sexta-feira, 27 de julho de 2012

Maldições do Cinema

Como todos já devem estar sabendo, em Aurora, nos EUA, um atirador matou 12 pessoas numa sala de cinema durante a estreia de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que chegou hoje nas telonas brasileiras. Não é de hoje que o Batman está cercado por uma aura maldita, alías, não é de hoje que existem inúmeros filmes ditos "amaldiçoados" por conta de estranhos acidentes e mortes durante sua produção. Neste post, conheça as mais famosas e mórbidas tragédias que assolaram a produção de alguns filmes famosos.


A franquia do Batman, de Cristopher Nolan, já tinha fama de ser amaldiçoada desde a morte de Heath Ledger, em 2008, e também por conta de alguns outros acidentes graves que aconteceram durante as filmagens. Com o chacina no cinema de Aurora, então, é impossível não falar na “Maldição do Batman”, que parece ter retornado. Veja algumas das tragédias que assombraram a trilogia de Chris Nolan.

2008 – O técnico de efeitos especiais de "Batman - O Cavaleiro das Trevas", Conway Wickliffe, morreu durante a filmagem de uma perseguição. Ele operava uma câmera na parte traseira de uma caminhonete que não conseguiu fazer uma curva e se chocou contra uma árvore.

2008 – Após uma espetacular e assustadora interpretação do Coringa em “Batman - O Cavaleiro das Trevas”, o ator Heath Ledger foi encontrado morto em seu apartamento em Nova York devido a uma overdose de remédios. O filme estreou após sua morte.

2008 – O ator Morgan Freeman, que no filme interpreta Lucios Fox, sofreu um acidente sério de carro em agosto, quebrando o braço e ombro. Freeman dirigia perto de sua casa em Charleston, Mississippi quando seu carro capotou seguidamente e ele precisou ser retirado por bombeiros das ferragens.

2008 – No dia da estreia londrina de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, Christian Bale foi preso, acusado de agredir sua mãe e sua irmã. O ator foi liberado depois de quatro horas.

2011 – Um figurante morreu próximo ao set de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” depois de uma gravação com centenas de coadjuvantes em Wall Street. Ele estava em uma pausa nas filmagens quando teve um ataque cardíaco e foi encontrado já inconsciente. Ele foi levado a um hospital, mas não resistiu.

2011 – Durante as gravações de “The Dark Knight Rises”, uma dublê de Anne Hathaway bateu com uma moto contra equipamentos de filmagem. O equipamento foi completamente destruído, mas ninguém ficou ferido.

2012 – Um atirador invade uma sessão de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” em Aurora, no Colorado, mata 12 pessoas e fere cerca de 60. O homicida disse à polícia que era o Coringa!

Um exorcista disse que Ledger atuou possúido no filme, o que teria resultado numa interpretação magnífica e em sua morte, junto com muitas outras tragédias na produção dos filmes.  O curioso é que até Batman Begins, nenhuma tragédia aconteceu. As desgraças só começaram a acontecer depois de "Batman - O Cavaleiro das Trevas" (2008), em que o ator Heath Ledger rouba as cenas interpretando magistralmente o Coringa!

Superman


Outro famoso herói que parece ser amaldiçoado é o Superman. George Reeves, o primeiro ator que fez o papel do herói, se matou com um tiro na cabeça. O suicídio baseava-se no fato de que o cancelamento da série "As Aventuras do Super-Homem", em 1958, teria deixado-o deprimido por não conseguir outros trabalhos, visto que sua imagem ficou fortemente associada ao personagem.

Christopher Reeve assumiu o seu lugar, atuando na quadrilogia do herói nas décadas de 70 e 80.  Depois de cair de um cavalo, em 1995, ficou tetraplégico e morreu em precário estado de saúde em 2004.

George Reeves e Cristopher Reeve

Outra vítima da "Super maldição" foi a atriz Margot Kidder, que interpretava Lois Lane nos filmes de Reeve. Ela sofreu de sério transtorno bipolar e chegou a ser achada zanzando pelas ruas num estado de completa loucura. Lee Quigley, o bebê Kal-El no filme de 1978, morreu aos 14 anos após inalar solvente. Já Marlon Brando, o pai do neném nas telas, teve várias dores pessoais, como a morte do filho na cadeia e da filha suicida.

