segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

"Amor só de Mãe", um curta metragem nacional e assustador sobre a pomba gira!


E aí, pessoal, como vai? Hoje tenho o prazer de apresentar a vocês um excelente curta metragem de terror aqui da nossa terra chamado "Amor só de Mãe", que é simplesmente sobre a pomba gira!!! O curta é produzido, escrito e dirigido pelo genial Dennison Ramalho, o qual já ganhou meu respeito e admiração, pois este é um dos filmes nacionais mais assustadores que já vi, mesmo tendo apenas 20 minutos! O curta foi um dos mais caros já produzidos no Brasil e isso é percebido claramente devido a grande qualidade da obra. Não deixem de ver também, vocês não vão se arrepender. Mas só vou avisando que o curta tem cenas fortes de sexo, assassinato e satanismo :) 

 

 Adoraria ver um longa metragem assim, mas aqui no Brasil praticamente só querem financiar filmes de tiroteio na favela e comédias idiotas :/

sábado, 3 de novembro de 2012

Cadmo

Zeus encantou-se com a beleza de Europa, filha do rei Agenor, e para seduzí-la, transformou-se em um magnífico touro branco e misturou-se ao rebanho de Agenor, que sempre pastava na praia. A jovem, que divertia-se na praia com suas amigas, ao ver o animal aproximou-se, acariciou-o e, encantada com a sua docilidade, montou-o. No mesmo instante, o touro disparou mar adentro, levando Europa consigo até a ilha de Creta, onde Zeus deu-se a conhecer amando a jovem.


Agenor, desesperado, ordenou a seu filho Cadmo que saísse à procura da irmã e que não ousasse voltar sem ela. Cadmo resolve explorar as diversas ilhas que cercam a Grécia, mas não teve êxito. Saiu então mundo afora com seus fiéis companheiros, interrogando os habitantes dos diferentes lugares, em vão: ninguém tinha noção do paradeiro de Europa e, não se atrevendo a regressar sem cumprir a missão, Cadmo decide consultar o oráculo de Apolo.

A resposta não é a que Cadmo espera: os deuses ordenam que ele abandone sua busca, pois nunca encontrará Europa. E como ele não poderá tornar à casa paterna, os deuses ainda ordenam que ele funde uma nova cidade. "Ao sair do santuário, você encontrará uma vaca", disse o oráculo. "Siga o caminho pelo qual ela o guiar. Na campina em que a vaca se detiver, funde uma cidade e lhe dê o nome de Tebas." Depois de agradecê-lo, Cadmo obedeceu suas instruções e seguiu a vaca, que anda incansavelmente por dias e noites, até se deitar, exausta, em um campo. Era ali que se localizaria a nova cidade.

Cadmo quis oferecer o animal em sacrifício aos deuses. Como precisava de água pura para as libações, mandou os companheiros irem buscá-la. Perto, estendia-se um velho bosque, que jamais fora profanado pelo machado, no meio do qual havia uma gruta, escondida pelo mato espesso, com o teto formando uma abóbada baixa, da qual saía uma fonte de água puríssima. Na caverna dormia uma enorme serpente, de grande crista e escamas que brilhavam como ouro. Seus olhos flamejavam como fogo, a boca era repleta de veneno e continha três fileiras de dentes. Mal haviam os soldados mergulhado suas vasilhas na fonte, provocando um ruído na água, a brilhante cobra levantou a cabeça fora da gruta e soltou um silvo horripilante. Os servos deixaram cair as vasilhas, o sangue lhes fugiu da face e eles se puseram a tremer da cabeça aos pés. Aterrorizados, não podiam fugir nem lutar, e o monstro os matou facilmente.


Enquanto isso, Cadmo juntava algumas pedras grandes e construiu um altar, onde dispôs a lenha necessária para o fogo sacrificial. Devia respeitar os ritos se quisesse que a cidade nascesse sob boas bençãos. O sol já ia alto no céu, e nenhum dos seus companheiros voltara. Inquieto, Cadmo se perguntava o que os teria retardado. Decidiu então sair à procura deles.

