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quinta-feira, 7 de julho de 2011

6 Mulheres Diabólicas!

No decorrer da história, nós conhecemos muitas figuras masculinas que foram/são uns verdadeiros capetas, à lá Hittler, Stálin, Pol Pot, Ivan, o Terrível etc. Mas e as mulheres? Apesar de serem o denominado "sexo frágil",  Saiba que elas podem ser bem malvadas, a ponto de figurarem entre os humanos mais cruéis de todos os tempos. Conheça algumas das mulheres mais malévolas, pérfidas, psicóticas e que apesar da beleza (de algumas) nenhum marmanjo ousaria chegar perto!

Valéria Messalina


Com um temperamento menos violento, ela ficou famosa por “apunhalar” seu marido centenas de vezes, traindo-o com outros homens. Ela foi a terceira esposa do imperador romano Cláudio, em 38 D.C. O casamento durou dez anos, período em que ela se fez passar por prostituta numerosas vezes e chegou a fazer uma competição com uma delas, para ver quem fazia sexo com mais homens em 24 horas. Messalina venceu, com 25 parceiros. Em 48 D.C, armou um complô com um de seus amantes para matar Cláudio. O plano, no entanto, foi descoberto antes de ser posto em prática e Messalina foi executada. Seu nome até hoje designa mulheres adúlteras e vadias, por falta de uma palavra melhor.

Delphine LaLaurie

Mais conhecida como Madame LaLaurie, Delphine foi uma socialite de Nova Orleans, casada com o traficante de escravos Jean Blanque, que morreu cedo. Em abril de 1834, um incêndio tomou a cozinha da mansão e os bombeiros encontraram mais do que labaredas por lá.
Nos escombros, encontraram dois escravos acorrentados. A dupla – que havia começado o fogo pra chamar atenção – levou os bombeiros para o sótão, onde havia mais ou menos uma dúzia de outros escravos presos nas paredes e no chão.
Aparentemente, LaLaurie havia instalado uma filial do laboratório do Dr. Frankenstein. Suas vítimas estavam amputadas, tinham bocas costuradas e sexos trocados (!). Teve boatos de que ela até executou uma cirurgia bizarra para transformar um dos escravos em caranguejo, realocando os membros de seu corpo. #tenso. Infelizmente, a justiça tardou e falhou – Delphine nunca foi pega pelos seus crimes.



Ilse Koch

Os homens nazistas marcaram a história com muitos casos cruéis, mas Ilse Koch mostrou que a maldade não está só no cromossomo Y. Apelidada de “a maldita de Buchenwald”, Ilse foi casada com Karl Otto Koch, membro da SS, e superou o marido no quesito sadismo.
Ela ficou conhecida por ostentar uma coleção um tanto quanto sinistra – Ilse arrancava a pele de presos com tatuagens para criar revestimentos “exóticos” para as cúpulas das lamparinas de sua casa! Além disso, dizem que a mulher tinha o costume de andar nua pelos campos de concentração armada com um chicote: aquele que ousasse olhar para ela duas vezes apanhava feio. Ilse foi presa no fim da guerra e acabou se enforcando dentro de sua própria cela.



Mary Ann Cotton

Mary Ann Cotton não era mole. Aos vinte anos de idade, ela se casou com William Mowbray e começou uma bela família – teve cinco filhos! Só que quatro deles morreram com “febre gástrica e dores de estômago”. Estranho, mas na época ninguém achou suspeito.
Mary Ann teve outros três filhos que, veja só, também faleceram. Logo em seguida, foi William quem partiu desta para uma melhor, por causa de uma “doença intestinal”, em 1865. A inglesa recebeu um dinheirinho de pensão e seguiu a vida, casando-se com George Ward logo depois. Só que George morreu do mesmo mal que William, assim como os dois últimos filhos da mulher. Acredita?
A imprensa estranhou (já estava na hora, né?). Pesquisaram o passado de Mary Ann e desenterraram um histórico impressionante: ela tinha perdido três maridos, um amante, um amigo, a mãe e os doze filhos – todos de febre gástrica. Resultado? Ela foi enforcada lentamente em 1873 por homicídio causado por envenenamento. Sabe como é. Algumas pessoas não se dão bem com arsênico.

