Esse curta de Jorge Jaramillo e Carlo Guillot, dá vida a uma versão mais sinistra do conto da Chapeuzinho Vermelho, de uma forma muito criativa e bem feita.
O fanatismo religioso levou Licaón, o rei da Arcádia, a realizar sacrifícios humanos. Chegou ao ponto de sacrificar todos os estrangeiros que chegavam a sua casa, violando a sagrada lei da hospitalidade.
Desaprovando essas aberrações, Zeus, o deus dos deuses, fêz-se passar por um peregrino e hospedou-se em seu palácio. Licaón preparou-se para sacrificá-lo, assim como havia feito com outros em nome de sua religiosidade. Mas antes mandou cozinhar a carne de um escravo e servir a Zeus. Enfurecido, o deus transformou Licaón em um lobo, e com um raio, incendiou o seu palácio que tinha sido testemunha de tanta crueldade.
Licaón era pai de inúmeros filhos, quase uns 50, tidos com muitas mulheres. Os filhos de Licaón eram tão cruéis quanto o pai e se tornaram famosos por sua insolência e seus crimes. Tão logo ficou sabendo das barbaridades dos filhos de Licaón, Zeus novamente se disfarçou de um velho mendigo e foi ao palácio dos Licaónidas para comprovar os rumores. Os jovens príncipes tiveram a ousadia de assassinar o próprio irmão Níctimo e servir suas entranhas ao hóspede, misturadas com entranhas de animais. Zeus descobriu a crueldade e, enfurecido, converteu todos em lobos e devolveu a vida a Níctimo que sucedeu seu pai no reino da Arcádia.
Foi então que, espantado com tanta violência instaurada entre a humanidade, Zeus decidiu exterminar a espécie humana. Os deuses se reuniram e Zeus expôs as terríveis condições que reinavam na Terra e anunciou que iria destruir todos os homens e criar uma nova raça que fosse mais digna de viver e que soubesse melhor cultuar os deuses. Tomou o seu raio, e já ia lançá-lo contra o mundo, destruindo-o pelo fogo, mas quando percebeu o perigo que um incêndio teria para os próprios deuses, decidiu então inundar a Terra.
Enquanto isso, os homens, sem nem desconfiar do que os espera, dedicam-se a suas ocupações terrestres. Mas um deles, Deucalião, rei da cidade de Tia, visita seu pai, o titã Prometeu, que está ainda acorrentado em seu castigo na montanha do Cáucaso. Prometeu, que ama os seres humanos e sabe o que Zeus está projetando, avisa seu filho. Assim que volta para a cidade, Deucalião começa a construir um grande navio de madeira. Deucalião e sua esposa, Pirra, instalaram-se no barco e passaram a morar ali.
De repente, pesadas nuvens começam a escurecer o céu, torrentes de chuva caíram e as plantações inundaram-se. Não satisfeito, Zeus pediu ajuda a seu irmão Poseidon, que, com seu tridente, sacudiu a Terra com um terremoto formando ondas gigantescas que devastaram as cidades. Homens, animais, casas e templos foram completamente destruídos pelas águas.
De todas as montanhas, apenas a do Parnaso conseguiu ficar acima das águas. Nele o barco de Deucalião e Pirra encontrou refúgio. Zeus viu que apenas eles haviam sobrevivido e cessou a tempestade. Poseidon fez o mesmo.
Deucalião e Pirra não queriam ser os únicos habitantes neste imenso mundo e desejaram ter o dom de seu antepassado Prometeu, para assim recriar a humanidade. Entraram num templo ainda meio destruído e rogaram a um oráculo para que os esclarecesse sobre a maneira de agir naquela situação. O oráculo respondeu:
"Saiam do templo com a cabeça coberta e as vestes desatadas e atirai para trás os ossos de vossa mãe".
Pirra ficou confusa com o que o oráculo disse. Mas Deucalião pensou seriamente e chegou à conclusão de que a Terra era a mãe comum de todos e as pedras seriam os seus ossos. Assim resolveram tentar. Velaram o rosto, afrouxaram as vestes, apanharam as pedras e atiraram-nas para trás. As pedras amoleceram e começaram a tomar forma humana. As pedras atiradas pelas mãos de Deucalião tornaram-se homens e aquelas atiradas pelas mãos de Pirra tornaram-se mulheres. E assim a humanidade ressurgiu.