Tendo sua lança como única arma e, a exemplo de Hércules, uma pele de leão como couraça, entrou na floresta. Não demorou a encontrar a nascente. Mas um horrível espetáculo o esperava. Uma serpente gigantesca acabava de devorar seus queridos companheiros. Cadmo não hesitou. Ergueu a lança, atacou o monstro. Sua tristeza superava o terror que sentia, e ele só tinha uma idéia em mente: vingar os mortos ou compartilhar a sorte deles. O ferro penetrou na pele escamosa, e jatos de um sangue escuro jorraram. Mas o réptil só fora atingido de leve. Como ele não parava de se contorcer, a ponta da lança saiu da ferida. E o monstro, enfurecido, saltou sobre o herói, que escapou por um triz. Atacando a serpente mais uma vez, espetou-a e a obrigou a recuar. De súbito, ela se chocou com um galho grande de um carvalho, que transpassou sua garganta, e, ferida mortalmente, foi ao chão. 


Quando o vencedor contemplava seu adversário e chorava a perda dos amigos, a deusa Atena lhe apareceu: "Recolha os dentes do monstro", ordenou. "Semeie-os e verá nascer um exército de soldados. Entre eles encontrará novos companheiros." Cadmo efetuou a estranha semeadura.
Assim que enterrou os dentes, logo apareceu um elmo aqui, a ponta de uma lança ali, ombros, braços, e por fim um pequeno exército de guerreiros cresceu entre os sulcos recém-abertos. Teriam atacado Cadmo, se este não tivesse tido a idéia de lançar, de longe, uma grande pedra no meio deles; assim, sem saber de onde veio a pedra, começaram a atacar uns aos outros, parando apenas quando restavam apenas cinco deles; estes cinco se juntaram a Cadmo e se tornaram os fundadores das primeiras famílias de Tebas.


Cadmo ensinou o alfabeto aos gregos e Tebas tornou-se rica e poderosa. Casou-se com Harmonia, filha de Afrodite e Ares, e teve os filhos: Autonôe, Polidoro, Ino, Sêmele e Agave. A fatalidade, porém, pesava sobre a família de Cadmo, por ter ele matado a serpente consagrada ao deus da guerra, Ares. Os deuses amaldiçoaram Cadmo, sua esposa e toda a sua descendência. Por isso, a vida de seus filhos, netos e todos os que vieram depois foram marcadas por tragédias.  

Sua filha Autônoe casou-se com Aristeu (o mesmo que provocou a morte de Eurídice) e foram os pais de Acteão. Já crescido, quando Acteão estava a caçar na floresta deparou-se com a deusa Ártemis e as suas ninfas banhando-se nuas em um lago. Famosa por sua castidade, Ártemis ficou indignada e transformou Acteão em um veado, que foi devorado por seus próprios cães de caça. Noutra versão, ele teria se gabado de que era um melhor caçador do que a deusa, e acabou recebendo tal castigo.



Ino, enlouqueceu e se atirou de um precipício junto com seu filho. Sêmele era amante de Zeus. O deus atendeu ao seu pedido de mostrar-se em todo o seu esplendor e ela foi fulminada pelos raios que dele emanava. Zeus conseguiu salvar o filho e guardá-lo em sua própria coxa, onde ele completou seu desenvolvimento. Quando Dioniso nasceu, foi entregue para ser criado pelas ninfas pois foi rejeitado pela família de Sêmele que se recusou a prestar-lhe um lugar de honra em Tebas pois não acreditavam que ele era filho de um deus.

A última filha Agave tinha se casado com Equion, um dos guerreiros nascido dos dentes da serpente. Eles eram os pais de Penteu que herdou o trono de Cadmo em sua velhice. Depois de crescido, o deus do vinho e da loucura, Dionísio, retornou a Tebas com suas Bacantes, suas endoidecidas seguidoras. Mas lá, Penteu proibia o culto ao deus. Dionísio então alucinou as mulheres de Tebas, inclusive Agave, fazendo com que elas o acompanhassem junto as Bacantes. Em êxtase elas atacaram Penteu e o despedaçaram. Ainda em estado de êxtase Agave retornou à sua casa carregando a cabeça de seu filho Penteu acreditando que fosse a cabeça de um leão da montanha que havia caçado. Ao perceber a expressão de horror de Equion, lentamente Agave percebeu a tragédia consumada e enloqueceu de vez.