Belle Gunness

Eis a história de Belle Gunness, uma serial killer que era um mulherão – literalmente, ela media 1.83m! Belle impunha respeito e metia medo em Chicago. A norueguesa cometeu crimes parecidos com a amiga ali de cima, mas desta vez não foi loucura. Foi pura ganância.
Ela matou seus dois maridos e todos os filhos que nasceram destas uniões, além de inúmeros namorados e pretendentes. Tudo para pegar o dinheiro dos seguros de vida (ou os trocados em seus bolsos). Dizem que, no total, foram mais de 20 vítimas, mas só conseguiram confirmar meia dúzia de mortes, incluindo a das suas duas filhas, Myrtle e Lucy.
A matadora não foi julgada e muito menos presa. Morreu supostamente em um incêndio criminoso, mas o corpo estava sem a cabeça – que nunca mais foi encontrada. Além disto, o laudo percebeu que o cadáver ali na maca era um pouco menor do que Belle. E aí, conspirólogos?



Katherine Knight

Para terminar, mais uma viúva negra. Katherine foi à primeira mulher australiana a ser sentenciada a prisão perpétua – graças ao seu histórico criminal recheado de violência. Exemplo? Ela basicamente quebrou os dentes de um ex-marido, degolou o cachorro filhotinho na frente de outro marido (no maior estilo “o próximo pode ser você”) e perfurou o estômago do terceiro com uma tesoura.
Mas o homem que teve menos sorte (ou mais azar) foi John Charles Thomas Price, um namorado que acabou morrendo com uma faca de açougueiro enterrada no corpo – trinta e sete vezes.  Enquanto dormia.
E como se não bastasse, Katherine pegou o corpo, esfolou a pele ensangüentada dele e pendurou-a na porta da frente. Cortou a cabeça e colocou-a na panela de fazer sopa e, para finalizar, assou as nádegas do homem! Ela ainda fez um molhinho e uma salada para acompanhar e estava preparando a mesa do banquete para os filhos dele quando a polícia chegou. Cruzes!


Vocês devem ter sentido a ausência da principal, Elizabeth Bathory. Ela só não está na lista porque já fiz um post só dela. Clique aqui para ler.

Fonte: Revista Super Interessante

quinta-feira, 10 de março de 2011

Josef Mengele e as Experiências Médicas Nazistas

Durante a Segunda Guerra Mundial vários médicos alemães realizaram “experiências” desumanas, cruéis, e muitas vezes mortais em milhares de prisioneiros dos campos de concentração.

O principal deles foi Josef Mengele (foto), que  torturou e matou milhares de pessoas em nome da ciência nazista.


Josef Mengele nasceu em Günzburg, na Alemanha, em 1911. Estudou medicina e filosofia na Universidade de Munique, onde "mergulhou'' em temas que visam o aprimoramento genético humano. Na Segunda Guerra, em 1942, foi condecorado por bravura militar. No ano seguinte, foi para o campo de concentração de Auschwitz como coronel-médico da SS (a tropa de elite nazista). Mandou então executar 400 mil prisioneiros, entre judeus, ciganos, gays e deficientes físicos. Os poupados da morte imediata eram enviados para o "zoológico", os barracões onde ficavam as cobaias humanas de seus experimentos. Entre eles, havia principalmente irmãos gêmeos, anões e portadores de deficiências físicas. 