Prometeu (aquele que vê antes ou prudente, previdente) era um dos Titãs, filho de Jápeto e Clímene e também irmão de Epimeteu (o que vê depois, inconsequente), Atlas e Menécio. Os dois últimos se uniram a Cronos na batalha dos Titãs contra os deuses olímpicos e, por terem fracassado, foram castigados por Zeus que então tornou-se o maior de todos os deuses. Prevendo o fim da guerra, Prometeu se uniou a Zeus e recomendou que seu irmão Epimeteu fizesse o mesmo. Assim, eles não foram castigados e viviam em paz na terra. Os irmãos foram incumbidos de criar os homens e todos os animais. Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu encarregou-se de supervisioná-la. Coube a Epimeteu distribuir aos seres qualidades para que pudessem sobreviver. Para alguns deu velocidade, a outros, força; a outros ainda deu asas, etc. Mas quando chegou a vez do homem, Epimeteu, que não sabe medir as consequências de seus atos, já havia gastado todos os seus recursos com os outros animais e agora o ser humano estava indefeso. Perplexo, recorreu ao seu irmão Prometeu, que subiu até o Olimpo, acendeu uma tocha no carro do sol de Apolo, trazendo o fogo, que antes era algo exclusivo dos Deuses, para os homens. Isto assegurou a superioridade dos homens sobre os outros animais. Com o fogo, o homem pôde, entre várias outras coisas, se proteger dos animais ferozes, cozinhar o seu alimento e aquecer sua moradia. Num célebre episódio, durante um banquete destinado a selar a paz entre mortais e deuses, Prometeu foi responsável por aplicar um estratagema em Zeus. Colocou duas oferendas diferentes diante do deus olímpico: uma delas consistia de um saco cheio de fartas carnes de touro, porém, escondidas dentro de um exterior repulsivo. A outra consistia, num outro saco, onde o titã colocou só os ossos e gorduras do touro, mas revestidos por uma embalagem atrativa. Zeus escolheu a segunda, abrindo assim um precendete para os futuros sacrifícios, e a partir de então os humanos teriam passado a ficar com a carne dos animais que sacrificavam, dedicando aos deuses apenas os ossos, envoltos numa camada de gordura. Ao descobrir que só havia ossos e gordura dentro do saco, Zeus se enfureceu, e retirou o fogo dos humanos como forma de retribuição. Prometeu, por sua vez, roubou o fogo dentro de um gigantesco caule de funcho, devolvendo-o à humanidade. (está é a outra versão para a história do roubo).
De qualquer forma, este roubo ousado de Prometeu deixou Zeus muito furioso, e isto não é nada bom. O deus dos deuses decidiu então punir Prometeu e seu tão adorado homem pela ousadia de furtar o fogo divino. Para isso mandou criar a primeira mulher, que se chamou Pandora. Ela foi feita no céu, moldada por Hefesto á semelhança das deusas, e cada um dos deuses contribuiu com alguma qualidade para aperfeiçoá-la. Afrodite deu-lhe a beleza e a meiguice, Atenas deu-lhe a sabedoria, Apolo, o dom da música, Zeus, porém, pediu secretamente a Hermes, o traiçoeiro deus dos ladrões, que impusesse na personalidade de Pandora a traição e a mentira. Assim dotada, destinou-a Zeus à espécie humana.
Hermes conduziu Pandora até Epimeteu, a quem Prometeu recomendara que não recebesse nenhum presente dos deuses. Porém, vendo-lhe a radiante beleza, o inconsequente Epimeteu esqueceu quanto lhe fora dito pelo irmão e tomou Pandora como esposa. Epimeteu tinha em sua casa uma caixa (em outras versões, um jarro) na qual guardava certos artigos malignos de que não se utilizara para a preparação do homem e fez a mulher prometer que não a abriria. Mas Pandora foi tomada por intensa curiosidade e, depois de uma noite de amor com Epimeteu, que caiu no sono, ela lhe enganou e abriu a caixa. De lá saíram todos os males, a inveja, a mentira, o ódio, a velhice, a morte e todas as doenças que até hoje assolam a humanidade. Espantada, Pandora apressou-se em tampar a caixa mas, infelizmente, escapara todo o conteúdo da mesma, com exceção de uma única coisa que ficara no fundo, a esperança.
Quanto a Prometeu, como se não bastasse o fato de ter a sua tão adorada humanidade devastada por tantos males, o titã ainda foi condenado pelo vingativo Zeus a ficar eternamente acorrentado a uma rocha, com um abutre que vinha todos os dias para lhe devorar o fígado que se regenerava durante a noite, para que fosse devorado novamente no dia seguinte. A vingança de Zeus estava feita.