Cadmo e Harmonia saíram de Tebas, que se lhes tornara odiosa, e emigraram para o país dos enquelianos, que os receberam com honras e fizeram de Cadmo seu rei. O infortúnio de seus filhos continuava, porém, a atormentar o casal, e, certo dia, Cadmo exclamou: — Se a vida de uma serpente é tão cara aos deuses, eu preferia ser uma serpente. Imediatamente, começou a mudar de forma. Harmonia viu o que estava acontecendo e implorou aos deuses que a fizessem compartilhar do destino do marido. Ambos transformaram-se em serpentes. Viviam nos bosques, mas, cientes de sua origem, não evitavam a presença do homem, nem faziam mal a quem quer que fosse.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Belerofonte e a Quimera

Belerofonte era filho adotado de Glauco, filho de Sísifo; Não se sabe muito sobre ele até a sua juventude, quando matou involuntariamente o sei irmão Belero, um tirano de sua cidade natal, Corinto. A partir daí, o herói, que originalmente se chamava Hipónoo, adquiriu o nome de Belerofonte, que significa "aquele que matou Belero". Porém, com a morte dele, Ares pede a punição do herói, fazendo com que ele tivesse de sair da região, acabando por viajar até Tirinto, uma cidade vizinha.

Lá, Belerofonte é bem recebido pelo rei Preto e sua mulher Estenebéia, governantes de tal região. Ele se põe a serviço do rei, e após algum tempo, a rainha começa a amar o rapaz, belo como um deus. Assim, em um dia em que Preto estava ausente, Estenebéia fala com o jovem, ao passo que é rejeitada, devido aos laços de hospitalidade e amizade que o herói possuía com o rei. Porém, assim  que essas palavras lhe saem da boca, o amor da rainha por ele logo transforma-se em ódio. Consumida por ele, ela diz ao marido que o convidado havia assediado-a, e pede para que ele fosse morto. 

Buscando não manchar suas mãos com o sangue de seu convidado e logo depois ser punido, o rei manda Belerofonte para a Lícia, região a qual estava sob o poder de Iobates, pai de Estenebéia. Junto a ele, o rei envia uma carta, a qual dizia a situação, e que por isso o herói deveria morrer. Assim, o jovem ruma para a Lícia, e ao chegar, é recebido com muita festa pelo rei. Só depois Iobates lê a carta, depois de o ter recebido como hóspede e ter partilhado com ele uma refeição na festa – logo, segundo a lei sagrada da hospitalidade, não o poderia matar, também pelo mesmo motivo que Preto não pôde. Movido, contudo, pelo desejo de Preto, Ióbates encarrega-o de uma missão da qual Belerofonte muito dificilmente sairia vivo: matar o monstro Quimera, que devastava a região, atacando rebanhos.

A Quimera era um monstruoso produto da união entre Equidna - metade mulher, metade serpente - e o gigantesco Tífon.  A Quimera tinha cabeça e corpo de leão, com uma outra cabeça anexa de cabra  ou de dração. Além de tudo, ela expelia fogo pelas bocas e também tinha um traiçoeiro rabo de serpente.

A Quimera

Antes de ir enfrentar o monstro, Belerofonte consulta Polieido, um adivinho da região, o qual diz-lhe que só iria vencer a Quimera caso ele montasse em Pégasus, o filho imortal de Poseidon, nascido do pescoço da Medusa cortada por Perseu. Agora Belerofonte tem dois problemas: matar a Quimera e domar o Pégasus. Ele começa a perguntar às pessoas da área, ao passo que todas respondem que nunca haviam visto o cavalo alado, ou que acreditavam nele apenas como lenda. Por fim, ele chega à conclusão de que apenas as ninfas ou as Musas saberiam a resposta. Com esse pensamento, ele põe-se a caminho do monte Hélicon, local o qual as filhas de Zeus habitavam.

Chegando lá, Belerofonte é recebido por três musas, e conversa com elas, mencionando o porque de ter se dirigido para lá. Elas o dizem que tal tarefa era quase impossível de ser realizada, mas mencionam sobre a fonte Pirene, onde elas reuniam-se para cantar, pois as águas forneciam inspiração e da qual se dizia que, quem dela bebesse, tornar-se-ia poeta. A fonte teria surgido de um coiçe de Pégaso.