Josef Mengele exercia seu “trabalho” em um campo de concentração vizinho ao famoso Auschwitz. Lá, o "Anjo da morte", como ficou conhecido, dissecava pessoas vivas, amputava pernas e braços de crianças, sem anestesia nenhuma, para tentar, sem sucesso, regenerá-los. Com injeções, tentava injetar tinta azul em olhos de crianças para alterar a cor, mas só provocava infecções ou cegueira, jogava prisioneiros em água fervente ou extremamente gelada para ver o quanto suportavam. Era fascinado por gêmeos. Injetava o sangue de um em outro, de tipo sanguíneo diferente, para ver a reação e também literalmente costurava gêmeos para tentar criar artificialmente gêmeos siameses! Os que sobreviviam às experiências, eram logo assassinados para dissecação e mais observações. Muitos, posteriormente, tinham seus restos mortais dissolvidos em ácidos, restando apenas os ossos.

No fim da Segunda Guerra, Josef Mengele fugiu do campo de concentração em janeiro de 1945, dias antes de sua liberação. Ele nem sequer foi citado nos Julgamentos de Nuremberg e como muitos outros criminosos nazistas converteu a América do Sul em seu esconderijo, acolhendo-se na Argentina, onde permaneceu algum tempo. Em 1985, a descoberta de cartas de Mengele para um contato na Europa revelou seu refúgio no Brasil. Mas já era tarde, pois Megele morreu afogado em Bertioga (SP) em 1979. Seus ossos se encontram em poder do Instituto Médico Legal de São Paulo, em local não revelado para evitar peregrinações de neonazistas. A família nunca requisitou o corpo.

Josef Mengele foi apenas o mais famoso e conhecido dentre os vários "Médicos-Monstros" que atuaram na Segunda Guerra Mundial fazendo experimentos como os que vocês verão a seguir:

Experimentos sobre Congelamento

 

Um dos experimentos mais utilizados nos campos de concentração pelo alto comando Nazista foi o de congelamento/hipotermia. Como as forças germânicas estavam doentes e mal preparadas para o inverno Russo, os chefes acharam por bem preparar seus soldados para o frio. Em 1941, a Luftwaffe conduziu experimentos para aprender como tratar a hipotermia. As experiências eram divididas em duas partes. Primeira: verificar o tempo que demoraria para a temperatura do corpo abaixar até se dar a morte. Segunda: descobrir a melhor forma de tentar reanimar a pessoa. O estudo forçou pessoas a ficarem em um tanque de água semi congelada por até três horas. Outros estudos colocaram prisioneiros nus em campo aberto durante várias horas com temperaturas abaixo de zero. Uma sonda que mede a diminuição da temperatura corporal era inserido no ânus e era mantida no lugar por um anel metálico expansível, que foi ajustada para abrir dentro do reto para segurar a sonda firmemente no lugar. A vítima era colocada em um uniforme da força aérea, e depois colocada na poça de água fria e começava a congelar. O objetivo foi determinar quanto tempo o corpo humano pode sobreviver a tais temperaturas e avaliar diferentes formas de reaquecimento dos sobreviventes. Essas experiências foram realizadas por Mengele e seu equivalente da Força Aérea, o médico Sigmund Rascher da Luftwaffe.

Experimentos sobre Malária

 

A maioria das experiências tinha por objetivo desenvolver e testar medicamentos, bem como métodos de tratamento para ferimentos e enfermidades dos soldados alemães, como por exemplo a Malária. Em torno de fevereiro de 1942 e abril de 1945, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau, a fim de investigar imunização para o tratamento da Malária. Detentos saudáveis foram infectados propositalmente pelo mosquito ou por injeções de extratos de glândulas mucosas das fêmeas de mosquitos infectados. Depois de contraírem a doença, estas pessoas foram tratadas com várias drogas para testar sua relativa eficiência. Mais de 1.000 pessoas foram utilizadas nesses experimentos, e desses, mais da metade morreu como resultado.

Experimentos sobre gás mostarda

 

Diversas vezes entre setembro de 1939 e abril de 1945, experimentos foram conduzidos em Sachsenhausen, Natzweiler, e outros campos para investigar o tratamento mais eficaz das feridas causadas por gás mostarda. Pessoas foram deliberadamente expostas à gás mostarda e outros gases, o que causava graves queimaduras químicas na pele. As vítimas feridas foram então testadas para encontrar o tratamento mais eficaz para as queimaduras de gás mostarda.