O Exorcista


No clássico de 1973 que dispensa comentários, o personagem do ator Jack MacGowran é o primeiro a morrer na história, despencando de uma tenebrosa escadaria. Uma semana após o fim das gravações, Jack morreu de verdade, vítima de pneumonia. Também a atriz Vasiliki Maliaros, que viveu a mãe do Padre Karras, nem chegou a ver o filme nos cinemas.

Poucos dias depois de começar a gravar,  o ator Max von Sydow, o padre Merrin, amargou a triste notícia da morte do irmão.

A atriz Ellen Burstyn, que fazia a mãe da garotinha endiabrada, sofreu uma grave lesão numa das cenas, quando um técnico que a puxaria (numa cena em que ela é atirada longe pela filha) exagerou na dose à mando do diretor William Friedkin, que disse a ele para "dar tudo de si".

A equipe técnica sofreu horrores durante a produção. O homem que refrigerava o quarto onde aconteceu as cenas de possessão morreu de maneira inexplicável. Um vigia noturno que cuidava dos cenários foi morto a tiros durante uma madrugada. Um carpinteiro cortou o polegar fora. Outro serrou o dedão do pé.

Depois de "O Exorcista", Linda Blair nunca mais conseguiu um papel de sucesso

A atriz Mercedes McCambrige ingeriu ovos crus e fumou cerca de seis maços de cigarro por dia para ficar com a voz rouca e demoníaca da meninha possuída. Mas os produtores "esqueceram" de colocar o nome dela nos créditos do filme e a atriz processou o estúdio. Esse é um dos motivos pelos quais os críticos afirmam que Linda Blair, que interpreta a garotinha possuída, não levou o Oscar naquele ano.

O argentino Lalo Schifrin compôs uma trilha sinistra para O Exorcista, mas o diretor Friedkin achou o trabalho muito chinfrim. Preferiu então usar o tema de piano já pronto ("Tubular Bells"). Schifrin vendeu a trilha rejeitada para o filme A Casa do Horror (1979). Resultado: recebeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro.

Vale a pena mencionar que, para reproduzir os terríveis gemidos de Regan, o diretor William Friedkin gravou os ruídos estridentes de porcos sendo levados para o abate em uma fazenda próxima ao set. O diretor também não poupou esforços para assustar seus atores, chegando a dar tiros no ar sem avisar ninguém no meio das filmagens.

Muitos dizem que a intérprete da garota possuída, a atriz Linda Blair, enlouqueceu e morreu dias após o término das filmagens, mas isso não passa de lenda, pois a atriz continua viva até hoje. Mas fato é que ela apesar de ter feito muito sucesso com O Exorcista, nunca mais conseguiu um papel importante depois do filme e sua carreira declinou.

Também é comum ler por aí em sites não confiáveis que, durante as gravações, um incêndio sem causa aparente ocorreu no quarto onde acontecia as cenas de exorcismo, mas isso também não passa de boatos. (Afirmo isso porque na matéria "As 13 Maldições de O Exorcista", artigo feito pela famosa revista Mundo Estranho e no qual me baseei para fazer este tópico, não diz nada a respeito sobre esses acontecimentos).

Poltergeist


Dominique Dunne, intérprete da personagem Dana Freeling, namorava John Thomas Sweeney, um ajudante de cozinha extremamente ciumento que não permitia que ela ficasse perto de seus amigos. Com a fama de Dominique aumentando o ciume também aumentou, o rapaz chegou a espancá-la por algumas vezes. Sem aguentar mais as agressões Dominique pediu o fim do namoro, John não aceitou, invadiu a casa da namorada e a estrangulou, a atriz ficou em coma por alguns dias e faleceu aos 22 anos.

Heather O'Rourke, a eterna Carol Anne, morreu logo após o fim das filmagens de "Poltergeist III", com apenas 12 anos de idade. Heather foi diagnosticada com uma infecção intestinal no começo do ano de 1987. Em 31 de janeiro de 1988 ela amanheceu muito doente, e vomitava com frequência, na manhã seguinte Heather teve um desmaio, seu padrasto chamou os paramédicos, ela sofreu uma parada cardíaca e assim que conseguiram reanimá-la a levaram pro hospital infantil, aonde ela não resistiu e faleceu. Segundo seus pais o diagnóstico estava errado, o que a garota tinha era uma bloqueio intestinal que ela possuia desde o seu nascimento. Seus pais obviamente processaram o hospital.

