quarta-feira, 27 de abril de 2011

Teseu e o Minotauro


Sabe-se que Teseu era filho de Etra mas o seu pai pode ser Egeu, o rei de Atenas, ou Poseidon, o deus dos mares, pois Etra gozou na mesma noite da companhia de ambos (Egeu não sabia disto porque estava bêbado). No entanto, devido a força e incrível coragem de Teseu, é mais provável que ele, assim como heróis como Hércules e Perseu, seja um semi-deus, ou seja, filho legítimo de Poseidon, embora não se tenha certeza disso.

Antes de conhecer o filho, Egeu teve de voltar a Atenas, pois a situação estava instável devido à ambição dos sobrinhos. Por esse motivo, inclusive, o rei pediu a Etra que, se ela desse à luz um menino, só revelasse ao filho quem era seu pai quando ele tivesse forças para pegar a espada e as sandálias que ele escondera sob uma enorme pedra. Depois disso devia ir em segredo até Atenas, portando a espada de seu pai e calçando suas sandálias, pois os ambiciosos palântidas eram capazes de matá-lo.

Nasceu um menino, que cresceu vigoroso e forte como um herói. Aos dezesseis anos seu vigor físico era tão impressionante que Etra decidiu contar-lhe quem era o pai e o que se esperava dele. Teseu ergueu então a enorme pedra antes movida por Egeu, recuperou a espada e as sandálias do pai, e dirigiu-se para Atenas.

No caminho para Atenas, Teseu deparou-se com Procusto. Este era um bandido que, disfarçado de vendedor, tinha em sua loja uma cama de ferro, que tinha seu exato tamanho, para a qual convidava todos os viajantes a se deitarem. Se eles fossem demasiados altos, ele amputava o excesso de comprimento para ajustá-los à cama, e os que tinham pequena estatura eram esticados até atingirem o comprimento suficiente. Teseu prendeu Procusto em sua própria cama e cortou-lhe a cabeça e os pés, aplicando-lhe o mesmo suplício que infligia aos seus "clientes".

Egeu tinha se aliado, entretanto, a Medéia. Esta, ao ver Teseu reconheceu-o como um perigo pois ameaçava a legitimidade do seu filho, até ali único herdeiro de Egeu. Convenceu então Egeu que Teseu era um espião e planejou envenená-lo, mas Egeu reconheceu seu filho ao ver a espada e as sandálias e ordenou que se festejasse por toda a cidade de Atenas aquele acontecimento.


Alguns anos antes desses acontecimentos narrados, Zeus, o chefe dos deuses, teria se encantado com a beleza de Europa, filha do rei Agenor, e para seduzí-la, transformou-se em um magnífico touro branco. A jovem, que divertia-se na praia com suas amigas, ao ver o animal aproximou-se, acariciou-o e, encantada com a sua docilidade, montou-o. No mesmo instante, o touro disparou em direção ao mar, e atravessa-o nadando, ainda sob a forma do animal, detendo-se apenas na ilha de Creta, onde Zeus deu-se a conhecer amando a jovem. Desta noite de amor, nasceu o futuro rei Minos.

Minos, sucedeu o seu pai e tornou-se rei de Creta, mas antes disso, ele disputou o trono com seus outros dois irmãos que também queriam se tornar rei. Para vencer a disputa, Minos pediu ao Deus do mar Poseidon que se fosse da sua vontade que ele se tornasse o rei, que fizesse um touro surgir do mar, e depois ele sacrificaria o animal em homenagem ao deus. Poseidon aceita o pedido, e um belo touro branco surge das ondas. Ao receber o animal, Minos provou a seus irmãos que era da vontade dos deuses que ele se tornasse o rei e ganhou a disputa, mas ficou tão impressionado com a beleza do touro que resolveu sacrificar um outro em seu lugar, esperando que o deus não se importasse.

Mas, muito bravo com a atitude do rei, Poseidon resolve castigar o mortal. Pede a Afrodite, a Deusa do amor, que fizesse com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro.
Enlouquecida de amores, Pasífae pede ajuda a Dédalo, um habilidoso arquiteto, que cria um  jeito de Pasífae se unir ao touro, uma espécie de vaca de madeira que, com Psífae em seu interior, possibilitou tal feito. Nasceu desta união o Minotauro, um ser com corpo de homem e com cabeça e cauda de touro. Desesperado e com muito medo, Minos solicitou a Dédalo, , que construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta.