Pois é, eu ainda estou vivo. Desculpem o sumiço, meus
caros leitores, é que eu tô em semana de provas aí sabe como é né, o pai
perturba! Mas em compensação temos novamente post duplo essa semana, e vai ser
assim agora em diante. Isso mesmo. A partir de agora, toda semana teremos
sempre um post "normal" e outro pequeno post, na maioria das vezes da
categoria 'Mitologia Grega' ou 'Curtas', como uma espécie de bônus. Legal né?
Então é isso. Boa leitura e até semana que vêm ;)
O "Holandês Voador" (The Flying Dutchman) é o mais famoso dos navios fantasmas. Sua lenda era muito contada por
marinheiros durante o século XVII e narra que o capitão do navio, em certa ocasião,
teria insistido, ignorando os protestos de sua tripulação, em atravessar o
conhecido Estreito de Magalhães. Ora, a região, desde sua primeira travessia,
realizada pelo navegador português Fernão de Magalhães, é famosa por seu clima
instável e sua geleiras, os quais tornam a navegação no local extremamente
perigosa. Ainda assim, o capitão conduziu seu navio pelo estreito, encarando
terríveis tempestades, das quais ele teria escapado, ao que parece, fazendo um
pacto com o Diabo, em uma aposta em um jogo que o capitão venceu utilizando
dados viciados. Por ter trapaceado, o navio e seu capitão teriam sido
amaldiçoados, condenados a navegar eternamente pelos oceanos, sempre de contra
ao vento, causando o naufrágio de outras embarcações que porventura o avistassem,
colocando-as dentro de garrafas.
Outra versão da lenda conta que o capitão do navio, ao
atravessar uma terrível tempestade no Cabo da Boa Esperança, blasfemou contra
Deus, culpando-o pelo infortúnio, atraindo para si a maldição de continuar vagando
pelos sete mares até o fim dos tempos.
Davy Jones e o Holandês Voador
Nos trópicos equatoriais existem lendas que
surgiram no século XVIII sobre Davy Jones ser o capitão do Holândes Voador. Segundo lenda popular de
marinheiros, ele era um demônio do mar ou, para algumas pessoas, um deus que
atormentava marinheiros até a morte, atraia tempestades para navios
despreparados, confundia capitães e pilotos para os fazer errar a rota de seus
navios e bater em rochedos, ou entrar em correntes marítimas perigosas, tomando
a alma dos náufragos que passaria a integrar a tripulação de seu navio.
A lenda diz que Davy Jones era o capitão de um navio-fantasma
chamado Flying Dutchman(Holandês Voador), que era tripulado por
espíritos marinhos ou por marinheiros naufragados que tinham vendido suas almas
à Davy Jones para sobreviver, tornando-se um servisal no Holandês Voador,
podendo desembarcar por 1 dia a cada 10 anos. O demônio do mar ainda era capaz
de convocar e controlar o monstro marinho Kraken, para que seguisse seus
funestos propósitos.
Davy Jones era na verdade apenas um
marinheiro, que, apaixonado pela deusa Calypso, aceitou sua proposta de
imortalidade. Davy Jones, porém, foi traído por Calypso, e amargurado, arrancou
seu coração e o colocou em um baú, que enterrou em uma ilha longínqua e
desabitada, para nunca mais se apaixonar novamente. Assim, ele vagaria pelo mar
eternamente no seu Holandês Voador coletando almas perdidas de náufragos para a
sua sinistra tripulação. O ódio de Davy Jones, decorrente de seu amor,
modificou-lhe a aparência, transformando-o no demônio terrível que é.
Se um homem encontrar o coração de Davy Jones, que ainda bate, terá a vida do demônio em suas mãos, e aquele que furar o coração, matando Jones, será o novo capitão do Holandês Voador.
Até hoje a expressão "Ir para o armário de Davy Jones" é um eufemismo para aqueles que morrem no oceano.
Lenda?
Em antigos
documentos pode-se encontrar registro de um navio real que zarpou de Amsterdã,
em 1680, e foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança.
Como um fato real, durante a segunda guerra mundial, o
contra-almirante nazista Karl Donitz, oficial de alto escalão da marinha alemã,
comandante - general da Alcateia de Submarinos, reportou a seu chefe Hitler,
que uma das suas tripulações mais "rebeldes" e atuantes de
submarinistas, tinha comunicado e confirmado em Diário de Bordo de seu "Lobo
do Mar", que não iria participar de uma batalha de corso em Suez (cidade
do Egito), local alvo nazista, pois havia visto o tal Holandês Voador, e isso
era um sinal de fracasso naval. O que foi acatado com muita naturalidade, tanto
por Adolf Hitler como pelo Grande Almirante Donitz.
