terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quando os Mortos Matam - Capítulo 4

 Capítulo 4

Os carros continuavam a aparecer, não havia ninguém em nenhum deles, e isso já estava nos deixando preocupados, nossa chance de encontrar o tio Paulo vivo diminuía cada vez mais. Vítor estava ao meu lado, no banco do carona, curvado, com os cotovelos apoiados na perna e com as mãos na cabeça, claro sinal de nervosismo e ansiedade.
Fomos seguindo até que avistamos a silhueta de algumas pessoas mais a frente, nós ficamos todos felizes achando que eram alguns sobreviventes, mas conforme nos aproximamos percebemos que não eram mais pessoas. Mesmo assim me certifiquei bem, antes de passar com o carro por cima de todos eles.
Depois de tanto sacrifício, chegamos ao Hipermercado. Estava tudo muito silencioso, quando entramos vimos que não havia ninguém. Então, Vítor desesperado por querer achar o seu pai, começou a gritar chamando por ele. Eu disse para ele fazer silêncio, pois poderia atrair os zumbis.
Fomos andando pelo Hipermercado que de tão grande parecia um Shopping Center, só que abandonado pois, como eu já disse, não havia ninguém, até aonde nossa vista alcançava.
Com o objetivo de achar o tio Paulo, nós nos separamos. Vítor e Leandro, armados com suas metralhadoras, foram pelo lado direito do mercado, enquanto eu, Fernanda, Pedro e July fomos pelo outro lado, os corredores eram enormes, divididos em produtos de limpeza, carnes, frios, etc.      
Andamos e andamos até que ao dobrar-mos em um corredor, avistamos três deles, pelas roupas julgamos que seriam uma simples família, uma senhora, um rapaz e uma jovem adolescente, que era, ou melhor, foi uma linda garota. Nós os matamos.
Parece que Vítor e Leandro também encontraram companhia, pois nós escutamos vários tiros, seguidos por gritos do Vítor e Leandro pedindo socorro, nós demos a volta em todo o mercado até achar eles. Vítor estava sendo atacado por um zumbi, e o pior, este zumbi era o seu pai. Com o terno todo ensanguentado e rasgado.
Vítor empurrava a cabeça da criatura para trás, para que ele não o mordesse, a sua metralhadora estava no chão, e mesmo assim nós não podíamos atirar, pois corria o risco de acertar no Vítor, eles estavam muito próximos.
Vítor não aguentou a força que o zumbi estava fazendo contra ele, então ele caiu no chão, se desconcentrou e foi mordido no ombro, dando um grito que ecoou por todo o Mercado.
Eu tinha que fazer alguma coisa, olhei ao meu redor, estávamos em um corredor onde tinha vários utensílios de cozinha, então eu peguei uma faca enorme, tirei da embalagem e enfiei na parte de trás da cabeça do zumbi que estava no chão por cima do Vítor, e então ele morreu.
Ajudamos Vítor a levantar e analisamos a sua mordida. O zumbi não arrancou um pedaço, mas deixou várias marcas profundas de dentes. Nada que um curativo não resolva, e para isso fomos até a farmácia que havia dentro do Mercado.
Usando esparadrapos, gaze, e um pouco de soro que encontramos pela farmácia, Fernanda fazia um curativo no Vítor, enquanto eu e Leandro ficamos de guarda na porta, caso mais mortos-vivos aparecessem.
Quando Fernanda terminou de fazer o curativo no ombro do Vítor, saímos da farmácia para ir embora do mercado, quando Pedro e July reclamaram de fome, realmente com todo esse sufoco, nem tomamos café da manhã e já estava na hora do almoço. Fomos a uma área do hipermercado onde tinha vários artigos esportivos e pegamos uma mochila para botar comida, afinal precisávamos de suprimentos para sobreviver. Pegamos água, refrigerantes, pacotes de biscoitos, salgadinhos, tudo o que fosse não perecível e pronto para consumo.
Enquanto pegávamos os suprimentos, um zumbi lentamente se aproximava de nós, tínhamos tempo suficiente para pegar comida e ir embora sem precisar gastar bala com ele, mas eu fiz questão de mata-lo, adorava estourar os miolos dessas criaturas, servia como uma terapia para mim, de certa forma eu me sentia bem.
E então já estávamos nos dirigindo à porta de saída do mercado quando mais um deles surgiu, com o terno todo rasgado e vermelho de sangue, devia ser outro segurança, seus olhos estavam ambos revirados e vinha com os braços estendidos em nossa direção. Mas uma coisa o diferenciava dos outros, ele corria, e rápido, vinha para cima de nós e quando se aproximou, Vítor o metralhou. O zumbi caiu no chão então eu me aproximei um pouco e dei o tiro fatal na cabeça.
De onde ele surgiu, muitos outros, dezenas de zumbis, resolveram aparecer, alguns cambaleavam, mas a maioria corria, estavam atrás de nós, a apenas uns 100 metros de distancia, não podíamos enfrentá-los pois eram muitos e no primeiro carregar de arma eles nos pegariam, então disse para todo mundo correr para dentro do carro.  Estranho pois quando chegamos aqui aparentemente não havia nenhum deles, mas agora é como se eles sentissem o cheiro da carne fresca a quilômetros.
Uns e outros apareciam na nossa frente, fomos atirando neles, Vítor e Leandro me ajudavam, enquanto Fernanda ficava segurando Pedro e July pelas mãos.
Depois de muito sacrifício, conseguimos chegar ao carro, os zumbis corredores quase nos alcançaram, ficavam batendo nas janelas, e antes que eles pudessem quebra-las eu liguei o carro e acelerei, fomos embora sem fazer a mínima idéia de para onde íamos.

1 comentário:

  1. muito bom, pena do Victor, vai morrer sem saber nem por que...

    (ainda nao mostrou o nome do personagem principal)

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