Teseu, prestes a matar o Minotauro

Parsífae cuidou do Minotauro durante sua infância, porém eventualmente ele cresceu e se tornou feroz; sendo fruto de uma união não-natural, entre homem e animal selvagem, ele não tinha qualquer fonte natural de alimento. Então após vencer e dominar, numa guerra, os atenienses, o rei de Creta ordenou que fossem enviados todo ano sete rapazes e sete moças de Atenas para serem devorados pelo Minotauro.

Cansado de ver pessoas inocentes morrerem, após o terceiro ano de sacrifícios, Teseu resolve apresentar-se como voluntário para ir à Creta matar o Minotauro. Seu pai ficou muito preocupado, mas acabou cedendo, desde que Teseu ao voltar troque as velas negras do navio por uma branca, assim ele saberia logo de longe se seu filho estaria vivo ou não.

Então Teseu parte como se fosse uma das futuras vítimas do Minotauro. Ao chegar na ilha, Ariadne, filha do rei Minos, apaixona-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Tomando todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. Usou uma espada mágica, que havia também ganhado de presente de Ariadne, colocando fim àquela terrível criatura. O herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto. Saíram do local seguindo o caminho deixado pelo fio de Ariadne.

Na volta, Teseu, festejando em seu navio, feliz por ter conseguido matar o Minotauro, se esquece de trocar as velas do navio, e Egeu, que esperava preocupado e ansioso para avistar a vela branca, vê a embarcação surgir ao horizonte com a vela preta e Egeu, certo de que seu filho está morto, decide se matar, atirando-se no mar e afogando-se. Por isso, desde esse tempo o grande mar que banha a grécia é chamado de mar Egeu.

Teseu enfrentando o Minotauro


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Os 12 Trabalhos de Hércules


Alcmena era esposa de Anfitrião. Quando seu marido estava na guerra, Zeus tomou a sua forma para fazer amor com Alcmena. Anfitrião desconfiou da infidelidade da esposa, e no fim, Zeus esclareceu-lhe tudo. Mas, surpreendentemente, Anfitrião ficou contente e honrado com a presença do deus em sua casa. A partir daí, o termo anfitrião passou a ter o sentido de "aquele que recebe em casa". Daquela noite de amor nasceu o semi-deus Hércules (ou Héracles, em grego).

O nascimento de Hércules provocou a ira de Hera, a ciumenta esposa oficial de Zeus, que mandou duas serpentes matarem o recém-nascido fruto do adultério. Este, porém, sem grande esforço, estrangulou as cobras, mostrando desde cedo possuir uma força descomunal. Hércules cresceu, mas Hera continuou a persegui-lo e usou seus poderes para provocar um acesso de loucura no herói, que acabou matando a própria esposa, Mégara, e os filhos, ateando fogo na própria casa. Quando Hércules recuperou a razão, procurou o Oráculo de Delfos - o mais famoso templo de consulta às divindades gregas - para buscar orientação sobre como enfrentar a tragédia.

O Oráculo mandou-o se entregar em servidão a Euristeus, rei da cidade de Micenas, que ordenou a realização das 12 famosas tarefas. Os 12 trabalhos foram realizados para que Hércules se redimisse das mortes que cometeu.
 

Conheça as 12 tarefas colossais realizados pelo herói.

1. O LEÃO DE NEMÉIA


Um gigantesco leão aterrorizava a população da região de Neméia, assustando e matando gado e pessoas. Como o animal se entocava em uma caverna com duas saídas, era muito difícil aproximar-se dele. Os caçadores da região pediram ajuda ao rei Euristeu, pois o animal havia se revelado invulnerável às suas armas. O rei enviou Hércules para aquele que seria o seu primeiro trabalho: exterminar o leão de Neméia. O herói fechou uma das saídas da caverna, obrigando o animal a abandoná-la pelo outro lado. Hércules, que o aguardava, desferiu-lhe um violento golpe com sua clava e ao perceber que o animal ficara tonto, em rápida ação, montou sobre ele e o estrangulou até a morte. Hércules decepou uma das garras do leão e com ela conseguiu arrancar a dura pele o animal, passando a usar o seu resistente couro como uma capa protetora.