No caminho até a fonte indicada pelas ninfas, Belerofonte encontra um templo dedicado à deusa Atena, e pede à deusa da sabedoria que guiasse-o, para que ele conseguisse domar o cavalo. Assim que acaba as oferendas, ele dirige-se para fora do templo, e dorme. Em seus sonhos, ele vê Atena, a qual lhe revela sua verdadeira paternidade: Poseidon. No sonho, ela lhe entrega uma rédea dourada e ordena que passasse-as no cavalo, o qual estava perto deles. Ele consegue domar Pégasus, mas apenas até acordar e perceber que fora um sonho. Mas surpreendentemente, as rédeas estavam realmente ao seu lado quando ele acordou.


Logo o herói já estava de volta ao seu caminho, e rapidamente chegou aos arredores da fonte. Escondido, pacientemente esperou pela chegada de Pégasus, que aconteceu pouco tempo. Porém, assim que o cavalo chegara, ele havia percebido a presença de estranhos no seu local de descanso, e por nada acalmava-se. Pensando rapidamente, Belerofonte pega uma pedra e a joga para um arbusto atrás do cavalo, sem que ele veja. O barulho e o movimento conquistaram o olhar do animal, e antes que Pégasus pudesse se virar novamente, Belerofonte agarra-se em seu pescoço, passando rapidamente as rédeas nele. Assim que as rédeas são colocadas, Pégasus torna-se completamente amável.

Após um descanso na fonte, os dois tomam o caminho de volta à Lícia, e passaram a procurar a Quimera. Momentos depois, o herói vê uma área com troncos de árvores queimados, e vê em seguida a Quimera saindo de seu esconderijo, para ver o que ocorria fora de sua toca. Assim que vê os inimigos, o monstro começa a lançar bolas de fogo, sem sucesso. Pégasus e Belerofonte voavam alto, garantindo a escapada dos ataques. Do alto, Belerofonte pegou uma lança e arremessou em direção a Quimera, acabando por conseguir matar o monstro.


Assim, Belerofonte volta até Iobates com a notícia de que havia derrotado a Quimera. Porém, o rei planejava livrar-se dele a qualquer custo, e manda-o em direção à uma tribo de belicosos guerreiros, os quais ele mata a maioria do alto, cavalgando Pégasus, e o resto dispersa-se após tal ataque. Ainda tentando matar o herói, Iobates manda-o atacar as Amazonas, guerreiras extremamente fortes e perigosas, confronto o qual ele também sai vencedor. Porém, assim que se dirige à cidade, ao longo do rio Xanto, ele é recebido pelos guerreiros do rei.

Vendo número tão grande de guerreiros ele lembra-se da informação de Atena acerca de sua paternidade e pede ajuda à Poseidon. Assim que solicita ajuda ao seu pai, uma parede de água formou-se atrás dele, e à medida que ele avançava, também avançavam as águas em suas costas. Os soldados do rei bateram em retirada. 


Convencido, então, de que Belerofonte só pode ter origem divina, Iobates o casa com sua filha.   Tempos depois, um mensageiro chega até Preto com uma carta de Iobates, dizendo a real situação. Com isso, o mundo de Estenebéia foi abaixo pois toda aquela farsa veio á tona, e ela perdeu todo tipo de riqueza e fora banida do palácio. Recusando-se a viver como uma cidadã normal, ela acaba por encontrar seu fim em uma corda na árvore. Após a morte de Iobates, o trono passa para Belerofonte.

Porém, com o tempo, o poder subiu à cabeça de Belerofonte, somado ao fato de ele ser filho de Poseidon, fazendo-o achar que poderia comparar-se aos olimpianos. Nisso, ele pega Pégasus e ruma em direção ao Olimpo, voando cada vez mais alto. Ao ver a audácia do herói, Zeus manda uma vespa para picar o cavalo. Assim que sentiu a picada, o animal começou a debater-se com seu cavaleiro em suas costas, derrubando-o. Porém, antes de atingir o chão, Atena salva-o, portanto Belerofonte não morreu com a queda, mas sim como um mendigo louco e aleijado procurando Pégaso.

Belerofonte tentando subir ao Olimpo

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tifão

Gaia, a Terra, para vingar a derrota de seus filhos titãs na luta contra os deuses, uniu-se a Tártaro, as trevas abismais, gerando Tifão (ou Tífon). Ao perceber que estava grávida, aproveitou e transformou seu ainda não nascido filho em uma semente e deu a Hera, que sem suspeitar de nada plantou a semente no jardim do Olimpo. Quando Tifon surgiu todos os deuses fugiram apavorados para o Egito (razão pela qual esse povo dava aos seus deuses configurações zoomórficas e tinham seus animais como sagrados). Apolo tornou-se um falcão (Hórus), Ártemis uma gata (Bastet), Dioniso um bode (Osiris), Hefesto um boi (Ptah) etc. Apenas Atena teve coragem de permanecer na forma humana.