Experimentos sobre esterilização 

 

Outras experiências repugnantes tinham por meta facilitar os objetivos raciais nazistas, com uma série de experiências de esterilização, realizadas principalmente em Auschwitz e Ravensbrueck. Lá, os  "cientistas" testaram diversos métodos, com o objetivo de desenvolver um procedimento eficaz e barato de esterilização em massa de judeus, ciganos, e outros grupos considerados pelos nazistas como racial ou geneticamente indesejáveis. A radiação era o tratamento favorito para a esterilização. A exposição de pessoas à radiação destruia sua capacidade para produzir óvulos ou espermatozóides. A radiação foi administrada enganando os presos, estes eram levados para uma sala e pedia-se o preenchimento de formulários, que levava dois a três minutos. Alguns eram submetidos a seções de raio X, mais na realidade estavam sendo expostos a radiação. O tratamento de radiação era administrado sem o conhecimento dos presos, tornando-os completamente estéreis. Muitos sofreram graves queimaduras.

 

Experimentos sobre a água do mar

 

Em torno de julho de 1944 e de setembro de 1944, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau para estudar vários métodos de tornar a água do mar potável. Em certo momento, um grupo de cerca de 90 ciganos foram privados de comida e água, sendo dado de beber somente água do mar pelo Dr. Hans Eppinger, o que os deixou gravemente feridos. Eles ficaram tão desidratados que lambiam os pisos recém-lavados, numa tentativa de obter água potável.


Experimentos com venenos

 

Em torno de dezembro de 1943 e outubro de 1944, experimentos foram conduzidos em Buchenwald para investigar o efeito de diferentes venenos. Os venenos foram administrados secretamente na alimentação de indivíduos. As vítimas morreram em consequência do envenenamento ou foram sacrificadas imediatamente, a fim de permitir autópsias. Em setembro de 1944, eram disparadas balas venenosas contra os presos, que após a tortura, faleciam.


Uma vítima das experiências médicas nazistas. Foto tirada no campo de concentração de Buchenwald, Alemanha, data indeterminada.
— United States Holocaust Memorial Museum
Herta Oberhauser, que foi médica no campo de concentração de Ravenbrueck, é sentenciada no Julgamento dos Médicos em Nuremberg. Oberhauser foi considerada culpada por realizar experiências médicas nos prisioneiros dos campos e foi sentenciada a 20 anos de prisão. Nuremberg, Alemanha, 20 de agosto de 1947.
— National Archives and Records Administration, College Park, Md.
A sobrevivente do campo de concentração Jadwiga Dzido mostra a perna com cicatrizes para a Corte de Nuremberg enquanto um médico explica a natureza dos procedimentos infligidos nela no campo de concentração de Ravensbrück em 22 de novembro de 1942. As experiências médicas, incluindo injeções de bactérias altamente potentes, foram realizadas pelos réus Herta Oberheuser e Fritz Ernst Fischer. 20 de dezembro de 1946.
— National Archives and Records Administration, College Park, Md.
Foto da perna desfigurada de uma sobrevivente de Ravensbrueck usada para a investigação dos crimes de guerra. Helena Hegier (Rafalska) foi sujeita a experiências médicas em 1942. Esta fotografia foi requisitada como evidência para a acusação no Julgamento dos Médicos em Nuremberg. As cicatrizes da desfiguração são resultado das incisões feitas por equipes médicas e que eram propositalmente infectadas com bactérias, sujeira e cacos de vidro.
— DIZ Muenchen GMBH, Sueddeutscher Verlag Bilderdienst