 2. A HIDRA DE LERNA


A Hidra de Lerna era uma serpente colossal que amedrontava a região de Lerna, no Peloponeso, destruindo rebanhos e plantações. A Hidra possuia nove cabeças, sendo que a  do meio era imortal. Hércules planejou livrar-se dela degolando as suas cabeças, mas cada vez que ele decepava uma, duas nasciam no lugar. Para levar a termo o seu trabalho, ele contou com a ajuda de seu fiel amigo Iolaus. Para evitar o contínuo ressurgimento, Hércules as decepava e Iolaus cauterizava com fogo o local impedindo o aparecimento das novas cabeças. Após eliminar todas as mortais, Hércules levantou um enorme rochedo para enterrar a cabeça imortal, quando Hera mandou um enorme caranguejo para impedí-lo, mas o herói apenas o esmagou com um dos pés e conseguiu concluir o seu trabalho. Iolaus ateou fogo ao reduto do monstro queimando seus restos, evitando assim que ela pudesse ressurgir. Por fim, Hércules banhou suas flechas no sangue da Hidra para que ficassem envenenadas.

3 - JAVALI DE ERIMANTO


Um javali aterrorizava as vizinhanças do monte Erimanto. Enorme e feroz, ele matava quem cruzasse seu caminho. A tarefa era capturá-lo vivo. Ao fatigá-lo após persegui-lo durante horas, o animal foi cercado e dominado por Hércules. Euristeu, ao ver o animal no ombro do herói, teve tamanho medo que foi se esconder dentro de uma ânfora de bronze.

4 - CORÇA CERINÉIA


Alcançou correndo a Corça de Cerínia, um animal lendário, com chifres de ouro e pés de bronze. A corça, que corria com assombrosa rapidez e nunca se cansava, era Taígete, ninfa que foi transformada no animal por Ártemis, para fugir da perseguição de Zeus. Como ela tinha uma velocidade insuperável, Hércules a perseguiu incansavelmente durante um ano até que um dia, exausta, a corça parou para beber água num riacho, foi quando Hércules aproveitou a oportunidade e lançou uma flechada certeira que atingiu a corça na pata dianteira. Berrando de alegria, finalmente aprisionou-a e estava levando-a para Euristeu quando se encontrou com Ártemis, que estava muito zangada e ameaçou matá-lo pelo atrevimento em capturar o animal que lhe era consagrado; mas o herói explicou que foi obrigado a fazer isso, botando toda a culpa em Euristeu, então a deusa concordou em deixar Hércules levar o animal, com a condição que Euristeu o libertasse logo que o tivesse visto.

5 - AVES DO ESTÍNFALE


Tratava-se de um pântano, que estava sendo assolado por aves negras que possuíam asas, garras e bicos de ferro. O herói, primeiramente usou um címbalo (antigo instrumento de música) para atraí-las e começou a tocá-los, e imediatamente inúmeras aves surgiram acima do pântano, bloqueando a luz do sol, transformando o dia em noite. Então Hércules, acendeu uma tocha e chamou a atenção das aves, que começaram a descer violentamente contra ele, então o herói pôde atingir várias delas com suas flechas venenosas e espantar as restantes para países longíquos.

6 - CAVALARIÇAS DE ÁUGIAS


Áugias, rei da Élida, tinha grandes rebanhos de cavalos mas não cuidava de seus estábulos, que acumularam uma colossal quantidade de estrume ao longo dos anos, que exalavam um cheiro mortal. Hércules conseguiu lavá-los num só dia, usando a água de dois rios, cujo cursos desviou com sua força.

7 - TOURO DE CRETA


Poseidon, o senhor das águas, ofereceu a Minos, rei da ilha de Creta, um belíssimo touro branco, o qual se tornou furioso porque o rei não o ofereceu em sacrifício ao deus.  O touro devastava os campos da região e Hércules foi até lá para dominá-lo. Após controlar o touro, Hércules não só capturou-o como, montado no animal, levou-o até Euristeu.

8 - ÉGUAS DE DIOMEDES


Desta vez Hércules deveria ir até Diomedes, filho de Ares e rei da Trácia, para domesticar seus terríveis cavalos carnívoros que soltavam fogo pela boca. Como todo filho de Ares, Diomedes era um homem cruel, e tinha como principal diversão, lançar qualquer estrangeiro para servir de alimento aos seus cavalos, mas para Hércules isto nada representava. O herói seguiu em direção a Trácia, chegando lá procurou por Diomedes, que de imediato lançou os cavalos contra Hércules, mas ele capturou os animais e, notando que estavam famintos, serviu-lhes Diomedes como refeição.