Outra suposta avistação famosa do navio fantasma acontece
no ano de 1939, quando 100 nadadores que descansavam na Baía Falsa, na
África do Sul, disseram ter avistado o Holandês Voador a todo o pano navegando
contra o vento.
O futuro rei da Inglaterra George V (então com 15 anos) e
sua tripulação de 12 homens em seu navio, o HMS Inconstant, avistaram o
navio-fantasma veleiro que navega contra o vento no Cabo da Boa Esperança.
"Uma estranha
luminosidade vermelha como a de um navio fantasma todo iluminado",
"Seus mastros, vergas e velas sobressaíam nitidamente",
"Todavia, instantes depois, não havia nenhum vestígio de algum barco de
verdade" são algumas descrições feitas pelo rei em seu diário de bordo, no dia 11 de Julho de 1881 quando navegavam em torno da
Austrália.
Os diários dos membros da família real registram ainda que mais tarde, naquela
mesma manhã, um desventurado vigia do HMS Inconstant caiu da trave do mastro
principal e ficou "inteiramente despedaçado". E, ao chegar ao porto
de destino, o Almirante do navio foi acometido de uma doença fatal.
O navio foi visto também em 1632 no Triângulo das
Bermudas (região famosa por ser palco de diversos desaparecimentos de barcos,
navios e até aviões) comandado pelo seu misterioso capitão. Este, segundo o
marujo que o avistou, tinha a aparência de um rosto de peixe num corpo de
homem, assim como seus tripulantes. Logo após contar esse relato, o marujo
morreu. Uns dizem que foi para o reino dos mortos; outros, que hoje trabalha para
o capitão do Holandês Voador.
Essa é uma história de terror curta, porém, genialmente assustadora. Leia:
Havia um caçador na floresta, que, depois de um longo dia de caça,
estava no meio de uma imensa floresta. Estava ficando escuro, e tendo
perdido a direção, ele decidiu andar em apenas uma direção até estar
livre daquela incessante e cansativa floresta. Após algum tempo, que
pareceram horas, ele se deparou com uma pequena cabana. Percebendo o
quão escuro já estava, ele decidiu ver se ele podia passar a noite ali.
Ele se aproximou e viu a porta aberta, não havia ninguém dentro. Ele
entrou e deitou na única cama que estava ali, decidiu se explicar ao
dono pela manhã. Enquanto ele olhava ao seu redor, ele encontrou
diversos retratos, todos pintados com um realismo incrível. Sem
excessão, eles pareciam estar olhando em direção a ele, com olhares
mortos que pareciam cheios de ódio. Olhando pra eles, ele se sentia
incrivelmente desconfortável. Fazendo um esforço pra ignorar aquelas
faces furiosas, ele se virou em direção a parede e exausto, ele cai num
profundo sono.
Pela manhã, ele é acordado com um inesperado raio de sol. Olhando
ao seu redor, ele percebe que na cabana não haviam retratos, apenas
janelas.
'Shame',
o segundo filme de Steve McQueen, que estreou no cinema com o forte 'Hunger', já tinha posters bem ousados, mas o novo cartaz húngaro do filme extrapolou um pouco e foi banido na Hungria. O motivo? O
título do filme está escrito com... esperma!!!
A
trama do filme gira em torno do mulherengo Brandon (Michael Fassbender),
sujeito bem-sucedido que mora em Nova York e tem uma vida quase perfeita, se
não fossem seus problemas para se relacionar intimamente. Sua fuga está no sexo
frívolo, banal, sem pudor, sem concessões. Sua vida fica ainda mais conturbada
quando sua depressiva e carente irmã Sissy (Carey Mulligan) chega à
cidade e passa a habitar seu apartamento.
Confira os outros belos e criativos posters do filme.
Atualizado: Eu já consegui assistir ao filme e achei excelente, magnífico, brilhante!
Eu sei, o ano mal começou e já estou atrasando os posts, mas foi "estrategicamente", pois queria postar numa sexta feira 13 este post, que é meio clichê, mas que não podia faltar aqui no blog. Apesar de suspense ainda ser meu gênero preferido, eu também adoro filmes de terror. Não sei porque mas gosto de me assustar, sentir medo e tensão com um filme bem assustador, mas tem que ser beeeeeem assustador, por isso nesta sexta feira 13, nada de Jason e adolescentes decepados. Eu selecionei 10 filmes realmente aterrorizantes, para você assistir esta noite (ou quando lhe der vontade)!