Eduard, Elisabeth, e Alexander Hornemann. Os meninos, vítimas de experiências médicas com tuberculose no campo de concentração de Neuengamme, foram assassinados pouco tempo antes da liberação. Elisabeth morreu de tifo em Auschwitz. Holanda, pré-guerra.
— Guenther Schwarberg
Jacqueline Morgenstern, 7 anos de idade, mais tarde uma vítima de experiências médicas com tuberculose no campo de concentração de Neuengamme. Ela foi assassinada pouco antes da libertação do campo. Paris, França, 1940.
— Guenther Schwarberg
Cigano vítima das experiências médicas nazistas para transformar água marinha em água potável. Campo de concentração de Dachau, Alemanha, 1944.
— National Archives and Records Administration, College Park, Md

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Elizabeth Báthory: A Condessa Sanguinária

Elizabeth Bathory (Erzsebet Báthory, do original), foi uma condessa húngara da renomada família Bathory e também uma das mulheres mais perversas e sanguinárias que a humanidade já conheceu. Ela entrou para a história por uma suposta série de crimes hediondos e cruéis que teria cometido, vinculados com sua obsessão pela beleza. Os relatos sobre ela ultrapassam a fronteira da lenda e a rotulam através dos tempos como a terrível Condessa de Sangue.

Nascida no dia 7 de Agosto 1560, filha de pais de famílias aristocráticas da Hungria, Elizabeth cresceu numa época em que as forças turcas conquistaram a maior parte do território húngaro, assistindo aos violentos conflitos territoriais (entre turcos e austríacos) e religiosos (católicos e protestantes). Vários autores consideram esse o grande motivo de todo o seu sadismo, já que conviveu com todo o tipo de atrocidades quando criança, vendo inclusive suas irmãs sendo violentadas e mortas por soldados em um ataque ao seu castelo. Foi criada na propriedade de sua família em Ecsed, na Transilvânia. Quando criança, sofreu convulsões seguidas de mudanças repentinas de humor e ataques de raiva. Teve uma ótima educação, inclusive sendo excepcional pela sua inteligência. Falava fluentemente húngaro, latim, grego e alemão. Embora capaz de cometer todo tipo de atrocidade, ela tinha pleno controle de suas faculdades mentais.

Bela e vaidosa, Elizabeth ficou noiva do conde Ferenc Nádasdy aos onze anos de idade, passando a viver, no castelo Cachtice, em Sárvár. Em 1574, ela engravidou de um camponês quando tinha apenas 14 anos. Quando sua condição se tornou visível, escondeu-se até a chegada do bebê. O casamento ocorreu em maio de 1575. O conde Nadasdy era militar e, frequentemente, ficava fora de casa por longos períodos. Nesse meio tempo, Elizabeth assumia os deveres de cuidar dos assuntos do castelo da família Nadasdy. Foi a partir daí que suas tendências sádicas começaram a revelar-se, com a tortura de um grande número de seus escravos, principalmente mulheres jovens - Especula-se que sua predileção por garotas tenha raízes em sua própria adolescência, época em que convivia com uma tia bissexual.

Quando adulta, Elizabeth tornou-se uma das mais belas aristocratas. Quem em sua presença se encontrava, não podia imaginar que por trás daquela atraente mulher, havia  uma psicopata com um mórbido prazer em ver o sofrimento alheio. Num período em que o comportamento cruel e arbitrário dos que mantinham o poder para com os criados era algo comum, o nível de crueldade de Elizabeth era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava todas as desculpas para infligir castigos, deleitando-se na tortura e na morte de suas vítimas. Espetava agulhas em vários pontos sensíveis do corpo das suas vítimas, como, por exemplo, sob as unhas. No inverno, executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar pela neve, despejando água gelada nelas até morrerem congeladas. O marido de Báthory juntava-se a ela nesse tipo de comportamento sádico e até lhe ensinou algumas modalidades de punição: o despimento de uma mulher e o cobrimento do corpo com mel, deixando-o à mercê de insetos.