9 - CINTO DE HIPÓLITA


Hipólita é a rainha das amazonas -  tribo de mulheres guerreiras descendentes de Ares e que odiavam os homens. Grandes guerreiras, desde meninas elas cortam um dos seios para melhor manejar o arco e flecha. Hipólita tinha um belo cinturão que lhe fora dado pelo seu pai Ares. O nono trabalho de Hércules era obter esse cinturão, desejado por Admete, filha de Euristeu. Hipólita, seduzida pelo belo e musculoso héroi lhe entrega o objeto (em outra versão, o cinturão é obtido depois de Hércules ter raptado a irmã de Hipólita, Menalipe, pedindo o cinturão como resgate). Mas a velha inimiga de Hércules, Hera, disfarçada como amazona, incita as mulheres a atacar Hércules fazendo correr o boato de que este está lá para raptar a sua rainha. A deusa consegue cegar de raiva as mulheres e começa uma batalha feroz e sangrenta contra os heróis. Hipólita tenta intervir, mas a ira e o tropel dos cavalos atrapalham suas ordens. As Amazonas, então, atacam-no e o herói, para conseguir fugir com o cinto, teve de matar todas elas.

10 - BOIS DE GERIÃO


Gerião era um gigante, com três corpos em um único par de pernas e possuía um numeroso rebanho de bois, que eram guardados por um pastor monstruoso, Eurítion, e seu cão de duas cabeças, Orto. Hércules facilmente matou a dupla, mas foi surpreendido por Gerião. Porém isto não causou nenhuma espécie de temor ao herói, que após uma longa batalha, percebeu que da cintura para baixo o gigante era exatamente como ele, e utilizando-se de um poderoso golpe, atingiu uma das pernas do mostro e o derrubou no chão, e sem piedade esmagou todos os corpos do gigante vencendo a batalha. 

Quando Hércules trazia de volta os bois de Gerião, exausto, decidiu parar para dormir um pouco. Naquela noite, o gigante Caco, que vivia nas cavernas dalí, rouba seis dos melhores bois que Hércules havia pegado de Gerião. Quando Hércules despertou, procurou em vão o gado perdido. Porém, quando estava a passar perto da caverna onde Caco estava escondido, um dos touros mugiu ruidosamente. Hércules, seguindo o som, encontrou Caco e matou-o, recobrando assim o gado.

11 - POMOS DE OURO


Euristeu queria as maçãs de ouro que nasciam no jardim das Hespérides. As Hespérides eram filhas de Atlas, um dos titãs que guerreou contra os deuses e, depois de derrotado, foi condenado por Zeus a carregar eternamente o céu nas costas. Hércules não conseguia encontrar os frutos, e estava prestes a desistir, mas em seu caminho ele encontra ninguém mais, ninguém menos que o titã Atlas, e então pensou que certamente ele deveria saber a localização da árvore. Hércules então perguntou ao velho, onde estava localizada a árvore, porém o titã não quis ceder a informação gratuitamente, então o herói se ofereceu para carregar o mundo no lugar do titã enquanto ele fosse buscar os frutos dourados.
Depois de algumas horas carregando o mundo nas costas, Herácles sentiu como deveria ser horrível para o titã e finalmente pôde avistar Atlas retornando com as maçãs douradas, depois de matar o dragão que as guardava. Mas então Atlas sentiu-se incrivelmente aliviado por não estar carregando todo aquele peso, e contou a Hércules que o deixaria lá para sempre, e o herói concordou, para o espanto de Atlas, pediu apenas para que antes fosse cumprir sua missão com as maçãs. Logo Atlas colocou o mundo nas costas novamente, Hércules foi embora mas nunca mais voltou.

12 - GUARDIÃO DO HADES


Cérbero, um cão de três cabeças e cauda em forma de serpente, guardava a entrada do Hades, o mundo dos mortos, permitindo a entrada de todos, mas não deixando ninguém sair. Hércules desceu ao Hades e o capturou facilmente. Após mostrar Cérbero a Euristeus, devolveu o cão guardião ao inferno e, finalmente, tendo executado todas as tarefas com sucesso, estava liberto, mas a sua história não acaba aí.


HÉRCULES vs ANTEU


Outra celebrada façanha de Hércules foi sua vitória sobre Anteu, filho de Gaia (a Terra), poderoso gigante e lutador, que era invencível, enquanto estivesse em contato com a terra, sua mãe. Anteu obrigava todos os estrangeiros que apareciam em sua terra a lutar com ele, com a condição de que, se fossem vencidos (como sempre eram), seriam mortos. Hércules o enfrentou e, vendo que não adiantava jogá-lo ao solo pois ele sempre se levantava com redobrado vigor, ergueu-o no ar e o estrangulou, como um abraço mortal.


A MORTE DE HÉRCULES


Após o último trabalho, Hércules disputou com Aquelau o amor de Dejanira, filha do rei da Etólia. Como a princesa a Hércules preferia, Aquelau, furioso, transformou-se em serpente, e investiu contra ele; repelido, transformou-se em touro, e de novo arremeteu; mas o herói enfrentou-o, pela segunda vez, quebrando-lhe os chifres. Aquelau então desistiu e Hércules desposou Dejanira.