Heather O' Rourke

Julian Beck fez o papel do reverendo Henry Kene, morreu em 1985 durante as filmagens da continuação da franquia com câncer no estômago.

Will Sampson, o índio Taylor, morreu pouco depois do lançamento do segundo filme por complicações em uma cirurgia cardíaca em 1987.

Outra polêmica que alimenta a maldição de Poltergeist, foi a entrevista concedida por JoBeth Williams (que interpretou a mãe da Carol Anne), na qual ela confirmou que esqueletos usados em uma das cenas de Poltergeist I eram reais. Segundo Williams, os produtores foram a um armazém médico adquirir esqueletos reais por serem mais baratos do que construir esqueletos falsos de plástico. Alguns dizem que os espíritos das pessoas das quais pertenciam esses esqueletos é que foram responsáveis por todas essas tragédias.

Outra curiosidade: Em um lançe parecido com o da trilha rejeitada de O Exorcista que acabou ganhando Oscar, a atriz Drew Barrymore fez teste para interpretar Carol Anne, mas não foi escolhida. Em compensação, Steven Spielberg a escalou para a sua próxima produção, o filme “E.T.: O Extraterrestre”, que transformou a atriz numa grande estrela.

O Bebê de Rosemary


O filme de 1968, fala de uma recém-casada, grávida, que passa a suspeitar que seu marido a ofereceu para ser fecundada pelo demônio, em troca do sucesso em sua carreira de ator. Para isso, ele teria contado com a ajuda de seus novos vizinhos no Edifício Dakota, em Nova York. A única pessoa que acredita em Rosemary, seu colega Hutch, morre com um misterioso coágulo cerebral.

O suspense causou uma enorme histeria desde a estreia, em 12 de junho de 1968. Um crítico diz que os vizinhos de Rosemary parecem “uma típica seita pequena e reclusa da Califórnia”.

O produtor William Castle começou a receber ameças de morte, por causa do tema “anticristo” do filme. A maldição tem início em abril de 1969, quando Castle é internado em caráter de emergência, com falência renal. No hospital, na sala de cirurgia, testemunhas dizem tê-lo ouvido delirar e dizer: “Rosemary, pelo amor de Deus, solte esta faca!”

Concidência macabra: no mesmo hospital estava Krysztof Komeda, compositor da trilha sonora de O Bebê de Rosemary e grande amigo do diretor do filme, Roman Polanski, e da esposa dele, Sharon Tate. Assim como Hutch, o amigo de Rosemary no filme, Komeda também morre por causa de um coágulo no cérebro.

Em agosto, Sharon Tate é assassinada, a facadas, por quatro fanáticos de uma seita pequena e reclusa da Califórnia (assim como o crítico descreveu os vizinhos de Rosemary). Assim como Rosemary, Sharon estava grávida. Mais quatro pessoas morreram no ataque, ocorrido na casa de Polanski. Na porta do local, os criminosos escreveram “porco” com o sangue das vítimas.

O crime ficou conhecido como “Helter Skelter”, nome de uma música dos Beatles (a expressão significa “caos”, “decadência”). A última coincidência vem 11 anos depois, o beatle John Lennon é assassinado na porta do prédio onde morava… o Edifício Dakota, o mesmo onde se passava a trama de O Bebê de Rosemary.

A Profecia


Carregado de simbologia católica e famoso por divulgar o número 666 como a marca do diabo, A Profecia retrata um embaixador americano que adota um bebê na Itália e, tempos depois, passa a suspeitar que a criança  é o mal encarnado - o próprio filho de Satanás. Em inglês, o filme se chama The Omen. Guarde bem esse nome.

Antes mesmo de começar as filmagens, o roteirista Bob Munger já tinha suas apreensões. "Eu avisei o produtor: 'Se você fizer este filme terá problemas'. Se a grande arma do Diabo é ser invisível, ele não vai deixar que você o torne visível para milhares de pessoas", disse Munger, anos depois, no documentário The Curse of the Omen ("A Maldição de A Profecia")

Aos poucos, o produtor Harvey Bernhard começou a acreditar. No set, ele só andava com um crucifixo no pescoço. "O capeta estava à solta e não queria que o filme fosse feito", afirmou, também no mesmo documentário. "Estávamos lidando com elementos ocultos, que não conhecíamos, e as coisas foram ficando cada vez piores".