10. A Profecia (Richard Donner, 1976)
O próprio capeta encorporado numa criançinha de 5 anos.
Ele pira quando é levado para igreja, sua babá suicida-se em seu nome, um padre
morre "acidentalmente" quando descofia das origens satânicas do
moleque entre outras capetices. O filme tem uma atmosfera maligna e a canção
Ave Satani, indicada ao Oscar, embala diabolicamente a trama. Além do clima
sombrio constante, o filme tem cenas explícitas de horror, incluindo uma
decapitação em câmera lenta, calculada para pegar desprevenidas as pessoas que
costumam esconder a cara por alguns segundos nas cenas fortes. O remake, que
também é muito bom, estreou no dia 6/6/06.
9. Carrie, a Estranha (Brian De Palma, 1976)
Neste ótimo terror psicológico adaptado do primeiro livro de Stephen King, Carrie é uma garota tímida que sofre muito bulling na escola e é psicologicamente dominada pela sua mãe, uma fanática religiosa que é meio doida. Quando resolvem aprontar pra coitada no dia do baile, eles nem desconfiavam que Carrie possui poderes sobrenaturais que ela usa para se vingar de todos aqueles que riram da cara dela. Carrie toda ensanguentada com aqueles olhos arregalados e a trilha sonora muito bem empregada nos dá vários sustos, mas o que me deu medo mesmo foi aquele boneco sinistro parecido com Jesus!
8. Espíritos - A Morte Está Ao Seu Lado (Banjong Pisanphanakun, 2006)
Thun, um jovem fotógrafo, e sua namorada Jane atropelam
acidentalmente uma pedestre. Eles fogem da cena do crime e retornam às suas
vidas normais. A partir de então, Jane passa a ser atormentada por estranhos
pesadelos, enquanto que Thun nota que em suas fotos aparecem estranhas figuras,
parecidas com fantasmas. Imagine a cena: você está tranquilamente dormindo,
então percebe que está ficando descoberto pois seu lençol está sendo puxado,
quando você vai ver o que é, depara-se com a terrível criatura na imagem. Eu
hein!!!
7. [°Rec] (Jaume Balagueró e Paco Plaza, 2008)
Uma repórter e seu câmera-man estão fazendo uma reportagem num quartel do corpo de bombeiros com a intenção de mostrar como é o dia a dia desses profissionais. Mas quando eles os acompanham em uma de suas saídas noturnas, o que parecia ser mais uma rotineira missão de resgate, se transforma num verdadeiro inferno quando, num prédio, eles se deparam com criaturas infectadas pelo vírus da raiva que se tranformam em zumbis. Mesmo assim eles continuam a filmar tudo, tudo mesmo, pois o filme é todo gravado com a câmera deles, o que deixa o longa ainda mais tenso! Parece que você também está preso lá no prédio com eles e todas aquelas terríveis criaturas. A velha anoréxica no final deu medo pra c@#*$%!!!
6. O Grito(Takashi Shimizu, 2004)
Esse filme foi feito para nos meter medo de verdade, e sem dúvida, consegue. Aqueles fantasmas assustadores do filme, o molequinho branquelo e sua mãe de cabelo chapado, aparecem em todos os lugares: no banho, no elevador e até embaixo do lençol, onde nós geralmente costumamos nos esconder quando vamos dormir e estamos morrendo de medo. Não tem pra onde fugir, eles pensaram em tudo! Refilmagem americana do original em japonês que eu ainda não vi, mas que dizem ser ainda mais assustador.
5. O Iluminado (Stanley Kubrick, 1980)
Stanley Kubrick dá vida à uma assustadora história de Stephen King, nesta que, com razão, é considerada a melhor adaptação cinematográfica de uma obra desse escritor. Além da estupenda atuação de Jack Nicholson, completamente perturbado perseguindo sua esposa e filho com um machado na mão, há ainda cenas beeem aterrorizantes. Todo mundo fala da cena das gêmeas no corredor, mas a que me deu mais medo foi a daquela velha horrível que sai da banheira no quarto 237.
