulo 4

Os carros continuavam a aparecer, não havia ninguém em nenhum deles, e isso já estava nos deixando preocupados, nossa chance de encontrar o tio Paulo vivo diminuía cada vez mais. Vítor estava ao meu lado, no banco do carona, curvado, com os cotovelos apoiados na perna e com as mãos na cabeça, claro sinal de nervosismo e ansiedade.
Fomos seguindo até que avistamos a silhueta de algumas pessoas mais a frente, nós ficamos todos felizes achando que eram alguns sobreviventes, mas conforme nos aproximamos percebemos que não eram mais pessoas. Mesmo assim me certifiquei bem, antes de passar com o carro por cima de todos eles.
Depois de tanto sacrifício, chegamos ao Hipermercado. Estava tudo muito silencioso, quando entramos vimos que não havia ninguém. Então, Vítor desesperado por querer achar o seu pai, começou a gritar chamando por ele. Eu disse para ele fazer silêncio, pois poderia atrair os zumbis.
Fomos andando pelo Hipermercado que de tão grande parecia um Shopping Center, só que abandonado pois, como eu já disse, não havia ninguém, até aonde nossa vista alcançava.
Com o objetivo de achar o tio Paulo, nós nos separamos. Vítor e Leandro, armados com suas metralhadoras, foram pelo lado direito do mercado, enquanto eu, Fernanda, Pedro e July fomos pelo outro lado, os corredores eram enormes, divididos em produtos de limpeza, carnes, frios, etc.      
Andamos e andamos até que ao dobrar-mos em um corredor, avistamos três deles, pelas roupas julgamos que seriam uma simples família, uma senhora, um rapaz e uma jovem adolescente, que era, ou melhor, foi uma linda garota. Nós os matamos.
Parece que Vítor e Leandro também encontraram companhia, pois nós escutamos vários tiros, seguidos por gritos do Vítor e Leandro pedindo socorro, nós demos a volta em todo o mercado até achar eles. Vítor estava sendo atacado por um zumbi, e o pior, este zumbi era o seu pai. Com o terno todo ensanguentado e rasgado.
Vítor empurrava a cabeça da criatura para trás, para que ele não o mordesse, a sua metralhadora estava no chão, e mesmo assim nós não podíamos atirar, pois corria o risco de acertar no Vítor, eles estavam muito próximos.
Vítor não aguentou a força que o zumbi estava fazendo contra ele, então ele caiu no chão, se desconcentrou e foi mordido no ombro, dando um grito que ecoou por todo o Mercado.
Eu tinha que fazer alguma coisa, olhei ao meu redor, estávamos em um corredor onde tinha vários utensílios de cozinha, então eu peguei uma faca enorme, tirei da embalagem e enfiei na parte de trás da cabeça do zumbi que estava no chão por cima do Vítor, e então ele morreu.
Ajudamos Vítor a levantar e analisamos a sua mordida. O zumbi não arrancou um pedaço, mas deixou várias marcas profundas de dentes. Nada que um curativo não resolva, e para isso fomos até a farmácia que havia dentro do Mercado.
Usando esparadrapos, gaze, e um pouco de soro que encontramos pela farmácia, Fernanda fazia um curativo no Vítor, enquanto eu e Leandro ficamos de guarda na porta, caso mais mortos-vivos aparecessem.
Quando Fernanda terminou de fazer o curativo no ombro do Vítor, saímos da farmácia para ir embora do mercado, quando Pedro e July reclamaram de fome, realmente com todo esse sufoco, nem tomamos café da manhã e já estava na hora do almoço. Fomos a uma área do hipermercado onde tinha vários artigos esportivos e pegamos uma mochila para botar comida, afinal precisávamos de suprimentos para sobreviver. Pegamos água, refrigerantes, pacotes de biscoitos, salgadinhos, tudo o que fosse não perecível e pronto para consumo.
Enquanto pegávamos os suprimentos, um zumbi lentamente se aproximava de nós, tínhamos tempo suficiente para pegar comida e ir embora sem precisar gastar bala com ele, mas eu fiz questão de mata-lo, adorava estourar os miolos dessas criaturas, servia como uma terapia para mim, de certa forma eu me sentia bem.
E então já estávamos nos dirigindo à porta de saída do mercado quando mais um deles surgiu, com o terno todo rasgado e vermelho de sangue, devia ser outro segurança, seus olhos estavam ambos revirados e vinha com os braços estendidos em nossa direção. Mas uma coisa o diferenciava dos outros, ele corria, e rápido, vinha para cima de nós e quando se aproximou, Vítor o metralhou. O zumbi caiu no chão então eu me aproximei um pouco e dei o tiro fatal na cabeça.
De onde ele surgiu, muitos outros, dezenas de zumbis, resolveram aparecer, alguns cambaleavam, mas a maioria corria, estavam atrás de nós, a apenas uns 100 metros de distancia, não podíamos enfrentá-los pois eram muitos e no primeiro carregar de arma eles nos pegariam, então disse para todo mundo correr para dentro do carro.  Estranho pois quando chegamos aqui aparentemente não havia nenhum deles, mas agora é como se eles sentissem o cheiro da carne fresca a quilômetros.
Uns e outros apareciam na nossa frente, fomos atirando neles, Vítor e Leandro me ajudavam, enquanto Fernanda ficava segurando Pedro e July pelas mãos.
Depois de muito sacrifício, conseguimos chegar ao carro, os zumbis corredores quase nos alcançaram, ficavam batendo nas janelas, e antes que eles pudessem quebra-las eu liguei o carro e acelerei, fomos embora sem fazer a mínima idéia de para onde íamos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quando os Mortos Matam - Capítulo 3