Numa certa ocasião em que viajava em companhia da esposa, os dois chegaram a um rio, através do qual o centáuro Néssus transportava os viajantes, mediante pagamento. Hércules atravessou a nado o rio, mas encarregou Néssus de transportar Dejanira. Encantado com sua beleza, o centáuro tentou estuprá-la, mas Hércules escutou seus gritos e acertou uma de suas flechas envenenadas no peito de Néssus. Entretanto, antes de morrer e disposto a se vingar, Néssus disse a Dejanira que seu sangue era um elixir do amor e a aconselhou a guardar um pouco caso o marido deixasse de amá-la. Quando Dejanira pensou que Hércules havia se apaixonado por outra mulher, ela mandou-lhe um manto com gotas do sangue de Néssus. Ao vesti-lo, o herói sentiu o veneno infiltrar-se no seu corpo, queimando sua pele; louco de dores, ele tentou arrancar o manto, mas o tecido achava-se de tal forma aderido a sua pele que só saia com pedaços de sua própria carne. Vendo-se perdido, o herói ateou uma fogueira e lançou-se às chamas. Neste momento ouviu-se o rebombar do trovão. Era Zeus que arrebatava seu filho para o Olimpo, onde ganhou a imortalidade e, na doce tranquilidade, recebeu Hebe, a deusa da juventude, em casamento.

sábado, 19 de março de 2011

Por Dentro do Castelo Neuschwanstein

Há algumas semanas, fiz o post aqui dos incríveis castelos pelo mundo (para ver clique aqui), no qual você ficou deslumbrado com tantos castelos belissimos.

 

O castelo de Neuschwanstein, localizado na Alemanha, era um dos mais belos da lista, você deve ter ficado encantado, mas ainda não viu nada, prepare o babador porque agora você vai conheçer o interior do magnífico castelo de Neuschwanstein!!!










 Mas deve dá um medo morar em um castelo enorme destes, não?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Josef Mengele e as Experiências Médicas Nazistas

Durante a Segunda Guerra Mundial vários médicos alemães realizaram “experiências” desumanas, cruéis, e muitas vezes mortais em milhares de prisioneiros dos campos de concentração.

O principal deles foi Josef Mengele (foto), que  torturou e matou milhares de pessoas em nome da ciência nazista.


Josef Mengele nasceu em Günzburg, na Alemanha, em 1911. Estudou medicina e filosofia na Universidade de Munique, onde "mergulhou'' em temas que visam o aprimoramento genético humano. Na Segunda Guerra, em 1942, foi condecorado por bravura militar. No ano seguinte, foi para o campo de concentração de Auschwitz como coronel-médico da SS (a tropa de elite nazista). Mandou então executar 400 mil prisioneiros, entre judeus, ciganos, gays e deficientes físicos. Os poupados da morte imediata eram enviados para o "zoológico", os barracões onde ficavam as cobaias humanas de seus experimentos. Entre eles, havia principalmente irmãos gêmeos, anões e portadores de deficiências físicas. 

Josef Mengele exercia seu “trabalho” em um campo de concentração vizinho ao famoso Auschwitz. Lá, o "Anjo da morte", como ficou conhecido, dissecava pessoas vivas, amputava pernas e braços de crianças, sem anestesia nenhuma, para tentar, sem sucesso, regenerá-los. Com injeções, tentava injetar tinta azul em olhos de crianças para alterar a cor, mas só provocava infecções ou cegueira, jogava prisioneiros em água fervente ou extremamente gelada para ver o quanto suportavam. Era fascinado por gêmeos. Injetava o sangue de um em outro, de tipo sanguíneo diferente, para ver a reação e também literalmente costurava gêmeos para tentar criar artificialmente gêmeos siameses! Os que sobreviviam às experiências, eram logo assassinados para dissecação e mais observações. Muitos, posteriormente, tinham seus restos mortais dissolvidos em ácidos, restando apenas os ossos.

No fim da Segunda Guerra, Josef Mengele fugiu do campo de concentração em janeiro de 1945, dias antes de sua liberação. Ele nem sequer foi citado nos Julgamentos de Nuremberg e como muitos outros criminosos nazistas converteu a América do Sul em seu esconderijo, acolhendo-se na Argentina, onde permaneceu algum tempo. Em 1985, a descoberta de cartas de Mengele para um contato na Europa revelou seu refúgio no Brasil. Mas já era tarde, pois Megele morreu afogado em Bertioga (SP) em 1979. Seus ossos se encontram em poder do Instituto Médico Legal de São Paulo, em local não revelado para evitar peregrinações de neonazistas. A família nunca requisitou o corpo.

