segunda-feira, 9 de Maio de 2011

A Incrível Guerra de Tróia


A lenda conta que a deusa (ninfa) do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Poseídon. Porém Prometeu fez uma profecia que o filho da deusa seria maior que seu pai, então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, tencionando enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos foi Aquiles, e sua mãe, visando fortalecer sua natureza mortal, o mergulhou quando ainda bebê nas águas do mitológico rio Estige. As águas tornaram o herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para mergulhá-lo no rio (daí a expressão "calcanhar de Aquiles", significando ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros, porém, ainda é mortal. Mais tarde, sua mãe profetisa que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido. Aquiles escolhe a glória.

Para o casamento de Peleu e Tétis todos os deuses foram convidados, menos Éris (ou Discórdia). Ofendida, a deusa compareceu invisível e deixou à mesa um pomo de ouro com a inscrição "À mais bela". As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram o título de mais bela e o pomo. Zeus não quis ser o juiz, para não descontentar duas das deusas, então ordenou que Páris resolvesse a disputa.

Páris era filho de Príamo, rei de Tróia, mas quando a esposa de Príamo, Hécuba, estava grávida de Páris, sonhou que estava dando à luz a uma porção de serpentes que se enrolavam uma nas outras e silvavam. Chamados a interpretar este sonho, os adivinhos disseram que o menino causaria a ruína da família e a destruição de Tróia, assim, quando o bebê nasceu, Priamo ordena para um serviçal atirar a criança do alto de uma montanha. O encarregado de cumprir a ordem real não tem coragem de matar o bebê e o abandona. Ele foi encontrado por um pastor, sendo criado para também se transformar em um deles.

Páris cresceu e se tonou um belo pastor de ovelhas. Certo dia, enquanto ele estava vigiando seu rebanho, Hermes levou as três deusas para que as julgasse. Para ganhar o título de "mais bela", Atena ofereceu a Páris poder na batalha e sabedoria, Hera ofereceu riqueza e poder e Afrodite, o amor da mulher mais bela do mundo. Páris deu o pomo à Afrodite, ganhando sua proteção e o ódio das outras duas deusas contra si e contra Troia.

Helena e Páris, quem diria que uma paixão resultaria em uma terrível guerra?

A mais bela mulher do mundo era Helena, a filha de Zeus e Leda. Muitos reis e nobres desejaram desposá-la, e antes que seu pai mortal, Tíndaro, anunciasse o nome do feliz escolhido, fez todos jurarem respeitar a escolha de Helena e virem em ajuda de seu marido se algo lhe acontecesse. Helena casou com Menelau, rei de Esparta, e na época que Páris veio visitá-los tinham uma filha, Hermíone. Menelau recebeu Páris muito bem em sua casa, mas Páris pagou esta hospitalidade raptando Helena, e fugindo com ela de volta a Tróia. A participação de Helena nesta situação é explicada de diferentes maneiras nas várias fontes: foi raptada contra a sua vontade, ou Afrodite também deixou-a louca de desejo por Páris.

Menelau convocou todos os outros pretendentes anteriores de Helena, e todos os outros reis e nobres da Grécia, para ajudá-lo a montar uma expedição contra Tróia, de modo a recobrar sua esposa.

Agamenon então assumiu o comando de um exército de mil navios e atravessou o mar Egeu para atacar Tróia sob o auxílio de Ulísses (que fingiu-se de louco para não ir a guerra sabendo que se partisse passaria 20 anos sem regressar a seu reino), levando consigo grandes Guerreiros como Aquiles, Ajax, o pequeno Ajax, Diomedes, Idomeneu entre outros. As naus gregas desembarcaram na praia próxima a Tróia e iniciaram um cerco que iria durar dez anos e custaria a vida a muitos heróis de ambos os lados.

Um deles foi Heitor, morto por Aquiles por vingança por ter matado seu amante Pátroclo, e Aquiles morreu com uma flechada certeira em seu único ponto vulnerável: o calcanhar.

Aquiles, triunfante, arrasta o corpo de Heitor .

Finalmente, a cidade foi tomada graças ao artifício concebido por Odisseu (Ulisses): fingindo terem desistido da guerra, os gregos embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos decidiram levar para o interior de sua cidade, como símbolo de sua vitória. À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos, que se escondiam dentro da estrutura oca de madeira do cavalo, saíram e abriram os portões para que todo o exército (cujos navios haviam retornado, secretamente, à praia), invadisse a cidade.

Apanhados de surpresa, os troianos foram vencidos e a cidade incendiada. As mulheres foram escravizadas. O rei Príamo e a maioria dos homens foram mortos. Helena que causou os 10 anos de guerra e a morte de vários heróis, foi recuperada por seu marido e se reconciliou com ele.

A Guerra de Tróia realmente aconteceu?

Sim, mas lógico sem toda essa parte lendária e cheia de intervenções divinas!

Baseado numa leitura atenta do texto de Homero, um Alemão chamado Heinrich Schliemann, apaixonado pela Ilíada, encontrou uma cidade parecida com Tróia e logo fez escavações ali. Encontrou destroços de uma cidade que tinha marcas de incêndios, logo constatou-se que era a cidade de Príamo.

Mas lógico, Homero enfeitou um pouco as coisas, a cidade não era tão grande como ele dizia e o motivo da guerra não foi a paixão por uma linda mulher, e sim a paixão pela grana! Parece certo que a agressão dos gregos teve uma causa econômica, Tróia e seus aliados eram ricos, o que provocava a cobiça dos outros.

Cinema

Tróia, 2004, de Wolfgang Petersen

Helena de Tróia, 2003, de John Kent Harrison

1 comentário:

Fernando Silva disse...

curti muito e recomendo a todos que gostam e hitorias desse tipo..
eu pesualmente recomendo que vcx falem um pouco sobre pegazus e sus proesas