Capítulo 3

Enquanto eu dirigia, conversávamos sobre como tudo começou para cada um, sobre os pais e irmãos que tivemos de matar, e como tudo parecia um pesadelo.
Vítor estava muito triste por sua mãe e seu irmão, mas ainda tinha esperança de encontrar seu pai vivo. Todos nós queria-mos encontrá-lo são e salvo, até porque seria bom ter um adulto entre nós.
No caminho, notei que a estrada estava deserta, exceto pelas centenas de carros, amassados e com os vidros quebrados. Conforme íamos andando vários carros continuavam a tumultuar a pista, todos abandonados. Eram tantos que eu tive que pegar caminho pela calçada, onde deveria haver várias pessoas caminhando.
Fomos seguindo, até que a alguns metros avistei uma loja de armas, eu já estava quase sem munição e se as pessoas continuassem a querer nos lanchar, armas de fogo seriam indispensáveis.
Paramos e entramos cautelosamente. Lá dentro estava tão deserto quanto lá fora, não havia ninguém, apenas um balcão e uma grande parede atrás, com várias armas a mostra, de diversos modelos.
Mesmo assim, toquei a campainha em cima do balcão, mas ninguém apareceu, então toquei novamente, um barulhinho ecoou pela loja, nesta hora uma daquelas coisas, acho que o nome apropriado é zumbi, ou morto-vivo, se levantou rapidamente me dando um susto como nunca tinha sentido antes.
Acho que ele era o recepcionista, vinha para cima de nós, mas não conseguia ultrapassar o balcão, era um ser totalmente lerdo, certamente seu cérebro não servia mais pra nada, era apenas um cadáver ambulante que só pensava em se alimentar. Então eu tive tempo de puxar a minha arma e disparar contra ele, infelizmente eu ainda estava nervoso pelo susto, e o tiro acertou o seu ombro, que de nada adiantou. Ele tentava pular o balcão como se fosse uma criança, nós podiamos ir embora, mas precisávamos das armas. Então eu me preparei para dar um tiro certeiro na sua cabeça, e apertei o gatilho... tick tick, eu estava sem balas, foi justamente nessa hora que o morto-vivo conseguiu passar pelo balcão e caiu no chão, veio se arrastando em minha direção, faminto por carne humana.
Disse para os meus primos, não tentarem nada, eu podia me virar e não queria pô-los em risco, descarreguei toda a minha força para as minhas pernas e imaginei que a cabeça da criatura fosse uma bola e então a chutei com toda a minha força, separando-a do corpo. Aquele ser já estava meio que apodrecido por isso foi fácil decapitá-lo. E mesmo sem cabeça, ele ainda se mexeu um pouco antes de morrer.
Com o caminho livre finalmente pudemos pegar as armas. Eu escolhi uma cartucheira, com balas de sal grosso para estourar os miolos daquelas coisas, e recarreguei a pistola que peguei do papai, pois ela seria útil para atirar de longe, embora eu sempre tivesse que me aproximar o máximo possível para acertar a cabeça daquelas criaturas. Fernanda optou por uma simples pistola. Leandro e Vítor também se armaram, cada um pegou uma metralhadora automática.
Eu tive de ensiná-los o pouco que aprendi nas últimas horas, o básico, como atirar corretamente, a mira, carregamento e a lição mais importante: Sempre atirar na cabeça. Era a única forma de executar os zumbis.
Me lembrei de pegar bastante munição, todos os pentes e balas que haviam na loja, botei tudo no porta malas. Então entramos no carro e seguimos rumo ao Super- Mercado.
Parte 4 chega hoje a noite ou amanhã!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Quando os Mortos Matam - Capítulo 2

Capítulo 2

Acho que ainda não mencionei que morava em um vilarejo, uma alameda, com seis casas, mas todos ali eram familiares. Durante anos convivi em harmonia com meus tios e primos. Me perguntei se ninguém ouviu o barulho dos tiros que disparei dentro de casa, ninguém foi ver se estava tudo bem, depois descobriria que todos estavam muito ocupados para isso.