Tudo começou antes mesmo das gravações. Pouco depois de o ator americano Gregory Peck aceitar o papel do "pai do Anticristo", seu filho na vida real se matou com um tiro na cabeça. Ainda de luto, Peck pegou um voo para as filmagens na Inglaterra... e seu avião foi atingido por um raio.

Incrivelmente, outro voo, o do produtor Mace Neufeld, também foi atingido por um raio. "Foram os cinco minutos mais assustadores que já passei numa aeronave", diz Neufeld. Coincidência? Outro avião, que seria alugado para levar alguns técnicos, foi emprestado a outro cliente - e despencou minutos após a decolagem, matando todos a bordo.

O hotel onde estava o diretor Richard Donner sofreu um atentado à bomba do IRA, um grupo terrorista Irlândes. Houve ainda outro atentado do IRA a um restaurante onde a equipe iria jantar em 12 de Novembro de 1975. Sorte que ninguém havia chegado ao local.

Outros membros da equipe técnica sofreram um acidente de carro, mas sobreviveram sem grandes machucados. Um dublê teve de ser internado após ser atacado por um dos cães rottweilers do longa-metragem, que normalmente eram bem comportados. Já outro membro da equipe morreu ao ser atacado por um tigre!

A história mais assustadora, porém, aconteceu após o lançamento (e estrondoso sucesso) do filme. O designer de efeitos especiais John Richardson sofreu um grave acidente em uma estrada na Holanda. Sua acompanhante, Liz Moore, morreu na hora, decapitada de maneira similar a uma das mortes que o próprio Richardson criara para A Profecia. Quando saiu do carro, ele viu uma placa que indicava  "cidade de Ommen a 66,6 Km"!

E você, caro leitor, o que acha disso tudo? Coincidência ou "Demoniocidência"??  (Trocadilho em homenagem a  Rosane Collor, pra quem ñ entendeu!)

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Orfeu e Eurídice


Orfeu era filho do deus Apolo e da ninfa Calíope; recebeu de seu pai uma lira de presente e aprendeu a tocá-la com tal perfeição que nada podia resistir ao encanto de sua música. Até mesmo as feras mais selvagens amenizavam sua ferocidade diante do som extraído deste instrumento, que praticamente as hipnotizava.

Orfeu apaixonou-se por Eurídice e casou-se com ela. Mas Eurídice era tão bonita que, pouco tempo depois do casamento, atraiu um apicultor chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela pisou em uma serpente, que a picou e provocou sua morte.

Orfeu ficou transtornado de tristeza e, depois de passar horas chorando e tocando músicas tristes em sua lira, resolve tomar uma atitude: ir até o Mundo dos Mortos para tentar trazê-la de volta. Lá, o amante leva Caronte a guiá-lo pelo Rio Estige sem nem precisar pagar as duas moedas que o barqueiro tanto exigia, satisfazendo-o apenas com o doce som de sua lira; amansa até mesmo Cérbero, o terrível cão de três cabeças que guarda as portas infernais; ameniza as torturas das almas exiladas; e, finalmente diante de Hades, arranca lágrimas do próprio soberano dos desprovidos de vida, o qual, diante dos apelos da esposa Perséfone, permite que Orfeu vá buscar Eurídice, mas impõe uma condição: a jovem retornaria com Orfeu ao universo dos vivos, desde que o amante não olhasse para sua amada até estar novamente sob o Sol.

Orfeu consegue resistir através de túneis sombrios e difíceis de atravessar, e já estava quase chegando à esfera iluminada quando, para ter certeza de que a esposa estava logo atrás, ele olha para trás e a espia por um instante. Neste momento, Eurídice se transforma novamente em um espectro, lança um último grito e é sugada de volta ao mundo dos mortos.