Josef Mengele foi apenas o mais famoso e conhecido dentre os vários "Médicos-Monstros" que atuaram na Segunda Guerra Mundial fazendo experimentos como os que vocês verão a seguir:

Experimentos sobre Congelamento

 

Um dos experimentos mais utilizados nos campos de concentração pelo alto comando Nazista foi o de congelamento/hipotermia. Como as forças germânicas estavam doentes e mal preparadas para o inverno Russo, os chefes acharam por bem preparar seus soldados para o frio. Em 1941, a Luftwaffe conduziu experimentos para aprender como tratar a hipotermia. As experiências eram divididas em duas partes. Primeira: verificar o tempo que demoraria para a temperatura do corpo abaixar até se dar a morte. Segunda: descobrir a melhor forma de tentar reanimar a pessoa. O estudo forçou pessoas a ficarem em um tanque de água semi congelada por até três horas. Outros estudos colocaram prisioneiros nus em campo aberto durante várias horas com temperaturas abaixo de zero. Uma sonda que mede a diminuição da temperatura corporal era inserido no ânus e era mantida no lugar por um anel metálico expansível, que foi ajustada para abrir dentro do reto para segurar a sonda firmemente no lugar. A vítima era colocada em um uniforme da força aérea, e depois colocada na poça de água fria e começava a congelar. O objetivo foi determinar quanto tempo o corpo humano pode sobreviver a tais temperaturas e avaliar diferentes formas de reaquecimento dos sobreviventes. Essas experiências foram realizadas por Mengele e seu equivalente da Força Aérea, o médico Sigmund Rascher da Luftwaffe.

Experimentos sobre Malária

 

A maioria das experiências tinha por objetivo desenvolver e testar medicamentos, bem como métodos de tratamento para ferimentos e enfermidades dos soldados alemães, como por exemplo a Malária. Em torno de fevereiro de 1942 e abril de 1945, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau, a fim de investigar imunização para o tratamento da Malária. Detentos saudáveis foram infectados propositalmente pelo mosquito ou por injeções de extratos de glândulas mucosas das fêmeas de mosquitos infectados. Depois de contraírem a doença, estas pessoas foram tratadas com várias drogas para testar sua relativa eficiência. Mais de 1.000 pessoas foram utilizadas nesses experimentos, e desses, mais da metade morreu como resultado.

Experimentos sobre gás mostarda

 

Diversas vezes entre setembro de 1939 e abril de 1945, experimentos foram conduzidos em Sachsenhausen, Natzweiler, e outros campos para investigar o tratamento mais eficaz das feridas causadas por gás mostarda. Pessoas foram deliberadamente expostas à gás mostarda e outros gases, o que causava graves queimaduras químicas na pele. As vítimas feridas foram então testadas para encontrar o tratamento mais eficaz para as queimaduras de gás mostarda.

Experimentos sobre esterilização 

 

Outras experiências repugnantes tinham por meta facilitar os objetivos raciais nazistas, com uma série de experiências de esterilização, realizadas principalmente em Auschwitz e Ravensbrueck. Lá, os  "cientistas" testaram diversos métodos, com o objetivo de desenvolver um procedimento eficaz e barato de esterilização em massa de judeus, ciganos, e outros grupos considerados pelos nazistas como racial ou geneticamente indesejáveis. A radiação era o tratamento favorito para a esterilização. A exposição de pessoas à radiação destruia sua capacidade para produzir óvulos ou espermatozóides. A radiação foi administrada enganando os presos, estes eram levados para uma sala e pedia-se o preenchimento de formulários, que levava dois a três minutos. Alguns eram submetidos a seções de raio X, mais na realidade estavam sendo expostos a radiação. O tratamento de radiação era administrado sem o conhecimento dos presos, tornando-os completamente estéreis. Muitos sofreram graves queimaduras.

 

Experimentos sobre a água do mar

 

Em torno de julho de 1944 e de setembro de 1944, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau para estudar vários métodos de tornar a água do mar potável. Em certo momento, um grupo de cerca de 90 ciganos foram privados de comida e água, sendo dado de beber somente água do mar pelo Dr. Hans Eppinger, o que os deixou gravemente feridos. Eles ficaram tão desidratados que lambiam os pisos recém-lavados, numa tentativa de obter água potável.