De repente o meu primo, Leandro, um garoto de 16 anos, que morava apenas com sua mãe, pois seus pais eram divorciados saiu correndo de dentro de sua casa que ficava colada na minha, ele estava desesperado e antes que pudesse me dizer alguma coisa, sua mãe surgiu. Não era mais a sua mãe, sua aparência estava horrível, ela estava como os meus pais, parecia hipnotizada e vinha mancando em nossa direção. Eu apontei a arma para ela e Leandro gritou para abaixar a arma, eu disse que ela iria matá-lo, mas ele não ligou.

Leandro deu uns passos para frente, ela se aproximava lentamente dele, e ele tentava se comunicar, sem sucesso. Quando ela o atacou, eu acertei a sua cabeça. Desde a mamãe, aprendi que aquelas criaturas, por algum motivo, só morriam se estourasse seus miolos. O sangue espirrou no rosto dele.

Ainda bem que Leandro compreendeu, ele viu que ela iria morde-lo e por pouco isto não aconteceu, achei que iria pensar que eu estava ficando louco. Ele se ajoelhou perto dela e entendeu que fui obrigado a fazer aquilo. Mas ainda assim estava inconformado.

Pedro estava muito assustado, todos aqueles tiros, sangues e miolos voando estavam o deixando apavorado, e a mim também. Disse a ele que tudo iria ficar bem, e precisei dizer que todas aquelas pessoas eram do mal e que tínhamos que combatê-las, ou elas iam nos pegar. Ele não percebia que eram nossos parentes, pois estava com muito medo para isso.

Um estridente grito feminino percorreu toda a vila, vinha da última casa, só podia ser da Fernanda, minha prima. Corremos para sua casa, onde os pais de Fernanda estavam prestes a atacá-la, ela estava ficando sem saída, apenas gritava, mas isso foi o suficiente, eu acertei um tiro certeiro na cabeça de cada um, já estava ficando bom em tiro ao alvo, pena que o “alvo” seja a cabeça dos meus pais e tios.

Fernanda, assim como nós, não fazia idéia do que estava acontecendo, eu disse que precisávamos ir embora da vila, não era mais seguro. Ela disse que a sua irmã estava lá em cima, então eu deixei Pedro com o Leandro, eu e Fernanda subimos, chegamos ao quarto de July, mas ela não estava lá, Fernanda chegou mais perto da cama, foi quando uma mão surgiu lá de baixo e agarrou seu tornozelo, era a sua irmãzinha que se escondeu com medo e resolveu aparecer. Graças a deus ela ainda estava normal!

Por um momento ficamos mais aliviados. As crianças, Pedro e July, estavam a salvos, agora tínhamos de mante-los assim.

Descemos as escadas rapidamente, íamos sair daquela vila dos infernos. Para isso eu tinha que pegar a chave do carro do papai, que devia estar em algum lugar dentro de casa. Voltei para aquele ambiente horrível, onde ocorreu o pior momento de minha vida, dei uma última olhada para os cadáveres naquela sala, arrastei o corpo de minha mãe para junto do meu pai. Me perguntei como tudo isso começou, eu os amava tanto e tive que matá-los, mas eles não eram mais os meus pais, queriam me matar, fui obrigado a fazer isto. Tenho de levar esse pensamento comigo se não vou enlouquecer. Prometi a eles que protegeria Pedro até os últimos momentos de minha vida, e algumas lágrimas escorreram no meu rosto. As chaves do carro estavam no bolso do papai, eu a peguei, nesse momento escutei um grito vindo lá de fora.

Corri rapidamente para ver o que era, não havia nenhum monstro, era apenas meu outro primo, Vítor. Leandro estava tão nervoso que se assustou quando ele apareceu de repente. Perguntei sobre seus pais e ele disse que teve de enfiar uma faca na cabeça de seu irmão mais velho e da sua mãe. Seu pai saiu cedo para trabalhar, ele era segurança em um hiper-mercado da cidade. Então mandei todos entrarem no carro, pois era pra lá que nós ía-mos.