Orfeu se desespera, e permanecendo sete dias ao lado do lago, em jejum, ele se converte em um ser devorado pela angústia e rejeita as outras mulheres; Cansadas de serem menosprezadas, as malucas Mênades, cortam seu corpo em pedaços e lançam sua cabeça no Rio Hebrus. Agora no reino dos mortos, o amante se reúne eternamente a sua amada Eurídice. As assassinas são punidas pelos deuses, transformando-se em sólidos carvalhos.

domingo, 15 de julho de 2012

Edward Gein, o psicopata que inspirou o filme "Psicose"

Oi pessoal, voltei! Desculpem o sumiço, é que deu um probleminha e por enquanto estou sem internet =/ 

Eu adoro psicopatas! Este que vocês vão conhecer neste post, o Edward Gein, é um dos meus favoritos e também um dos mais famosos. Com sua incrível história, ele serviu de  inspiração para o enredo de grandes filmes como Psicose, O Silêncio dos Inocentes e O Massacre da Serra Elétrica


Edward Theodore Gein, mais conhecido como Ed Gein, nasceu em 27 de agosto de 1906 na cidade de Plainfield, Winsconsin, EUA. Ed tem o perfil típico de um psicopata. Durante a infância, ele e seu irmão Henry, eram constantemente insultados por sua mãe Augusta, extremamente religiosa, que sempre os impedia de ter amigos e de manter qualquer contato com mulheres, pois ela o ensinou que todas as mulheres eram prostitutas e que sexo era um pecado, se não fosse feito apenas para procriação. Augusta dizia ainda que o mundo era um lugar imoral, que a bebida era demoníaca (seu marido, George, o pai de Ed, era alcoólotra e ela o odiava) e sempre reservava algum tempo, durante a tarde, para ler a Bíblia para os filhos, escolhendo partes do Antigo Testamento sobre morte, assassinatos e castigos divinos. Enquanto Ed, apesar de tudo, amava Augusta incondicionalmente, Henry não aceitava o modo como era tratado e vivia brigando e discutindo com ela.

Certo dia, Ed e Henry tentaram apagar um incêndio no celeiro da fazenda em que viviam. Henry teria morrido queimado, mas há suspeitas de que ele tenha sido a primeira vítima de Ed, que teria matado o irmão por ele viver brigando com a mãe.

Após a morte da mãe, do irmão e do pai - que faleceu de enfarto - Ed ficou completamente sozinho e transtornado (principalmente pela morte de sua mãe) e não demorou para ele começar a praticar toda a sua loucura. Ed começou a desenvolver um interesse doentio pela a anatomia feminina e logo dedicou-se a ir à noite em cemitérios para desenterrar corpos de mulheres para mutilá-los.

A polícia suspeitou do envolvimento de Ed no desaparecimento de Bernice Worden, em 1957. Entraram na propriedade de Ed à noite e descobriram o cadáver de Worden. Tinha sido decapitada, o seu corpo estava suspenso de pernas para o ar, preso pelos tornozelos. O seu tronco fora rasgado da vagina até o pescoço e estava vazio, com todos os órgãos retirados. Estas mutilações ocorreram depois da sua morte, causada por vários tiros.

Cadáver de Bernice Worden

Crânio serrado que Ed utilizava para tomar sopa

Foram encontrados ainda alguns "artefatos" bizarros na fazenda de Gein: Braceletes, meias, um tambor, um abajur e uma cadeira feitos de pele humana; Um crânio usado como tigela de sopa; Quatro narizes num copo de cozinha; Um coração humano no forno; Um cinto feito de mamilos; Partes de diversos órgãos humanos na geladeira, extraídos de aproximadamente quinze corpos diferentes. Os policiais também descobriram uma caixa de sapatos cheia de genitálias femininas conservadas em sal, inclusive a de sua mãe, que estava pintada de prateado. 

O que mais chocou os policiais foi uma "fantasia de mulher" que Ed vestia para "mudar de sexo". Ela era feita com a pele do cadáver de sua própria mãe! Para completar a caracterização, Gein botava a genitália de sua mãe dentro de calcinhas que ele usava, e também arrancava cuidadosamente a pele facial de corpos femininos para usar como máscaras.

Uma das máscaras feitas de pele humana usada por Ed Gein

Além de Bernice, Gein também admitiu que matou Mary Hogan, desaparecida desde 1954. Como foram só dois assassinatos, Ed não se enquadra na definição de "serial killer", mas é, sim, um psicopata. Ele negou ter tido relações sexuais com os cadáveres, porque, segundo ele, "cheiravam demasiado mal". Ed foi considerado pelo tribunal como mentalmente incapaz. Em 1968, foi transferido para um hospital psiquiátrico, onde morreu em 1984, vítima de parada cardíaca.