Eles tinham motivos para sentir tanto medo. Tífon era tão grande que sua cabeça tocava os astros celestes e suas mãos iam do Oriente ao Ocidente. As vigorosas mãos desse gigante trabalhavam sem descanso, e os seus pés eram infatigáveis; sobre os ombros, erguiam-se as cem cabeças de dragão, de cada uma se projetava uma língua negra e dos olhos das monstruosas cabeças jorrava fogo; o monstro emitia mil sons inexplicáveis e, por vezes, tão agudos que os próprios deuses não conseguiam ouvi-los; ora o poderoso mugido de um touro selvagem, ora o rugido de um leão feroz. A monstruosidade de Tífão superava a de todos os outros filhos de Gaia e nunca se havia visto antes um monstro tão gigantesco e horrendo quanto ele.


Zeus vs Tifão

Zeus, irritado com a própria covardia, volta a sua forma original e enfrenta o gigantesco inimigo. Zeus atingia Tifão com seus raios, mas este consegue derrubá-lo e utiliza uma foice para arrancar as veias principais de Zeus, o deixando inconsciente e conseguindo, assim, roubar os seus raios. Os raios e as veias de Zeus foram confiados a Delfim - um dragão que habitava a Cilícia. Tífon arrasta Zeus para uma caverna e o prende, pedindo para que a monstra Delfina o vigie enquanto Tifon sai a procura dos outros deuses.

Mas Hermes, junto com Pã, conseguiu libertar Zeus assustando Delfina (pois Pã é o deus do pânico). Hermes acha as veias de Zeus e as costura, entregando ao deus também os seus raios. De posse novamente de seus poderes, Zeus força Tifão a fugir para o monte Nisa onde as Parcas dão-lhe de comer, pois estava esfomeado, frutos que lhe diminuem a força. Ainda em fuga chega à Trácia onde pelo tanto do sangue derramado deu nome ao monte Hemos. Ainda perseguido, vai Tifão para a Sicília e depois Itália, onde Zeus, concentrando todas as forças, fulmina todas as cabeças do monstro que cai sobre a terra com estrondo. Zeus prende Tifão no monte Edna, onde o monstro continua a lutar pra se libertar, sacudindo toda a ilha com os terremotos. Suas chamas ainda saem através da montanha e é o que os homens chamam de erupção vulcânica.

Junto à esposa Equidna, Tifão foi pai de vários dos terríveis monstros que povoam as aventuras de heróis e deuses, como o Leão de Neméia, a Hidra de Lerna, a Quimera e Cérbero.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Os 12 Maiores Psicopatas do Cinema

O mundo do cinema está cheio de psicopatas malucos. Cada um com uma história diferente, mas todos têm em comum o fato de serem muito cruéis, perversos e completamente perturbados. A princípio, eles se mostram uma pessoa normal, conseguem enganar todo mundo, mas sempre tem uma hora em que a máscara cai, e eles revelam toda a sua maldade e só pensam em matar. Aí é a hora da perseguição entre assassino e mocinho de tirar o fôlego, que te deixa tenso e agoniado do outro lado da tela, tentando se comunicar via TV, gritando: CORRE! VAI! ISSO!!! Adoro essas cenas, às vezes até torço pro assassino :P Mas enfim, confira essa lista que eu fiz com os 12 melhores (ou piores) psicopatas do cinema, em minha opinião.