Em 1604 seu marido morreu e ela se mudou para Viena. Desse ponto em diante, conta a história que seus atos tornaram-se cada vez mais pavorosos e depravados. Em um acesso de raiva teria chegado a abrir a mandíbula de uma serva até que os cantos de sua boca se rasgassem. A fama de vampira surgiu, num primeiro momento, do seu hábito de morder e dilacerar a carne de suas criadas. Mas Elizabeth foi ainda mais longe. Há relatos de que numa certa ocasião, uma de suas criadas puxou seu cabelo acidentalmente aos escová-los. Tomada por uma ira incontrolável, Bathory a espancou até a morte. Dessa forma, quando o sangue espirrou em seu rosto, se encantou em vê-lo clarear sua pele depois de seco. Daí vem a lenda de que a condessa se banhava em sangue em busca da beleza eterna.

Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Elizabeth no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia (suposta amante), de quem pouco se sabe a respeito. Quando Darvulia adoeceu, Elizabeth se voltou para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Elizabeth, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas, das quais bebia o sangue. Em virtude de estar tendo dificuldade para arregimentar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas atividades se espalhavam pelas redondezas, Elizabeth seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio. 

Os criados que escaparam da tortura da condessa, foram cúmplices dela. Entre os cúmplices posteriormente julgados com a condessa, estavam a babá de seus 4 filhos (Anna, Ursula, Katherina e Paul), o servo aleijado Ficzko, outra serva chamada Dorka e uma camponeza que muitos acreditavam ser bruxa.

No início do verão de 1610, tiveram início as primeiras investigações sobre os crimes de Elizabeth Báthory. Todavia, o verdadeiro objetivo das investigações não era conseguir uma condenação, mas sim confiscar-lhe os bens por motivos de dívidas de seu finado marido.

Elizabeth teria sido flagrada em seu estranho banho pelo seu primo, o conde Thurzo e, descoberta, foi presa no dia 26 de dezembro de 1610. O julgamento teve início alguns dias depois, conduzido pelo conde Thurzo. Uma semana após a primeira sessão, foi realizada uma segunda. Nesta, foi apresentada como prova uma agenda encontrada nos aposentos de Erzsébet, a qual continha os nomes de 647 vítimas, todos registrados com a sua própria letra.

Seus cúmplices foram condenados à morte. Elizabeth foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi encarcerada em um aposento do castelo de Čachtice, sem portas ou janelas. A única comunicação com o exterior era uma pequena abertura para a passagem de ar e alimentos. A condessa permaneceu lá os seus três últimos anos de vida, tendo falecido em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras dos Báthory, em Ecsed.

No julgamento de Isabel, não foram apresentadas provas sobre as torturas e mortes, baseando-se toda a acusação no relato de testemunhas. Após sua morte, os registros de seus julgamentos foram lacrados, porque a revelação de suas atividades constituiriam um escândalo para a comunidade húngara reinante. O rei húngaro Matias II proibiu que se mencionasse seu nome nos círculos sociais.

Cinema

Em 2008, foi filmado "Bathory", sendo este uma produção da República Tcheca. O filme romantiza a história da condessa, assim como lança algumas possíveis explicações para as lendas que surgiram sobre ela. Em 2009, outro filme sobre Elizabeth é lançado, trata-se de uma produção alemã intitulada "The Countess" (A Condessa). Sobre este último, segue o trailer abaixo:



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

John Wayne Gacy, o "Palhaço Assassino"

Nascido em Chicago no dia 17 de março de 1942, John Wayne Gacy teve uma infância meio traumática: era espancado sem grandes motivos e chamado de "bichinha" pelo pai alcoólatra, que também batia em sua mãe. John era o único filho homem, tendo duas irmãs.

Aos 11 anos, John Wayne Gacy foi atingido na cabeça por um balanço, o que lhe causou um traumatismo craniano. Nos cinco anos seguintes, periodicamente sofria escurecimentos da visão. Foi descoberto um coágulo em seu cérebro, que foi removido cirurgicamente, e houve a redução do problema. Mas ele continuou fraco de saúde, o que fez com que se afastasse de atividades mais masculinas, como esportes violetos.