4. Espíritos 2 - Você Nunca Está Sozinho (Banjong Pisanthanakun, 2007)
(Não sou de botar continuações de uma mesma franquia na mesma lista, mas este filme não tem nada a ver com Espíritos - A Morte Está ao seu Lado, a única relação entre os dois é que ambos tem o mesmo diretor, mas são histórias completamente diferentes.) Pim retorna à Tailândia após um telefonema informar a grave doença de sua mãe. De volta a sua cidade natal, Pim começa a recordar de seu passado, quando tinha uma irmã gêmea que nascera grudado à ela, mas que não sobreviveu a cirurgia de separação. Pim passa a ter a constante sensação de que ainda há alguém ao lado dela, o que se confirma com a revelação de um segredo surpreendente. Com uma história simplesmente fantástica, este terror oriental conta uma história incrível com cenas bem originais, e claro, muuuito assustadoras que voltam quando você apaga as luzes e tenta dormir.
3. Nosferatu (F. W. Murnau, 1922)
Décadas atrás, há muito tempo antes dos vampiros afeminados que brilham no sol invadirem os cinemas, existia Nosferatu, um vampiro que só por sua aparência já mete medo, com seus quase dois metros de altura, unhas enormes e olhar macabro. Além disso o filme é mudo e preto e branco, o que só o torna mais sombrio. Fez parte do expressionismo alemão e mesmo depois de 80 anos, até hoje é considerado uma das maiores produções cinematográficas já feitas. O filme foi adaptado do livro Drácula, de Bran Stoker, sem autorização e mesmo com o nome dos personagens trocados, sofreu vários processos naquela época e quase todas as copias foram destruídas, exceto por umas poucas que continuaram a ser ilegalmente comercializadas o filme foi salvo, sendo hoje considerado domínio público e pode ser assistido inteirinho no Youtube. E pensar que quase perdemos essa preciosidade...
2. Atividade Paranormal (Oren Peli, 2009)
Com apenas uma câmera, uns cinco atores no máximo, e sem nenhum monstro de cara feia, o filme custou apenas 11 mil dólares e ainda assim consegue ser um dos mais assustadores já feitos. Você nunca mais vai conseguir dormir direito sem pensar na cena em que a mulher é arrastada pelo pé para fora de sua cama por um espírito invisível. Essa cena foi uma das mais assustadoras e originais que eu já vi! Além disso, no final do filme aparecem umas mensagens de agradecimento pela divulgação das imagens aos pais dos protagonistas que têm o mesmo nome dos "atores", dando a entender que o filme foi feito a partir de imagens reais. Mas tudo não passa de uma boa jogada de marketing, ou não...
1. O Exorcista (William Friedkin, 1973)
Não é a toa que este filme ficou conhecido como "o mais assustador de todos os tempos". A história da garotinha que é possúida por um demônio chocou o mundo na década de 70, e até hoje mete medo em pessoas de todas as idades, principalmente quando nos lembramos que tudo é baseado em fatos reais e mexe com o demo. Inclusive um padre foi chamado para abençoar o set e assim tranquilizar o elenco, uma vez que várias pessoas da produção começaram a morrer durante as gravações. Foi indicado a 10 Oscars, incluindo melhor filme, diretor e atriz coadjuvante para Linda Blair, que interpretou a garotinha possuída.
Não deixe de assistir aqui no blog o excelente curta metragem de terror brasileiro, Amor Só de Mãe, que consegue ser um dos filmes mais assustadores que já vi na vida mesmo tendo apenas 20 minutos de duração!
Os 12 conjuntos de estrelas que representam os signos de hoje foram padronizados ainda na Antiguidade, a partir da influência de imagens da mitologia de babilônios, egípcios e principalmente dos gregos e romanos. Os gregos antigos atribuíam aos conjuntos de estrelas situados na região do zodíaco, histórias e lendas associadas com os feitos de seus deuses e heróis. É isso mesmo, poucos sabem, porém, cada signo possui uma lenda da mitologia grega (tinha que ser!). Essas histórias muito interessantes explicam, por exemplo, porque um carangueijo é o simbolo do signo de Câncer, ou porque um ser metade homem metade cavalo é o símbolo de Sagitário. Nesse post, conheça a história do seu signo!
ÁRIES
O rei Atamante tinha por rainha a deusa Nefele, com quem teve dois filhos: Frixo e Hele. Tendo que retornar ao Olimpo, a deusa deixou as crianças aos cuidados do pai. Depois de um tempo, Atamante uniu-se a Ino, que planejou livrar-se das crianças, filhos da "ex" de seu marido. Decidiu espalhar doenças e secar as sementes dos cereais prejudicando as futuras colheitas. Prevendo que Atamante consultaria o oráculo para saber as causas das desgraças, subornou os sacerdotes, para que convencessem o rei que a única forma de aplacar a ira dos deuses era sacrificando os filhos que teve com Nefele.