12. Irmãos Bo e Vincent (ambos interpretados por Brian Van Holt em A Casa de Cera, 2005)


Um deles, Vincent, é um homem assustador que esconde-se atrás de uma sinistra máscara de cera. Outro, o Bo, é um bonito rapaz, aparentemente normal. Mas ambos têm em comum o fato de serem completamente malucos, psicopatas que capturam e matam pessoas para que depois sejam transformadas em bonecos de cera hiper realistas. Eles vão causar o terror num grupo de jovens que apareceram naquela pequena e misteriosa cidade toda de cera. Adoro a cena em que Bo, armado com uma espingarda, procura a linda e espertíssima Carly naquela sala de cinema (que exibia ilustrosamente O Que Terá Acontecido a Baby Jane?), onde ela se escondia fingindo ser um dos vários espectadores de cera lá presentes. E aquela cena antológica em que Nick, irmão de Carly, está interrogando Bo enquanto Carly está presa embaixo deles, no subsolo, e consegue mesmo assim por o dedo para fora afim de alertar seu irmão, mas Bo finge que se abaixa para amarrar os sapatos e corta a ponta do dedo de Carly e guarda no bolso! Destaque também para aquele início genialmente bem feito do longa, que mostra a infância dos irmãos psicopatas.

11. Early Grayce (Brad Pitt em Kalifornia, 1993)


O casal Brian e Carrie decide viajar até a Califórnia para fotografar lugares onde aconteceram famosos crimes como forma de estudar os assassinos em série e conseguir divulgar um livro a respeito. Sem dinheiro, eles decidem convidar outro casal para dividir as despesas da viagem e acabam conhecendo Adele (Juliette Lewis) e Early Grayce (Brad Pitt). Mas eles descobrirão que estão mais próximos de um serial killer do que gostariam... Não tem coisa melhor do que ver Brad Pitt (meu ator favorito) no papel de um psicopata, ainda mais quando ele interpreta tão perfeitamente o personagem. Early Grace é um assassino que não mede seus atos, é um cara durão, sem frescura, que simplesmente mata quem achar que for preciso. Ao lado de Adele, sua meiga e submissa namorada (este é o meu casal favorito do cinema =P) ele vai conturbar, e muito, a viagem de Brian e Carrie e mostrar a eles o que é um serial killer de verdade. Amo esse filme!

10. Max Cady (Robert De Niro em Cabo do Medo, 1991)


Max Cady é um assassino e estuprador que foi condenado a prisão por culpa de seu advogado de defesa, Sam Bowden, que omitiu provas. Mas depois de passar 14 anos preso, Max volta com tudo para se vingar. Ele aproveitou o tempo livre na prisão para estudar direito e conhecer muito bem as leis. Com isso, ele começa um jogo psicológico e dentro da lei com seu ex-advogado, inclusive seduz sua filha (teria coisa pior para um pai?) e passa a atormentar "legalmente" toda a família, enquanto Sam não pode fazer nada contra ele. Mas o bicho realmente pega quando eles estão isolados no Cabo do Medo, uma espécie de iate da família, onde Max revela sua verdadeira natureza, um psicopata perverso e com sede de vingança, e as coisas ficam realmente feias para a família que se encontra a mercê de um assassino cruel e descontrolado. Grande interpretação de Robert De Niro, que foi indicado ao Oscar pelo papel.

9. Alex Forrest (Glenn Close em Atração Fatal, 1987)


O advogado bem sucedido e casado Dan (Michael Douglas) achou que ia simplesmente passar o sal na personagem de Glenn Close e depois largá-la, mas estava muito enganado. Ele se arrependeu e decidiu cancelar o affair, mas ela não vai esquecê-lo tão facilmente assim. A maluca se revela uma verdadeira psicopata e passa a perseguir e aterrorizar a família do cara, chegando a tomar atitudes extremas por "amor". Em certa cena, ela cozinha o coelho de estimação da filha do ex amante e tenta esfaquear a mulher dele, mas acaba se dando mal depois que ele mesmo a afoga na banheira.

8. Patrick Bateman (Christian Bale em Psicopata Americano, 2000)


Rico, bonito e psicopata, Patrick Bateman pira só de ver que alguém pode mais do que ele. O simples fato de um colega de trabalho ter um cartão de contato mais elaborado do que o dele, já é motivo para virar uma vítima desse playboy narcisista. E como esquecer aquela hilária cena em que ele corre pelado e com uma serra elétrica na mão para matar uma prostituta com a qual ele acabara de transar? A interpretação de Christian Bale merecia ao menos uma indicação ao Oscar. (Vocês perceberam a relação do sobrenome "Bateman" com o personagem que iria marcar a carreira do Bale anos depois, o "Batman"?!)