Experimentos com venenos

 

Em torno de dezembro de 1943 e outubro de 1944, experimentos foram conduzidos em Buchenwald para investigar o efeito de diferentes venenos. Os venenos foram administrados secretamente na alimentação de indivíduos. As vítimas morreram em consequência do envenenamento ou foram sacrificadas imediatamente, a fim de permitir autópsias. Em setembro de 1944, eram disparadas balas venenosas contra os presos, que após a tortura, faleciam.


Uma vítima das experiências médicas nazistas. Foto tirada no campo de concentração de Buchenwald, Alemanha, data indeterminada.
— United States Holocaust Memorial Museum
Herta Oberhauser, que foi médica no campo de concentração de Ravenbrueck, é sentenciada no Julgamento dos Médicos em Nuremberg. Oberhauser foi considerada culpada por realizar experiências médicas nos prisioneiros dos campos e foi sentenciada a 20 anos de prisão. Nuremberg, Alemanha, 20 de agosto de 1947.
— National Archives and Records Administration, College Park, Md.
A sobrevivente do campo de concentração Jadwiga Dzido mostra a perna com cicatrizes para a Corte de Nuremberg enquanto um médico explica a natureza dos procedimentos infligidos nela no campo de concentração de Ravensbrück em 22 de novembro de 1942. As experiências médicas, incluindo injeções de bactérias altamente potentes, foram realizadas pelos réus Herta Oberheuser e Fritz Ernst Fischer. 20 de dezembro de 1946.
— National Archives and Records Administration, College Park, Md.
Foto da perna desfigurada de uma sobrevivente de Ravensbrueck usada para a investigação dos crimes de guerra. Helena Hegier (Rafalska) foi sujeita a experiências médicas em 1942. Esta fotografia foi requisitada como evidência para a acusação no Julgamento dos Médicos em Nuremberg. As cicatrizes da desfiguração são resultado das incisões feitas por equipes médicas e que eram propositalmente infectadas com bactérias, sujeira e cacos de vidro.
— DIZ Muenchen GMBH, Sueddeutscher Verlag Bilderdienst

Eduard, Elisabeth, e Alexander Hornemann. Os meninos, vítimas de experiências médicas com tuberculose no campo de concentração de Neuengamme, foram assassinados pouco tempo antes da liberação. Elisabeth morreu de tifo em Auschwitz. Holanda, pré-guerra.
— Guenther Schwarberg
Jacqueline Morgenstern, 7 anos de idade, mais tarde uma vítima de experiências médicas com tuberculose no campo de concentração de Neuengamme. Ela foi assassinada pouco antes da libertação do campo. Paris, França, 1940.
— Guenther Schwarberg
Cigano vítima das experiências médicas nazistas para transformar água marinha em água potável. Campo de concentração de Dachau, Alemanha, 1944.
— National Archives and Records Administration, College Park, Md

terça-feira, 1 de março de 2011

O Final Misterioso de "A Caverna do Dragão"

Quem tem uns 18 anos ou mais, deve se lembrar nostalgicamente do desenho animado A Caverna do Dragão, que foi um dos melhores da década de 80! Até eu que tenho 14 anos considero este como um de meus desenhos favoritos - eu assistia quando passava na TV Globinho =)


A série tem 27 episódios, distribuídos em 3 temporadas. O primeiro episódio da série mostra um grupo de seis jovens em um parque de diversões embarcando em uma montanha russa chamada "Dungeons & Dragons". Contudo, durante o passeio, um portal se abre e transporta as crianças para outro mundo, chamado simplesmente de "Reino", no qual o grupo já aparece trajando outras roupas e recebendo logo em seguida armas mágicas — as Armas do Poder — de alguém que se apresenta como o Mestre dos Magos. A partir daí, os jovens passam por diversas aventuras buscando voltar para casa, durante as quais o Vingador, um mago maléfico, tenta a todo custo tomar as Armas do Poder dos jovens com a intenção de derrotar tanto o Mestre dos Magos quanto Tiamat, um dragão de sete cabeças, para assim dominar o Reino.

OK, até aí beleza, mas e como a série termina? Eles conseguem voltar para casa??? É aí que está. A série simplesmente não tem um final!

''um rumor de que o último episódio da série teria sido vetado por sua assombrosa revelação: Os personagens nunca mais poderiam retornar ao seu mundo porque eles já estavam mortos desde o primeiro episódio, devido a um acidente no carrinho de motanha-russa no qual embarcaram. O "Reino" é na verdade o inferno, sendo o Mestre dos Magos e o Vingador, as duas faces de um mesmo ser demoníaco, jogando e brincando com os novos moradores. O boato ainda afirma que o dócil unicórnio Uni seria um enviado do demônio, para impedir os meninos de regressar ao seu mundo (ou melhor, de descobrirem que não havia como voltar), atrapalhando-os e brincando com seus sentimentos. Tiamat é, na verdade, um anjo que vai até o inferno com a missão de tentar fazer com que os jovens descubram a verdade e que, depois de tantas tentativas, acaba por revelá-la.