Embora com grande sofrimento, Atamante, pelo bem do povo, obedeceu as ordens do oráculo. Nefele, indignada, a tudo assistia. Para proteger os seus filhos, encontrou-se com eles às escondidas, avisando-os que no dia do sacrifício um carneiro com lã de ouro desceria dos céus e aterrizaria diante deles. Orientou-os a montar no carneiro. O único cuidado que deveriam ter era de não olhar para baixo durante o vôo. No dia do sacrifício, o carneiro surgiu e levou as crianças. Hele, no entanto, apesar das recomendações, não resistiu à tentação e olhou, caindo ao mar no local que ficou depois conhecido como Helesponto (hoje Dardanelos). Frixo chegou salvo à Cólquida onde sacrificou o carneiro em homenagem à Zeus, que o colocou no céu, entre as estrelas.
TOURO
A imagem do touro vem de um mito grego em que Zeus, o chefe dos deuses, teria se encantado com a beleza de Europa, filha de Agenor, e para seduzí-la, transformou-se em um magnífico touro branco. A jovem, que divertia-se na praia com suas amigas ao ver o animal aproximou-se, acariciou-o e, encantada com a sua docilidade, montou-o.
No mesmo instante, o touro disparou em direção ao mar, detendo-se apenas na ilha de Creta, onde Zeus deu-se a conhecer amando a jovem. Orgulhoso de seu feito, Zeus pôs o touro entre as estrelas.
GÊMEOS
Zeus, disfarçado de cisne, fecundou Leda que teve os gêmeos Castor e Pólux, nascidos de um ovo. Pólux, ao contrário de seu irmão Castor, era imortal. Os dois eram muito unidos e cuidadosos um com o outro. Numa região próxima, conheceram e se apaixonaram pelas irmãs Febe e Ilaira. Mas elas eram noivas e eles resolveram raptá-las. Os noivos, Idas e Linceu, perseguiram os irmãos. No confronto que se seguiu, Idas atirou sua lança ferindo mortalmente Castor. Pólux, enlouquecido de ódio, matou todos ao seu redor. Pólux, desesperado, pediu a Zeus que transferisse sua imortalidade para Castor. Sem saber o que fazer, Zeus atende ao pedido, e assim que Castor recebe a luz da imortalidade, Pólux começa a morrer. Castor pede então a Zeu, que não deixe seu irmão morrer e que trocasse sua vida pela dele. Zeus atende ao pedido e enquanto um estava na terra, outro estaria no céu. Inconformados por não estarem sempre juntos, Castor e Polux foram transformados na constelação de gêmeos, onde estariam juntos para sempre.
CÂNCER
A Hidra de Lerna era uma serpente colossal que amedrontava a região de Lerna, no Peloponeso, destruindo rebanhos e plantações. A Hidra possuia nove cabeças, e a cada uma cortada, duas nasciam no lugar. O segundo dos doze trabalhos impostos à Hércules pelo rei Euristeu, foi livrar a região desse terrível monstro.
Hércules planejou livrar-se da Hidra degolando as suas cabeças. Para levar a termo o seu trabalho, contou com a ajuda de seu amigo Iolaus. Para evitar o contínuo ressurgimento, Hércules as decepava e Iolaus cauterizava o local impedindo o aparecimento das novas cabeças. Após eliminar todas as mortais, enquanto se preparava para enterrar a última, Hera, que odiava Hércules por ser filho de uma relação adúltera de Zeus com uma mortal, mandou um enorme caranguejo para impedí-lo. O herói esmagou-o com os pés e conseguiu concluir o seu trabalho. Iolaus ateou fogo ao reduto da Hidra queimando seus restos evitando que ela pudesse ressurgir. Hera recolheu o caranguejo e elevou-o ao céu na forma de uma constelação. Em latim, câncer quer dizer caranguejo.
LEÃO
Um gigantesco leão aterrorizava a população da região de Neméia, assustando e matando gado e pessoas. Como o animal se entocava em uma caverna com duas saídas, era muito difícil aproximar-se dele. Os caçadores da região pediram ajuda ao rei Euristeu, pois o animal havia se revelado invulnerável às suas armas. O rei enviou Hércules para aquele que seria o seu primeiro trabalho: exterminar o leão de Neméia. O herói fechou uma das saídas da caverna, obrigando o animal a abandoná-la pelo outro lado. Hércules, que o aguardava, desferiu-lhe um violento golpe com sua clava e ao perceber que o animal ficara tonto, em rápida ação, montou sobre ele e o estrangulou até a morte. Hércules passou a usar o duro e resistente couro do animal como uma capa protetora. Para perpetuar a coragem de seu filho, Zeus transformou o leão em uma constelação.