7. Anton Chigurh (Javier Barden em Onde os Fracos Não Têm Vez, 2007)


Llewelyn Moss (Josh Brolin) encontra uma maleta contendo dois milhões de dólares, só que ele nem imaginava a encrenca em que estava se metendo. Com isso, ele se botou na mira de Anton Chigurh (Javier Barden), um assassino frio, que agora está contando com o auxílio de um rastreador dentro da mala para perseguir incansavelmente o homem que a roubou, matá-lo e recuperar o dinheiro. Calado e sem nunca dar um sorriso, Anton mata tão naturalmente como anda e respira, baseando-se numa moeda para decidir se uma pessoa merece viver ou ser morta. O homem não hesita em meter chumbo em quem for preciso (e até mesmo em quem não for preciso) para encontrar e executar o portador do seu dinheiro. Além daquele seu cabelo esquisito, ele também chama atenção pelas armas que usa: uma espingarda com um silenciador enorme e uma arma de ar comprimido que em certa cena, ele utiliza para abrir um buraco na testa de um homem inocente. Barden ganhou um merecido Oscar de melhor ator coadjuvante pela sua interpretação simplesmente fantástica.

6. Peyton Flanders (Rebecca De Mornay em A Mão Que Balança o Berço, 1992)


Uma mulher traumatizada com o suicidio do esposo e consequentemente a perda de seu filho decidi trabalhar de babá justamente na casa da mulher que fez o seu marido se suicidar (vai ter que ver o filme pra saber o porquê) para ter sua vingança. Ela apresenta-se como uma mulher educada e muito dedicada, a babá perfeita, conseguindo facilmente o emprego, mas é, na verdade, uma psicopata com cara de anjo. Ela começa a se apegar bastante com a pequena filha da patroa e quer ficar com a criança para si. Para isso, ela passa a fazer de tudo para eliminar a mãe da menina. Esconde a bombinha de ar da verdadeira mãe da garota e quase mata a mulher sufocada, antes disso, preparou uma perigosa armadilha na estufa para matar a patroa, e quem não ficou com ódio dela depois do que ela fez com o jardineiro negão? Com essas e outras maldades cometidas sempre de forma indireta e insuspeita, Peyton vai destruindo a vida de toda a família sem ser descoberta. Mas como eu já disse, sempre tem uma hora em que a máscara cai e é quando a maluca pira mesmo e tenta matar todo mundo! A psicótica deixou muitos casais da vida real com o pé atrás na hora de escolher uma babá...

5. Annie Wilkes (Kathy Bates em Louca Obsessão, 1990)


Neste longa, Annie (Kathy Bates), uma conturbada ex-enfermeira com terríveis antecedentes criminais por matar bebês, é uma grande fã de Paul Sheldon (James Caan), um escritor de sucesso. Quando este sofre um acidente de carro durante uma nevasca, ela tem a sorte de encontrá-lo e o leva para casa dela, onde mora sozinha, tratando seu ídolo como um rei. Mas após descobrir que sua personagem favorita, a Misery, morre no último capítulo do livro que protagoniza, Annie fica muito decepcionada e aprisiona Paul em sua casa, exigindo que o escritor reescreva e altere a história. Para isso, ela o tortura e, inclusive, quebra os seus tornozelos com um machado para evitar que ele fuja, revelando-se uma mulher completamente perturbada. Kathy Bates ganhou um Oscar por sua interpretação fantástica desta fã psicótica, neste filme excepcional.

4. Esther (Isabelle Fuhrman em A Órfã, 2009)


Esther é uma órfã russa e a família que a adotou morreu em um incêndio. Mas agora, um casal traumatizado com a perda de um filho, mesmo tendo outros dois biológicos, decidem adotá-la. Eles nem imaginavam o quanto iriam se arrepender disto. De Jaume Collet-Serra, o mesmo diretor de A Casa de Cera que mais uma vez optou por uma história de assassino bem original, este filme é perfeito e Esther é a cereja do bolo. Muito bem interpretada pela ainda inexperiente Isabelle Fuhrman, ela consegue enganar a todos com aquela sua carinha de menina meiga e inocente, mas vai fazer da vida daquela família um inferno. As maldades que essa garota faz no filme são incomparáveis. Sínica, ela manipula e consegue jogar uma pessoa contra a outra só para conseguir o que quer, além disso, a sonsa arma cada uma pros seus irmãos e ainda se faz de coitadinha para o pai. Eu amo a Esther, ela é tão perturbada e louca, tem uma história incrível e a cena dela com a maquiagem toda borrada enquanto descobrimos o seu misterioso segredo, para mim, foi memorável, assim como aquela cena no hospital, em que ela leva um merecido tapa de sua mãe, a única que desconfiava dela e a empolgante briga que acontece entre ambas no final.