Art Schley, um dos policiais que interrogou Ed, o agrediu fisicamente, esmurrando a sua cabeça e empurrando o seu rosto contra um tijolo, o que tornou o primeiro depoimento de Gein inadmissível. Schley morreu com um ataque cardíaco um mês depois de testemunhar no julgamento de Ed. Os seus amigos afirmam que Schley estava traumatizado pelo horror dos crimes.

Também gosta de psicopatas? Como vocês já devem ter percebido, eu separei um espaço só para eles aqui no blog, com a criação de mais uma nova categoria só sobre esse tema que eu adoro. Passe lá e confira mais!

O Toque de Midas

Certa vez Dionísio, deus do vinho, deu por falta de seu mestre e companheiro fiel, Sileno. O velho andara bebendo como sempre e, tendo perdido o caminho, foi encontrado por alguns camponeses que o levaram ao seu rei, Midas. Midas reconheceu-o, tratou-o com hospitalidade, conservando-o em sua companhia durante dez dias, no meio de grande alegria e fartura.

No décimo-primeiro dia, o rei levou Sileno de volta e entregou-o são e salvo a Dionísio. A alegria do deus ao reencontrar Sileno foi enorme e, para comemorar, ele deu uma festa regada a muito vinho e cantoria. Quando as danças finalmente cessaram, Dioniso disse que desejava agradecer a Midas e propôs satisfazer qualquer desejo do rei, qualquer um. O ambicioso Midas, mesmo já sendo muito rico, pediu que tudo em que tocasse imediatamente se transformasse em ouro. Dionisio consentiu, embora pesaroso por não ter ele feito uma escolha melhor.

Midas seguiu caminho, alegre com o poder recém-adquirido que se apressou a experimentar. Mal acreditou nos próprios olhos quando tocou numa simples mesa de madeira, que se transformou em ouro maciço. Segurou uma pedra; ela mudou-se em ouro. Pegou um torrão de terra; virou ouro. Colheu um fruto da macieira; e parecia até que ele havia furtado do jardim das Hespérides. Maravilhado, Midas ficou frenético. Saiu tocando em tudo o que estava a seu alcançe. Em pouco tempo, tudo quanto era enfeite, móvel, as próprias colunas do prédio, as árvores do jardim... Ouro puro, brilhante, cintilante. De longe dava para ver o palácio de ouro de Midas, faiscando sob os raios do sol.

Sua alegria não conheceu limite e Midas ordenou aos criados que servissem um magnífico banquete para comemorar. Então verificou, horrorizado, que, se tocava o pão, este enrijecia em suas mãos; Carne, frutas suculentas, queijos deliciosos... se levava qualquer comida à boca, seus dentes não conseguiam mastigá-la. Chamou os empregados para ajudá-lo, mas todos se afastavam dele. Quando sua filha chegou ao palácio e, sem saber de nada, o enconstou, também se transformou em ouro, para desespero de Midas.

Então Midas, angustiado de fome e solidão, agora detestava o dom que tanto cobiçara. Começou finalmente a refletir e percebeu que o poder que ele escolheu o condenava a uma morte rápida. Apavorado, ergueu os braços numa prece a Dionísio e, chorando, implora ao deus para que o livrasse daquela destruição fulgurante. Dionísio, divindade benévola, o ouviu e consentiu. "A água corrente desfaz o toque ", disse-lhe Dioniso,"mergulha o que tocastes num rio, e os objetos em que tocaste voltarão a ser o que eram". Midas correu a cumprir o que dissera o deus do vinho e, com a água do rio Pactolo, que colheu num jarro, foi banhando todos os objetos em que tocara, restituindo-lhes a natureza primitiva, a começar pela própria filha, que ele, então, pôde abraçar sem perigo de torná-la de ouro. Dizem que Midas, ao se abaixar para colher a água na margem do rio, tocou na areia com as mãos e que, por isso, até hoje, as águas do rio Pactolo correm sobre areias douradas.