Apesar de todos os problemas, Wayne formou-se na faculdade de Administração, casou-se e administrava muito bem um pequeno restaurante com sua esposa. Até que acabou sendo acusado de ter abusado sexualmente de um jovem empregado. John Wayne Gacy contratou um adolescente assassino para espancar uma testemunha da promotoria, e mais acusações pesaram sobre ele, assim só piorou a sua situação e pegou dez anos de prisão, mas foi solto em dois anos por bom comportamento. Entretanto, sua esposa o largou neste período. Gacy voltou então para Chicago.

Depois disso John Wayne tornou-se uma cidadão exemplar, trabalhando com a política local e se fantasiando de palhaço em festa infantis, ficando muito querido pelas crianças da cidade, o tipo de pessoa que dificilmente cometeria algum crime...


Foi então que começou a matar, perto de fazer 30 anos, em 1972. Muitas vezes atacava conhecidos, mas em outras ocasiões abordava pessoas na rua, às vezes de uma forma convidativa, outras mais intimidativo. suas vítimas eram todos homens – adolescentes ou jovens adultos. Os rapazes recebiam propostas de emprego, iam até a casa de Gacy, eram embebedados, amarrados numa cadeira e sexualmente violentados. Sodomizava-os, torturava-os e depois os matava, geralmente sufocados ou estrangulados. Jogava os corpos no porão de sua casa, sob um alçapão oculto.

John Wayne foi pego em 1978. Sua empresa prestou um serviço de reforma a uma loja, e nesta loja Gacy convidou um jovem a trabalhar em sua firma. O jovem, quando foi encontrar Gacy à noite, disse a amigos o que estava indo fazer. Quando se notou o seu sumiço, a polícia foi à casa de Gacy e sentiu o odor pútrido da morte. Entretanto, não foram encontrados corpos, mas: sedativos, algemas, livros sobre homossexualismo, instrumentos para “jogos” sexuais, uma pistola, um pênis de borracha, maconha, além de objetos que aparentavam não pertencer a Gacy.


A polícia começou a periciar as evidências e instituiu vigilância sobre ele. Descobriu-se então sobre o seu passado (a condenação em outro estado) e que vários empregados seus, que geralmente eram menores, haviam desaparecido. Acabaram, então, voltando à sua casa, que ainda tinha aquele cheiro horrível. "É só um entupimento nos canos de esgoto", explicou Gacy, tentando enganar os policias novamente, mas desta vez eles decidiram investigar. No porão, sob o alçapão oculto, foram encontrados os restos de vinte e nove garotos entre nove e vinte e sete anos, com sinais de tortura, violências sexuais e estrangulamento.

Em 1988, Gacy foi condenado a 21 prisões perpétuas e 12 penas de morte. Já preso, John Wayne Gacy tentou culpar “Jack Hanson”, uma suposta segunda personalidade sua. Em um depoimento, desenhou um mapa com a disposição dos corpos – em seguida, aparentou desmaiar. Quando “voltou a si”, disse que foi “Jack” o autor do desenho. 

Enquanto aguardava no Corredor da Morte do Menard Correctional Center de Illinois, Gacy - apelidado pela imprensa de "Palhaço Assassino" - passava o tempo fazendo desenhos infantis, especialmente palhaços.

Uma das pinturas de John Wayne Gacy

Apesar das contradições e negativas, alguns fatos foram descobertos sobre seu modus operandi: sabe-se que gostava de ler passagens bíblicas enquanto enforcava as vítimas; outras vezes, vestia-se de palhaço enquanto as torturava. Enfiava as cuecas dos rapazes em suas bocas para sufocá-los. John Wayne Gacy encaixa-se perfeitamente na fantasia do “Palhaço Assassino”.

Tinha uma rotina obsessiva na cadeia: anotava cada ligação, carta ou visita recebida, e até mesmo o que comeu. Conta-se que, nos 14 anos que esteve preso, passou a abusar de álcool e tentou suicídio.
Pouco antes de morrer, em 1994, de injeção letal, já sedado, pronunciou suas últimas palavras: “Kiss my ass!” (Beije minha bunda!).