3. Jack Torrance (Jack Nicholson em O Iluminado, 1980)


Jack Nicholson interpreta Jack Torrance, um homem que, após entrar no quarto assombrado de um hotel, começa a enlouquecer e querer matar sua esposa e filho. Nicholson criou o maior psicopata do cinema com sua interpretação no mínimo espetacular de Jack Torrance. Em uma de minhas cenas favoritas, ele persegue loucamente sua mulher, com aquela cara de doido (que o Nicholson naturalmente já tem, por isso o papel lhe caiu como uma luva) e com um machado na mão, ao som de uma trilha sonora perturbadora - mas fantástica - e os gritos estridentes da esposa, que, desesperada, se tranca no banheiro junto com o filho. Jack diz, na maior cara de pau, que vai “assoprar” se os porquinhos não o deixarem entrar, e então, ele dá uma machadada na porta, e no buraco que fez, põe o seu rosto insano e diz: “Here’s Jonnhy”, nesta clássica cena que é inclusive a capa do filme. O próprio Jack Nicholson afirmou que nunca mais conseguiu livrar-se dos trejeitos do personagem depois de sua intensa atuação.

2. Hannibal Lecter (Anthony Hopking em O Silêncio dos Inocentes, 1991)


Culto e refinado; psicopata e canibal, o doutor em psicologia Hannibal Lecter é de causar calafrios! Ele faz movimentos pertubadores com os dedos e sons estranhos com a boca, sem falar naquele seu olhar penetrante que deixa qualquer pessoa intimidada. A mistura de elegância e inteligência associado ao seu hábito de comer carne humana, faz de Hannibal Lecter um dos maiores psicopatas do cinema e, claro, a soberba interpretação de Hopkins, que ganhou Oscar pelo papel, também contribuiu muito para isso. A cena em que Hannibal escapa de sua prisão é memorável! Além de tudo, o seu passado, explicado no filme Hannibal - A Origem do Mal, também é muito interessante e trágico. Ainda criança, ele perdeu ambos os pais na 2ª Guerra Mundial e os soldados nazistas, num acesso de fome devido ao intenso inverno, comeram sua irmazinha, o que despertou dentro de Hannibal este incomum gosto gastronômico, o que fez com que ele tivesse que usar esta icônica máscara. Anthony Hopkins deixou sua marca na história do cinema com este personagem inesquecível!

1. Norman Bates (Anthony Perkins em Psicose, 1960)


O primeiro colocado não poderia deixar de ser o tímido, adorável e totalmente insano Norman Bates. Ele é o primeiro grande serial killer da história do cinema, é o responsável pela cena de assassinato mais famosa da sétima arte - aquela em que ele esfaqueia uma mulher no chuveiro - guardava o cadáver de sua mãe em casa enquanto fingia ser a própria, vestindo suas roupas, imitando sua voz e matando em seu nome qualquer moça que aparecesse naquele seu isolado e remoto hotel. Inspirado no "serial killer" real Ed Gein, o mestre Hithcock trouxe ao cinema pela primeira vez a figura de um psicopata, abrindo portas para todos os outros filmes desta lista. Um clássico na melhor definição da palavra.

~ Menções Honrosas ~


Jason, Freddy Krueger, Mike Mayers, Leatherface, Ghostface, Chuck, Pinhead e cia. Estes serial killers são a pura personificação da morte e do medo. Com um facão, garra, motosserra ou sei lá o quê, eles dilaceram facilmente suas vítimas, que geralmente são adolescentes que acabaram de transar, fazendo muitas cabeças voarem e muito sangue jorrar. Mesmo eles sendo clássicos e muito populares, não tem como eles competirem com esses mestres da lista, né?

Sintam-se livres para dizer nos comentários se vocês acham que faltou alguém na lista e qual o seu psicopata favorito do cinema, vou adorar saber! 

Curta: "Haunt"

Este é um curta de animação feito em stop motion criado por Glenn Zimmatore, baseado em um pesadelo de infância do seu irmão mais novo. O curta é simples, mas bem assustador. Assista em tela cheia, no escuro e com o fone no último volume!!!



Eu adorei!