VIRGEM e LIBRA
A historia de Astréia ilustra a origem desse signo. A virgem Astréia, filha de Zeus e Têmis, a deusa da justiça, costumava passear pela Terra ao lado de sua irmã Modéstia. Porém, certo dia, ao ver um homem pesando a mais a mercadoria de um freguês, Astréia fica indignada com tal injustiça e também com tanta guerra e violência que começou a se instaurar no mundo e pede a Zeus que as leve embora da Terra. Triste com tal decisão, Zeus coloca-a na constelação de virgem. Seu símbolo, a balança, é colocado na constelação de libra.
ESCORPIÃO
Apesar da promessa de ser eternamente virgem e desprezar os homens, a deusa da noite e da lua Ártemis, certa vez se apaixonou por Órion, que era fiho do deus do mar Poseidon, e por isso ele tinha o dom de andar na supefície da água ou embaixo dela. Apolo, irmão gêmeo de Ártemis, enciumado, impediu o amor entre os dois mediante uma grande perfídia: achando-se em uma praia, na companhia da irmã, desafiou-a a atingir, com a sua flecha, um ponto negro na água, e que mal se distinguia, devido à grande distância. Ártemis, toda vaidosa, prontamente retesou o arco e atingiu o alvo, que logo desapareceu no abismo do mar, fazendo-se substituir por espumas ensangüentadas. Era Orion, que ali nadava submergido, fugindo de um imenso escorpião criado por Apolo para persegui-lo. Ao saber do desastre, Ártemis, cheia de desespero, conseguiu de seu pai, Zeus, que o escorpião fosse transformado em constelação.
SAGITÁRIO
Durante seu quarto trabalho, Hércules visita um centauro amigo seu, chamado Folos. O centauro, uma criatura metade homem, metade cavalo, convida o herói a comer em sua caverna. Hércules percebe que o amigo não o oferecera vinho para beber e ao dizer sua constatação ao amigo, ele lhe diz que normalmente não faria tal agrado, pois o vinho dos centauros é inigualável e que seus irmãos ficariam furiosos com um humano bebendo deles. Porém, o bruto Hércules pega o vinho e o bebe. Vários centauros chegam e ficam furiosos com a presença de Hércules em sua cova e o fato dele estar bebendo o vinho, e se armam contra o intruso. Quíron é o único que vem em defesa do herói, porém de nada adianta. A batalha começa, os centauros jogando pedras e Hércules lançando suas flechas do alto, embebidas no veneno da Hidra de Lerna. Depois de um tempo, os centauros fogem, deixando a mostra a terrível situação: dentre todos os mortos, Quíron também havia sido ferido. Mesmo sendo imortal e com todos os seus conhecimentos medicinais, a dor não ameniza e o centauro pede a Zeus que tire sua imortalidade para poder morrer em paz. Zeus atende ao pedido mas, ao invés de deixar seu corpo ser levado pro Hades, ele o coloca nas estrelas, na constelação de sagitário.
CAPRICÓRNIO
O deus da natureza, Pã, um ser metade homem, metade bode, estava, ao entardecer, tocando sua flauta às margens de um rio, quando surgiu o terrível monstro Tífon, que possuía centenas de braços e cabeças. Assustado, mergulhou no rio, pois Tífon odiava água, e transformou a parte submersa de seu corpo em peixe para se locomover, enquanto a outra metade continuou assemelhada ao corpo de uma cabra. Zeus considerou uma estratégia muito esperta e, como homenagem, transformou Pã na constelação de Capricórnio.
AQUÁRIO
Ganimedes era um jovem de extrema beleza, filho dos reis de Tróia. Um dia quando pastoreava o rebanho de seu pai, Zeus o avistou e se apaixonou por ele, se transformou em águia, o raptou e o levou até o monte Olimpo para servir-lhe como copeiro e aguadeiro, o "garçom" dos deuses, substituindo a jovem Hebe que teve esta missão, porém um dia caiu e derramou a bebida sagrada dos deuses, e foi mandada embora. Zeus botou o seu amado nas estrelas, afinal, é Ganimedes quem simboliza o signo de Aquário com uma jarra derramando água, o fiel servidor dos deuses.
PEIXES
Afrodite, deusa do amor, e seu filho Eros (o Cupido) teriam se transformado em peixes para escapar do titã Tifon, que não suportava a água. Atena, deusa grega da sabedoria, criou a constelação para lembrar a fuga.
As belas ilustrações do post são do artista japonês Kagaya Yutaka.