Depois de uma aventura tão desastrosa, Midas devia ter aprendido a ser mais cuidadoso com os deuses, mas não aprendeu e meteu-se em outra enrascada. Depois dos acontecimentos com seu toque de ouro, Midas passou a odiar a riqueza e o esplendor e mudou-se para o campo, onde passou a cultuar Pã, o deus da natureza. Certo dia, Midas ousou afirmar que a flauta tocada por Pã era muito mais melodiosa do que a harpa tocada por Apolo. Quando o deus da música soube disso ficou furioso e castigou aquela afronta fazendo as orelhas de Midas crescerem longas e peludas, como as orelhas de burro. Para ocultá-las, o rei colocou na cabeça um turbante.

Depois de um ano, o cabelo do rei tinha crescido tanto que ele precisou chamar um barbeiro ao palácio. Com ar ameaçador, Midas conduziu o homem a uma sala sem janelas e fechou a porta com chave. Quando tirou o turbante e deixou as longas e peludas orelhas à mostra, o barbeiro ficou muito surpreso com o que viu, mas Midas avisou-o que aquilo era segredo e o ameaçou caso contasse para alguém. O barbeiro então começou a trabalhar com suas tesouras como se nada notasse de diferente.

Porém, pouco a pouco aquele segredo começou a pesar tanto para o pobre barbeiro que ele acabou ficando mais infeliz do que o rei orelhudo. Precisava contar aquilo para alguém, dividir aquele peso insuportável, aliviar sua mente, mas temia ainda as ameaças do rei. Continuou a sofrer até que um dia teve uma inspiração. Afastou-se o máximo que pôde da cidade e, lá longe, na curva deserta de um rio, cavou um buraco na margem, ajoelhou-se na areia úmida e sussurrou dentro do buraco três vezes: "O rei Midas tem orelhas de burro".

Aliviado, repôs a terra cuidadosamente, cobrindo assim as perigosas palavras que tinha proferido e retornou em silêncio para casa. Mas bem ali, naquele ponto onde cavou o buraco, algum tempo depois nasceu uma planta que, na primavera seguinte, quando o vento agitava suas hastes flexíveis, estas faziam um barulho que parecia reproduzir o segredo que tinha sido confiado à terra: "Midas tem orelhas de burro". O vento espalhou aquele segredo por todo o reino. Logo, ouvia-se falar até na cidade e depois de algumas horas, todo mundo falava sobre as orelhas do rei e davam muitas risadas sobre o caso. O pobre Midas caiu no ridículo e passou a viver para sempre trancado em seu palácio, lamentando, mais uma vez, não ter tido prudência e bom senso. Mas já era tarde.

domingo, 1 de julho de 2012

Incríveis Imagens e Ilustrações de Kratos

Kratos, voltando ao Monte Olimpo

E aí, galera, só dançando quadrilha e comendo bolo de milho, né?? Nossa, finalmente estou de férias!!! E parece que Kratos voltou das suas, né? Afinal, depois de passar um tempo ausente, como  vocês puderam perceber, ele retornou e já está novamente aí no layout do blog, com seu maléfico olhar. Bom, na verdade ele ficou muito furioso por ter seu lugar no layout do blog roubado por uma garotinha chamada Esther, do filme A Órfã, e depois por uns mortos vivos (que, com essa história de apocalipse zumbi, acabaram invadindo o blog também) mas Kratos dilacerou seus concorrentes com sua Blade of Chaos e agora está de volta!

Nem preciso falar mais uma vez o quanto sou fã do Kratos. Ele é o protagonista do meu jogo favorito de todos, a franquia God of War. Já contei a sua trágica história aqui no blog, assim como mostrei alguns fatos engrassadíssimos sobre ele, entre vários outros posts que já fiz sobre o fantasma de esparta. Ora, Kratos já é praticamente o mascote do Monte Olimpo! Por isso, decidi que ele merecia sua própria categoria aqui no blog, só com posts sobre ele, como este que vocês verão agora. Aproveitando o "retorno" de Kratos ao layout do blog (dessa vez ele veio pra ficar, hein?!), trago a vocês uma galeria de imagens e ilustrações deste personagem sanguinário, impiedoso, bruto  simplesmente foda. Podem pegar a vontade!


































Ufa! quanta testosterona, não? Definitivamente, Kratos é foda, por isso ele representa muito bem esse blog, hehe... Até mais pessoas!