De tão famoso, o boato pôs em evidência os criadores da série, entre eles o roteirista Mark Evanier, que desmentiu tudo:

"Isto é totalmente falso! Apesar de vários possíveis finais terem sido discutidos, nenhum último episódio foi produzido de fato."

Outro escritor, Michael Reaves, roteirista de sete episódios, complementa:

"Caverna do Dragão foi um desenho altamente sombrio para a sua época - tanto quanto é Gárgulas nos anos 90. Nós o levamos o mais distante que era possível para um programa infantil". (...) "Os garotos não ficaram presos no inferno, nem o Mestre dos Magos é o demônio ou coisa parecida. Essa história toda é absurda."

Michael Reaves chegou a escrever um final para Caverna do Dragão, mas ele nunca saiu do papel e chegou a ser disponibilizado na internet em forma de HQ (Clique aqui p/ lê-la). A seguir um resumo do tal final oficial:

''O episódio inicia com os seis garotos enfrentando uma hidra. O Mestre dos Magos aparece durante a briga mas se recusa a ajudá-los, o que causa estranhamento geral. Mais tarde, o Vingador surge e apresenta uma maneira para a turma voltar ao seu mundo: encontrar uma chave escondida e arremessá-la em um abismo. A proposta faz o grupo se dividir em dois (Eric, Presto e Sheila de um lado e Hank, Bobby, Diana e Uni do outro). Após quase morrerem em um vulcão, eles se juntam novamente e encontram a tal chave dentro de um sarcófago com a imagem do Vingador. Ao serem atacados por uma ameba gigante, Eric usa a chave em uma fechadura e salva seus amigos da morte certa. Isso faz o Vingador se transformar em sua forma real (um cavaleiro) e se revela filho do Mestre dos Magos. Com o vilão libertado, os garotos ganham a opção de voltar para seus lares. O episódio termina sem o espectador saber se eles retornaram ou não para a Terra, deixando aí o espaço para uma continuação na temporada seguinte''


Poxa, bem que podiam fazer um episódio com o final "inventado", que é bem mais interessante que este original. O desenho ia ficar mais foda ainda! 

Fonte

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Dead Island, novo jogo de zumbi com trailer genial!



À primeira vista, Dead Island não parece nem um pouco inovador, afinal não é de hoje que estamos acostumados a jogos com zumbis sedentos por cérebros e loucos para arrancar um pedacinho de você. Mas se você pensou assim, certamente vai mudar de idéia depois de ver este cinematográfico trailer do jogo, que foi inteligentemente feito de trás para frente. O resultado ficou fantástico e genial!

[Atualizado] O trailer, que mais parece um curta metragem, venceu um prêmio no festival de propaganda em Cannes. A Techland venceu o Cannes Lion International Festival of Creativity na categoria filme para internet, superando trabalhos de marcas como Google e Skittles. Super merecido!!



O jogo tem uma proposta um pouco diferente de seus similares, os personagens são cidadãos comuns, que têm suas férias interrompidas numa ilha pelo ataque dos zumbis. No controle de um deles, o jogador deve investigar um mundo aberto, seja a pé ou em seus veículos, em busca de um jeito de escapar enquanto descobre os motivos que levaram à infecção da ilha. Há também um modo cooperativo, que permite a união de até quatro pessoas em busca de um único objetivo: sobreviver. Dependendo das decisões tomadas a história pode ser modificada, gerando desdobramentos no enredo.

O sistema de combate, promete a produtora, é realista, sendo possível utilizar o que estiver no ambiente como arma. Machados, canos e eletricidade são algumas das armas disponíveis. Os zumbis de Dead Island terão diversas camadas de tecidos, carnes e músculos, e reagirão de forma realista aos golpes desferidos pelos jogadores, o que resultará em uma carnificina total, com membros sendo arrancados e zumbis andando por aí com órgãos internos aparecendo. Da mesma forma, os corpos dos mortos não serão frágeis e, para acabar com eles, será preciso golpeá-los em partes específicas, maximizando o dano e mandando-os de vez ao além.



O game da produtora Deep Silver tem data de lançamento prevista para agosto de 2011 para PS3, Xbox 360 e PC.